A terra dos árabes nabateus

Os edomitas foram os primeiros povos a ocupar a região de Petra de que se tem notícia, no século 8° a.C. O progresso da região, porém, só veio por volta do século 6° a.C, quando os árabes nabateus chegaram ao local e, aos poucos, assumiram definitivamente o controle da área, à partir do ano 312 a.C.

Por sua localização, Petra se transformou em um grande centro para a passagem das rotas de seda, especiarias e outras rotas comerciais que ligavam a China, a Índia e a Arábia do Sul, ao Egito, Síria, Grécia e Roma.

                                                                   Localização favorável de Petra

Como a região dispunha de pouca vegetação para a extração de madeira, os nabateus cavavam suas casas e templos ao invés de construí-los. Seus monumentos tinham forte influência egípcia e grega e, posteriormente, romana e bizantina.

                                                                                            Casas cavadas em pedras

Letrados, os nabateus falavam um dialeto do aramaico (língua dos tempos bíblicos) e possuíam uma bela caligrafia, da qual se podem observar exemplos nas faces rochosas de Petra. Além disso, também foram um dos pioneiros no desenvolvimento de sistemas hidráulicos, e criaram métodos para conservação de água, escassa nos arredores de Petra.

Eram famosos ainda pela arte de fabricar cerâmica. Recentes escavações de um forno descoberto em Wadi Musa (cidade próxima ao sítio arqueológico de Petra) indicam que Petra era um centro regional de produção de cerâmica até finais do século 3º d.C, entrando em declínio depois desta data.

Ao longo do século 1º a.C, Roma conquistou os nabateus, e Petra se tornou capital de uma província do Império Romano. Nessa época, a cidade continuou vivendo um período glorioso, incluindo a ampliação do Teatro, a pavimentação da Rua das Colunas e um arco de triunfo que foi construído acima do Siq, o estreito caminho na entrada da cidade que leva ao seu principal cenário: o Tesouro (Al Khazneh).

                                                                                 Turistas na Rua das Colunas

Império Bizantino

Mais tarde, sob comando do Império Bizantino e com influência da Igreja Ortodoxa, alguns monumentos tiveram a face alterada, especialmente o monastério Al Deir, que tem a fisionomia das construções bizantinas e a igreja localizada ao lado do Grande Templo, que só foi descoberta em escavações recentes.

                                                                                      Monastério Al Deir

Registros de Petra na Bíblia

Os registros de Petra na história são bem antigos, sendo a cidade mencionada no Antigo Testamento da Bíblia sob diversos nomes possíveis, como Sela e Joktheel (II Reis 14:7).

Durante a caminhada de 40 anos de Moisés pelo deserto, em busca da terra prometida, o profeta e os israelitas teriam passado por Petra. Segundo a tradição local, Moisés recebeu ali a ordem de Deus para falar com uma pedra, para que dela jorrasse água. A nascente de Wadi Musa (Vale de Moisés) seria o local onde o profeta teria batido, fazendo com que dela saísse a água.

Relatos afirmam também que o irmão de Moisés, Aarão, morreu na Jordânia e foi enterrado em Petra, no Monte Hor, hoje conhecido por Jabal Harun (Monte Aarão). No cume da montanha, foi construída uma igreja bizantina e posteriormente um templo islâmico, que hoje atraem peregrinos de todo o mundo.

                                                                                 Jabal Harun – O Monte Aarão

Religião: o cenário atual

Atualmente, o país da Jordânia é predominantemente um Estado islâmico, onde 92% dos jordanos são muçulmanos sunitas e cerca de 6% católicos. A maioria dos cristãos pertence à igreja ortodoxa grega, mas também há católicos gregos, uma pequena comunidade católica romana, ortodoxos sírios, cópticos e armênios. No país, ainda podem ser encontradas algumas pequenas populações de xiitas e drusos.

 

                                                                                       Mulheres jordanianas

A diversidade étnica e religiosa de sua população é muito valorizada, garantindo os direitos culturais de seus cidadãos e o clima estável e pacífico que prospera na Jordânia.