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Músicas para casamento: como escolher as suas?

Pode parecer o contrário, mas escolher as músicas para casamento que mais combinam com um casal não é tarefa fácil!

Além de ser um momento especial para duas pessoas – ou até mais, se contarmos a família –, os momentos da recepção e o perfil dos convidados devem levados em consideração para a definição do setlist.

Por isso, se você quer arrasar na trilha sonora do seu grande dia, continue lendo esse artigo. Nele, eu vou te dar dicas valiosas para não errar no tom e manter os convidados animados até o fim da festa!

Ah! E ainda trouxe uma playlist exclusiva com 170 músicas para casamento selecionadas pelo DJ Renatinho!

Vamos lá?

 

Músicas para cerimônia

Não poderíamos falar sobre músicas para casamento sem priorizar a cerimônia. Afinal, esse é o momento mais emocionante de toda união!

Além do mais, essa é a hora em que o casal pode impor um pouco mais a sua personalidade. Aliás, é até importante que as canções escolhidas para essa primeira parte tenham valor sentimental.

 

Canções que tenham a ver com a história do casal

Sentem juntos e selecionem uma lista de músicas que marcaram a sua vida a dois. Isso, com toda certeza, trará uma carga emocional muito maior na hora da entrada dos noivos!

 

Evite as músicas digitais

Não importa qual é o seu estilo favorito: não use músicas digitais. Esse formato de som não transmite tanta emoção em uma cerimônia de casamento quanto uma banda, orquestra ou coral ao vivo. Portanto, se puder, invista nesse momento!

Não há nada mais emocionante do que acompanhar a entrada de uma noiva ao som de um belo clarim e das vozes de um coral!

 

Músicas para casamento: a festa!

Aqui, a minha dica é que você deixe a seleção nas mãos de um profissional experiente. Afinal, todos concordamos que um bom DJ conhece o que faz sucesso nas festas, certo?

Além disso, por mais que o casal tenha um gosto musical próprio e bastante exigente, também é preciso levar em consideração dois fatores importantes:

  • Os momentos da recepção;
  • O perfil dos convidados.

Você já parou para pensar no quão chato seria se você, que curte rock, fosse a uma recepção onde só tocasse sertanejo ou vice-versa? Por isso, o meu conselho é que vocês pensem no que os participantes do seu evento gostam também. Assim, todos terão um momento especial!

E, claro, não esqueça de definir junto com o DJ as músicas para momentos como:

  • Entrada dos noivos;
  • Abertura da pista de dança;
  • Hora de jogar o buquê;
  • Entre outras situações que variam de festa para festa.

Nesses casos, vale a mesma premissa da cerimônia: leve emoção!

 

Playlist para casamento

Entre tantas opções, eu sei o quanto é difícil saber quais são as músicas mais pedidas e mais escutadas nas rádios e nas festas.

Pensando nisso, o DJ Renatinho fez uma seleção exclusiva para a Casa Petra com 170 músicas para casamento! Ouça aqui e se inspire para criar o seu próprio setlist!

 

E então, você está planejando o seu grande dia e gostaria de ler mais dicas? Acesse os outros artigos do nosso blog. Clique aqui e boa leitura!




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{{ALEb}} [[Mercedes-Benz]]
{{ALEb}} [[Volkswagen Volksbus|Volkswagen]]
{{BRAb}} Matra\n | motor = ''Depende do modelo do chassi''\n | caixa de velocidades = \n | dist\u00e2ncia entre os eixos = ''Depende do modelo do chassi''\n | comprimento = ''Depende do modelo do chassi''\n | altura do ch\u00e3o = \n | largura = \n | altura = \n | peso = \n | tanque = \n | consumo de combust\u00edvel = \n | velocidade m\u00e1xima = \n | capacidade do dep\u00f3sito = \n | modelos relacionados = \n | modelos similares = {{BRAb}} Megabus\n | desenhador = \n}}\n'''Ciferal GLS Bus''' foi um modelo de carroceria de [[\u00f4nibus]] fabricado pela [[Ciferal]] entre [[1991]] e [[1998]]. A primeira unidade fabricada, encarro\u00e7ada sobre o chassi [[Volvo Buses|Volvo B58E]] articulado, entrou em circula\u00e7\u00e3o em dezembro de 1991 como ve\u00edculo de testes na [[Real Auto \u00d4nibus]].\n\nDesenvolvido como um modelo pesado, inicialmente era encarro\u00e7ado apenas com motoriza\u00e7\u00e3o central ou traseira. Em [[1992]], a CTC-RJ (Companhia de Transporte Coletivos do Estado do Rio de Janeiro) recebeu 40 unidades do modelo encarro\u00e7ados sobre o chassi Volvo B58E articulado. Esses ve\u00edculos ainda n\u00e3o possu\u00edam o nome comercial GLS Bus, sendo chamados popularmente ''Megabus'' ou ''minhoc\u00e3o''.\n\nA Ciferal iniciou a produ\u00e7\u00e3o do GLS Bus encarro\u00e7ado em chassis com motoriza\u00e7\u00e3o dianteira em [[1993]], com um expressivo lote de ve\u00edculos para a operadora Masterbus (hoje extinta) da cidade de [[S\u00e3o Paulo]]. Com a descontinua\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o do modelo Padron Rio em [[1994]], tornou-se o principal modelo fabricado pela Ciferal.\n\nFabricado com o uso de estruturas tubulares, como o modelo Padron Rio, o GLS Bus destacava-se pelo arrojado [[design]] do bico [[aerodin\u00e2mico]] de sua frente e pelos [[para-brisa]]s curvos, que reduziam a resist\u00eancia do ar e o consumo de combust\u00edvel. Essa caracter\u00edstica rendeu ao modelo diversos apelidos, como ''bicudo'', no [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]], e ''Gord\u00e3o'', no [[Esp\u00edrito Santo (estado)|Esp\u00edrito Santo]].\n\nEntretanto, o bico aerodin\u00e2mico gerava queixas de motoristas e frotistas, devido aos acidentes que ocorriam e pelo custo do [[para-brisa]]. O modelo sofreu tr\u00eas reestiliza\u00e7\u00f5es, em [[1995]], [[1996]] e [[1997]], com pequenas altera\u00e7\u00f5es no bico aerodin\u00e2mico e seus elementos.\n\nCom o lan\u00e7amento do modelo Padron Cidade I em outubro de 1997, o GLS Bus foi fabricado at\u00e9 [[1998]]. Suas \u00faltimas unidades fabricadas sa\u00edram em mar\u00e7o de 1998, quando o modelo foi descontinuado.\n\nPossuiu uma vers\u00e3o articulada chamada '''Ciferal Megabus''', a diferen\u00e7a entre os dois modelos era apenas o vidro frontal e o vidro traseiro. O Padron Cidade I herdou muitas caracter\u00edsticas do GLS Bus, como estrutura interna e layout traseiro.\n\n{{esbo\u00e7o-\u00f4nibus}}\n\n[[Categoria:\u00d4nibus produzidos no Brasil]]\n[[Categoria:Carrocerias da Ciferal|GLS Bus]]"}]},"6115601":{"pageid":6115601,"ns":0,"title":"Ori (document\u00e1rio)","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Filme\n |nome = Or\u00ed\n |t\u00edtulo-pt = \n |t\u00edtulo-br = \n |imagem = Ori document\u00e1rio.jpg\n |imagem_tamanho = \n |imagem_legenda =\n |pa\u00eds = [[Brasil]]\n |ano = 1989\n |cor-pb = \n |dura\u00e7\u00e3o = 91 \n |dire\u00e7\u00e3o = [[Raquel Gerber]]\n |realiza\u00e7\u00e3o = \n |produ\u00e7\u00e3o = \n |argumento = \n |hist\u00f3ria = [[Maria Beatriz Nascimento]]\n |narra\u00e7\u00e3o = Maria Beatriz Nascimento\n |elenco = \n |m\u00fasica = [[Nan\u00e1 Vasconcelos]]\n |edi\u00e7\u00e3o =\n |est\u00fadio = \n |distribui\u00e7\u00e3o =\n |g\u00e9nero = \n |lan\u00e7amento = 4 de mar\u00e7o de 1989 (Burkina Faso)
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Os prop\u00f3sitos principais desta visita papal foram a celebra\u00e7\u00e3o do 10.\u00ba anivers\u00e1rio da [[beatifica\u00e7\u00e3o]] dos [[pastorinhos de F\u00e1tima]], [[Francisco Marto|Francisco]] e [[Jacinta Marto]], videntes de [[Nossa Senhora de F\u00e1tima|Nossa Senhora]], e o contacto com as [[diocese]]s de [[Diocese de Lisboa|Lisboa]], de [[Diocese de Leiria-F\u00e1tima|Leiria-F\u00e1tima]] e do [[Diocese do Porto|Porto]].\n\nO Papa Bento XVI chegou a Figo Maduro no [[Aeroporto da Portela]], em [[Lisboa]], na manh\u00e3 do dia [[11 de Maio]].{{Citar web|url=http://www.bentoxviportugal.pt/programa.asp|titulo=Programa da visita de Bento XVI a Portugal|acessodata=8 de maio de 2010}}{{Citar web|url=http://www.publico.pt/papaemportugal|titulo=Bento XVI em Portugal|autor=publico.pt|acessodata=8 de maio de 2010}} Ap\u00f3s um encontro na [[Nunciatura apost\u00f3lica]] com o corpo diplom\u00e1tico e representantes do Estado, visitou o [[Mosteiro dos Jer\u00f3nimos]] e foi recebido pelo [[Presidente da Rep\u00fablica Portuguesa|Presidente]] [[An\u00edbal Cavaco Silva]] no [[Pal\u00e1cio de Bel\u00e9m]].{{Citar web|url=http://www.publico.pt/Sociedade/cavaco-silva-recebeu-papa-em-belem_1436631|titulo=Cavaco Silva recebeu Papa em Bel\u00e9m|autor=P\u00fablico|acessodata=14 de maio de 2010}} No final da audi\u00eancia, o Papa saudou tamb\u00e9m os funcion\u00e1rios do Pal\u00e1cio de Bel\u00e9m.{{Citar web|url=http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi//speeches/2010/may/documents/hf_ben-xvi_spe_20100511_belem_po.html|titulo=Sauda\u00e7\u00e3o do Papa Bento XVI ao pessoal do Pal\u00e1cio de Bel\u00e9m|autor=Libreria Editrice Vaticana|acessodata=13 de maio de 2010}} Ao fim da tarde, ele celebrou uma [[missa]] no [[Terreiro do Pa\u00e7o]], no centro da capital portuguesa.{{Citar web|url=http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi//homilies/2010/documents/hf_ben-xvi_hom_20100511_terreiro-paco_po.html|titulo=Santa Missa celebrada pelo Papa Bento XVI no Terreiro do Pa\u00e7o|autor=Libreria Editrice Vaticana|acessodata=13 de maio de 2010}}\n\nNo dia [[12 de maio]], de manh\u00e3, deu-se o encontro de Bento XVI com personalidades do mundo da [[cultura]] no [[Centro Cultural de Bel\u00e9m]], e com o [[Primeiro-ministro de Portugal|Primeiro-Ministro]] [[Jos\u00e9 S\u00f3crates]] na Nunciatura Apost\u00f3lica, partindo a meio da tarde para a [[Cova da Iria]], em [[F\u00e1tima]]. Logo ap\u00f3s a sua chegada, deslocou-se \u00e0 [[Capelinha das Apari\u00e7\u00f5es]] e depois celebrou a ora\u00e7\u00e3o de [[V\u00e9speras]] com o [[clero]] na [[Bas\u00edlica da Sant\u00edssima Trindade]].\n\nNo dia [[13 de maio]], o Papa esteve no recinto do [[Santu\u00e1rio de F\u00e1tima]], na [[Cova da Iria]], um dos mais visitados da [[Europa]], com o clero portugu\u00eas e presidiu a uma missa no santu\u00e1rio no dia 13 de maio, no 93.\u00ba anivers\u00e1rio das apari\u00e7\u00f5es marianas. \u00c0 tarde, deu-se os encontros do Papa com as organiza\u00e7\u00f5es da Pastoral Social, na [[Bas\u00edlica da Sant\u00edssima Trindade]], e com os bispos portugueses no Sal\u00e3o da Casa de Nossa Senhora do Carmo.\n\nNo dia [[14 de Maio]], o programa do Papa consistiu numa desloca\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao [[Porto]]. Celebrou a missa na [[Avenida dos Aliados]] e depois partiu para o [[Aeroporto Francisco S\u00e1 Carneiro]] de onde seguiu para o [[Vaticano]]. Os microfones utilizados na missa foram doados ao [[Mosteiro de Montariol]], em [[Braga]], \u00e0 [[Igreja de Santa Cec\u00edlia]], no [[Funchal]], e ao [[Semin\u00e1rio de Vilar]], no [[Porto]].{{Citar web|url=http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Braga&Option=Interior&content_id=1725865|titulo=Microfones usados pelo Papa v\u00e3o para tr\u00eas igrejas|autor=Di\u00e1rio de Not\u00edcias|acessodata=3 de Dezembro de 2010}}\n\n== Ver tamb\u00e9m ==\n* [[Visita de Bento XVI ao Brasil]]\n* [[Viagens apost\u00f3licas de Bento XVI]]\n* [[Catolicismo em Portugal]]\n\n{{Refer\u00eancias}}\n\n{{Igreja Cat\u00f3lica2}}\n\n{{DEFAULTSORT:Visita Bento Xvi A Portugal}}\n[[Categoria:Papa Bento XVI]]\n[[Categoria:Igreja Cat\u00f3lica em Portugal]]\n[[Categoria:2010 em Portugal]]\n[[Categoria:F\u00e1tima (Portugal)]]\n[[Categoria:Visitas pastorais pontif\u00edcias|Portugal]]\n[[Categoria:Rela\u00e7\u00f5es entre Portugal e Santa S\u00e9]]"}]},"3491716":{"pageid":3491716,"ns":0,"title":"Teorema de Varignon (geometria)","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{sem notas|data=janeiro de 2012}}\n'''Teorema de Varignon''' \u00e9 um [[teorema]] demonstrado pelo [[matem\u00e1tico]] [[Pierre Varignon]], que estabelece que a figura definida pelos pontos m\u00e9dios de qualquer [[quadril\u00e1tero]] \u00e9 sempre um [[paralelogramo]], de lados paralelos \u00e0s suas [[Diagonal|diagonais]] em que a [[\u00e1rea]] do paralelogramo corresponde sempre \u00e0 metade da \u00e1rea do quadril\u00e1tero.\n\n== Refer\u00eancias ==\n*P. N. Oliver, Pierre Varignon and the Parallelogram Theorem, The Mathematics Teacher Volume 94, April 2001, pgs. 316\u2013319.\n*P. N. Oliver, Consequences of the Varignon Parallelogram Theorem, The Mathematics Teacher Volume 94, May 2001, pgs. 406\u2013408.\n*Coxeter, H. S. M. and Greitzer, S. L. \"Quadrangle; Varignon's theorem\" \u00a73.1 in Geometry Revisited. Washington, DC: Math. Assoc. Amer., pp. 52\u201354, 1967.\n\n{{m\u00ednimo}}\n\n[[Categoria:Geometria euclidiana]]\n[[Categoria:Teoremas em geometria|Varignon]]"}]},"4970093":{"pageid":4970093,"ns":0,"title":"Association Sportive de la Police","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Clube de futebol\n |imagem = \n |imagem_tamanho = 120px \n |nome = Association Sportive de la Police\n |nomeabrev = \n |local = [[Benim]]\n |liga = \n |temporada = \n |posi\u00e7\u00e3o = \n}}\n'''Association Sportive de la Police''' \u00e9 um clube de futebol do [[Benim]]. Disputa atualmente a primeira divis\u00e3o nacional.[http://www.rsssf.com/tablesb/benin2015.html Benin 2014/15], RSSSF\n\n{{Refer\u00eancias}}\n\n{{Esbo\u00e7o-clubefutben}}\n{{Portal3|Futebol|Benim}}\n\n[[Categoria:Clubes de futebol do Benim]]"}]},"5146024":{"pageid":5146024,"ns":0,"title":"Gy\u0151z\u0151 T\u00f6r\u00f6k","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Ciclista\n|nome = Gy\u0151z\u0151 T\u00f6r\u00f6k\n|imagem = Gyozo Torok 1960.jpg\n|imagem_tamanho = 220px\n|imagem_legenda = Gy\u0151z\u0151 T\u00f6r\u00f6k em 1960\n|apelido = \n|nome_completo = \n|nascimento_data = {{dni|22|5|1935|si}}\n|nascimento_local = [[Miskolc]]\n|morte_data = \n|morte_local = \n|pa\u00eds = {{HUN}}\n|altura = 1,80 m\n|peso = \n|equipe = \n|disciplina = \n|funcao = \n|tipocorredor = \n|anos_amador = \n|equipes_amador = \n|anos_pro = \n|equipes_pro = \n|anos_dir = \n|equipes_dir = \n|maiores_vit = \n|medaltemplates = \n|atualizado = 22 de julho de 2016\n|lang = br\n}}\n'''Gy\u0151z\u0151 T\u00f6r\u00f6k''' (22 de maio de 1935) foi um [[ciclista]] [[H\u00fangaros|h\u00fangaro]] que competiu no [[ciclismo nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 1960]], representando a [[Hungria nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 1960|Hungria]].{{citar web|URL=http://www.sports-reference.com/olympics/athletes/mo/gabriel-moiceanu-1.html|t\u00edtulo=Perfil do atleta|autor=|data=|publicado=Sports Reference|lingua=ingl\u00eas|acessodata=22 de julho de 2016}}\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n{{Portal3|Ciclismo|Hungria}}\n{{esbo\u00e7o-desportista|ciclismo}}\n\n[[Categoria:Ciclistas ol\u00edmpicos da Hungria]]\n[[Categoria:Ciclistas nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 1960]]\n[[Categoria:Naturais de Miskolc]]"}]},"85811":{"pageid":85811,"ns":0,"title":"Baldichieri d'Asti","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Comuna da It\u00e1lia|\n|regiao = Piemonte \n|provincia = Asti \n|nome = Baldichieri d'Asti\n|bandeira = \n|brasao = \n|imagem = \n|lat_deg =44 |lat_min = 54 |lat_sec = |latNS = N\n|lon_deg =8 |lon_min = 5 |lon_sec = |longEW = E\n|coord_t\u00edtulo = s\n|altitude = 173\n|area = 5,07\n|populacao = {{fmtn|1115}} (30-4-2017)\n|densidade = 219,92\n|adjacentes = [[Asti]], [[Castellero]], [[Monale]], [[Tigliole]], [[Villafranca d'Asti]]\n|cap = 14011\n|pref_tel = 0141\n|istat = 005007\n|fical = A588\n|habitantes = \n|nomepatrono = \n|datapatrono = \n|site = \n}}\n'''Baldichieri d'Asti''' \u00e9 uma [[comuna italiana]] da [[regi\u00e3o do Piemonte]], [[prov\u00edncia de Asti]], com cerca de 1.010 habitantes. Estende-se por uma \u00e1rea de 5 [[quil\u00f3metro quadrado|km\u00b2]], tendo uma [[densidade populacional]] de 202 hab/km\u00b2. Faz fronteira com [[Asti]], [[Castellero]], [[Monale]], [[Tigliole]], [[Villafranca d'Asti]].{{citar web|url=http://demo.istat.it/pop2011/index.html|t\u00edtulo=Statistiche demografiche ISTAT|autor=|data=|publicado=Dato istat|acessodata=|l\u00edngua2=it}}{{citar web|url=http://demo.istat.it/bil2010/index.html|t\u00edtulo=Popolazione residente al 31 dicembre 2010|autor=|data=|publicado=Dato istat|acessodata=|l\u00edngua2=it}}{{citar web|url=http://dati.istat.it/Index.aspx|t\u00edtulo=[[Istituto Nazionale di Statistica]]|autor=|data=|publicado=Statistiche I.Stat|acessodata=|l\u00edngua2=it}}\n\n==Demografia==\n{{Gr\u00e1fico de evolu\u00e7\u00e3o|1861|928|1871|866|1881|786|1901|918|1911|944|1921|887|1931|861|1936|820|1951|776|1961|835|1971|1018|1981|1029|1991|995|2001|1009|2011|1114|\n|t\u00edtulo = Varia\u00e7\u00e3o [[demografia|demogr\u00e1fica]] do munic\u00edpio entre [[1861]] e [[2011]]\n|texto = \n|cor_16 = blue\n|notas = '''Fonte''': Istituto Nazionale di Statistica (ISTAT) - Elabora\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica da Wikipedia\n}}\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n{{esbo\u00e7o-geoit}}\n{{Portal3|Geografia|It\u00e1lia}}\n\n{{Comunas da prov\u00edncia de Asti}}\n\n[[Categoria:Comunas de Asti (prov\u00edncia)]]"}],"images":[{"ns":6,"title":"Ficheiro:Asti mappa.png"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Baldichieri d asti panorama.jpg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Bandiera della regione Piemonte.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Crystal Clear app demo.png"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Disc Plain red.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Italy.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Piedmont.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Italy location map.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Italy looking like the flag.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Sciences de la terre.svg"}]},"1350298":{"pageid":1350298,"ns":0,"title":"McCord Bend","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Localidade dos EUA|\n|nome = McCord Bend\n|imagem = \n|imagem_legenda = \n|estado = Missouri\n|condado = [[Condado de Stone (Missouri)|Condado de Stone]]\n|popula\u00e7\u00e3o = 314\n|data_pop = 2006\n|\u00e1rea = 0.7\n|\u00e1rea_\u00e1gua = 0.1\n|latG = 36\n|latM = 47\n|latS = 14\n|latP = N\n|lonG = 93\n|lonM = 30\n|lonS = 14\n|lonP = W\n|coord_t\u00edtulo = s\n|altitude = \n|c\u00f3digoFIPS = 44829\n|tipo = vila\n|mapa_detalhado= \n}}\n'''McCord Bend''' \u00e9 uma [[vila]] localizada no [[Estados dos Estados Unidos da Am\u00e9rica|estado]] [[Estados Unidos da Am\u00e9rica|americano]] de [[Missouri]], no [[Condado de Stone (Missouri)|Condado de Stone]].\n\n== Demografia ==\nSegundo o [[Censo demogr\u00e1fico|censo]] americano de 2000, a sua popula\u00e7\u00e3o era de 292 [[habitante]]s.{{Citar web |url=http://www.census.gov/Press-Release/www/2001/sumfile1.html |titulo=U.S. Census Bureau. Census 2000 Summary File 1 |acessodata=2007-10-10 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20100111104338/http://www.census.gov/Press-Release/www/2001/sumfile1.html |arquivodata=2010-01-11 |urlmorta=yes }}\nEm 2006, foi estimada uma popula\u00e7\u00e3o de 314,[http://www.census.gov/popest/datasets.html U.S. Census Bureau. Estimativa da popula\u00e7\u00e3o (julho de 2006)] um aumento de 22 (7.5%).\n\n== Geografia ==\nDe acordo com o '''[[United States Census Bureau]]''' tem uma [[\u00e1rea]] de\n0,8 km\u00b2, dos quais 0,7 km\u00b2 cobertos por terra e 0,1 km\u00b2 cobertos por [[\u00e1gua]].\n\n== Localidades na vizinhan\u00e7a ==\nO diagrama seguinte representa as [[localidade]]s num [[raio]] de 20 km ao redor de McCord Bend.\n
\n[[Ficheiro:Blank map.svg|400px|left|Localidades na vizinhan\u00e7a]]\n{{Image label|x=0.5|y=0.5|scale=400|text=[[Ficheiro:Map pointer black.svg|20px|McCord Bend]]'''McCord Bend'''}}\n{{Image label|x=0.766|y=0.706|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|6px|Localidades com 408 habitantes (2000)]][[Branson West (Missouri)|Branson West]] (15 km)}}\n{{Image label|x=0.365|y=0.209|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|10px|Localidades com 1390 habitantes (2000)]][[Crane (Missouri)|Crane]] (14 km)}}\n{{Image label|x=0.574|y=0.455|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|6px|Localidades com 451 habitantes (2000)]][[Galena (Missouri)|Galena]] (4 km)}}\n{{Image label|x=0.512|y=0.137|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|6px|Localidades com 157 habitantes (2000)]][[Hurley (Missouri)|Hurley]] (16 km)}}\n{{Image label|x=0.660|y=0.864|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|10px|Localidades com 2253 habitantes (2000)]][[Kimberling City (Missouri)|Kimberling City]] (18 km)}}\n{{Image label|x=0.743|y=0.604|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|6px|Localidades com 465 habitantes (2000)]][[Reeds Spring (Missouri)|Reeds Spring]] (12 km)}}\n{{Image label|x=0.901|y=0.314|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|6px|Localidades com 133 habitantes (2000)]][[Spokane (Missouri)|Spokane]] (20 km)}}\n

\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n* {{City-data|McCord-Bend|Missouri}}\n\n[[Categoria:Cidades do Missouri]]"}]},"5535285":{"pageid":5535285,"ns":0,"title":"One Montgomery Tower","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{mais fontes|data=maio de 2019}}\n{{Info/Estrutura alta|nome=One Montgomery Tower|localiza\u00e7\u00e3o=[[San Francisco]], [[Calif\u00f3rnia]], {{USA}}|\u00e1rea=93.000 m\u00b2 (1.000.000 sq ft)|arquiteto=[[Skidmore, Owings & Merrill]]|telhado=150 m (500 ft)|contagem_elevador=21|andares=38|uso=Escrit\u00f3rios|status=Completo|imagem=Pacific Telesis Center.jpg}}\n\nA '''One Montgomery Tower''' (tamb\u00e9m conhecida como '''Montgomery Tower''' e anteriormente '''Pacific Telesis Tower'''), parte do complexo '''Post Montgomery Center''', \u00e9 um [[arranha-c\u00e9u]] de escrit\u00f3rio localizado no distrito financeiro de [[S\u00e3o Francisco (Calif\u00f3rnia)|S\u00e3o Francisco]], [[Calif\u00f3rnia]].{{Citar web|url = http://www.skyscrapercenter.com/building/wd/3847 | t\u00edtulo = One Montgomery Tower |publicado = Skyscraper Center |l\u00edngua = en |acessodata = 22 de dezembro de 2019}} A torre de 38 andares de 150 m (500 ft) de altura, foi conclu\u00edda em 1982 e est\u00e1 conectada ao shopping Crocker Galleria. Sua entrada principal fica na Kearny Street.\n\n== Ver tamb\u00e9m ==\n* [[Lista de arranha-c\u00e9us dos Estados Unidos]]\n* [[Lista dos maiores arranha-c\u00e9us do mundo]]\n\n== Refer\u00eancias ==\n\n\n{{Controle de autoridade}}\n\n[[Categoria:Arranha-c\u00e9us de S\u00e3o Francisco (Calif\u00f3rnia)]]"}]},"1984791":{"pageid":1984791,"ns":0,"title":"Lepanthes scopula","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{T\u00edtulo em it\u00e1lico}}\n{{Info/Taxonomia\n| nome = ''Lepanthes scopula''\n| cor =lightgreen \n| imagem = Lepanthes scopula.jpg\n| dom\u00ednio = [[Eukaryota]]\n| reino = [[Plantae]]\n| divis\u00e3o = [[Magnoliophyta]]\n| classe = [[Liliopsida]]\n| ordem = [[Asparagales]]\n| fam\u00edlia = [[Orchidaceae]]\n| subfam\u00edlia = [[Epidendroideae]]\n| tribo = [[Epidendreae]]\n| subtribo = [[Pleurothallidinae]]\n| g\u00e9nero = ''[[Lepanthes]]''\n| esp\u00e9cie = '''''L. scopula'''''\n| binomial = ''Lepanthes scopula''\n| binomial_autoridade = [[Schltr.]] [[1912]]\n| subdivis\u00e3o_nome = Sin\u00f4nimos\n| subdivis\u00e3o =
\n''Lepanthes quetzalensis''\n}}\n\n'''''Lepanthes scopula''''' \u00e9 uma [[esp\u00e9cie]] de [[orqu\u00eddea]] (Orchidaceae) dispersa do [[M\u00e9xico]] \u00e0 [[Nicar\u00e1gua]].\n\n==Ver tamb\u00e9m==\n*''[[Lepanthes]]''\n*[[Pleurothallidinae]]\n\n==Refer\u00eancias==\n* R. Govaerts, D. Holland Baptista, M.A. Campacci, P.Cribb (K.), World Checklist of Orchidaceae of Brazil. The Board of Trustees of the Royal Botanic Gardens, Kew. {{link|en|2=http://www.kew.org/wcsp|3=Published on the Internet}} (2008).\n* Luer, Carlyle A.: Icones Pleurothallidinarum (sistem\u00e1tica de Pleurothallidinae), volumes I a XXIX, Missouri Botanical Garden press (1978-2007).\n* Pridgeon, A.M., Cribb, P.J., Chase, M.A. & Rasmussen, F. eds.. Genera Orchidacearum vol. 4 - Epidendroideae (Part 1). Oxford Univ. Press (2006).\n\n==Liga\u00e7\u00f5es externas==\n* {{link|en|2=http://mobot.mobot.org/cgi-bin/|3=Missouri Botanical Garden}}\n* [http://www.amjbot.org/cgi/content/full/88/12/2286 Alec M. Pridgeon, Rodolfo Solano and Mark W. Chase - Phylogenetic relationships in Pleurothallidinae (Orchidaceae): combined evidence from nuclear and plastid DNA sequences; American Journal of Botany. 2001;88:2286-2308]\n* [http://www.loujost.com/DNAFrameset/DNAanalysisDocument.htm DNA-based reclassification of the Pleurothallidinae]\n\n{{Controle de autoridade}}\n{{esbo\u00e7o-orqu\u00eddea}}\n\n[[Categoria:Lepanthes|scopula]]\n[[Categoria:Plantas descritas em 1912]]"}]},"5375211":{"pageid":5375211,"ns":0,"title":"Hollie Grima","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Jogador de basquete\n| nome = Hollie Grima\n| imagem = [[Ficheiro:Hollie-Grima.jpg|200px]]\n| nomecompleto = Hollie Grima\n| apelido = \n| datadenascimento = {{dni|16|12|1983}}\n| cidadenatal = [[Launceston (Tasm\u00e2nia)|Launceston]]\n| paisnatal = {{AUS}}\n| datadefalecimento = \n| cidadedamorte = \n| paisdamorte = \n| altura = \n| peso = \n| actualclube = \n| clubenumero = \n| posi\u00e7\u00e3o = [[Piv\u00f4]]\n| jovemanos = \n| jovemclubes = \n| ano = \n| clubes = \n| partidas(pontos) = \n| anoselecao = \n| selecaonacional = {{AUS}}\n| partidasselecao = \n| pcupdate = \n| ntupdate =\n| medalhas =\n{{MedalCountry|{{AUS}}|a|a}}\n{{MedalCompetition|Jogos Ol\u00edmpicos}}\n{{MedalSilver|[[Pequim 2008]]|[[Ficheiro:Basketball pictogram.svg|22px|link=|alt=]][[Basquetebol nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2008|Basquete F]]}}\n}}\n'''Hollie Grima''' ([[16 de dezembro]] de [[1983]]) \u00e9 uma basquetebolista profissional australiana, medalhista ol\u00edmpica.\n\n== Carreira ==\nHollie Grima integrou a [[Sele\u00e7\u00e3o Australiana de Basquetebol Feminino]], em [[Pequim 2008]], conquistando a medalha de prata.{{citar web|URL=http://www.sports-reference.com/olympics/countries/AUS/summer/2008/BAS/|t\u00edtulo=AUSw'08|autor=|data=|publicado=|acessodata=25 de mar\u00e7o de 2017}}\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n==Liga\u00e7\u00f5es externas==\n*[http://basketball.eurobasket.com/player/Alba-Torrens/Russia/UMMC-Ekaterinburg/108038?Women=1 Perfil] em eurobasket.com\n\n{{Sele\u00e7\u00e3o Australiana de Basquetebol Feminina de 2008}}\n{{Portal3|Basquetebol|Austr\u00e1lia}}\n{{DEFAULTSORT:Grima, Hollie}}\n[[Categoria:Basquetebolistas da Austr\u00e1lia]]\n[[Categoria:Basquetebolistas nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2008]]\n[[Categoria:Medalhistas nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2008]]"}]},"4909074":{"pageid":4909074,"ns":0,"title":"2004 QH29","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Asteroide\n |numero =\n |nome = 2004 QH29\n |data_descoberta = [[19 de agosto]] de [[2004]]\n |descobridor = [[Canada-France Ecliptic Plane Survey]]\n |categoria = [[Objeto transnetuniano|Transnetuniano]]
[[Objeto do disco disperso]]\n |distancia_sol = 50,529\n |perelio = 39,266\n |afelio = 61,792\n |excentricidade = 0,223\n |T_orb_dia =\n |T_orb_ano =\n |V_orb_media =\n |inclinacao = 12,0\n |dimens\u00e3o = 153\n |massa =\n |densidade =\n |gravidade =\n |V_escape =\n |T_rotacao =\n |classe_espectro =\n |magnitude_abs = 7,3\n |albedo =\n |temp_media_C =\n |sat\u00e9lites =\n}}\n'''{{mp|2004 QH|29}}''', tamb\u00e9m escrito como '''2004 QH29''', \u00e9 um [[Corpo menor do sistema solar|corpo menor]] que est\u00e1 localizado no [[disco disperso]], uma regi\u00e3o do [[Sistema Solar]]. Ele possui uma [[magnitude absoluta]] de 7,3{{citar web|l\u00edngua2=en | url = http://www.minorplanetcenter.org/iau/lists/Centaurs.html | t\u00edtulo = List Of Centaurs and Scattered-Disk Objects | publicado = [[Minor Planet Center]] | acessodata = 14 de novembro de 2015}} e tem um [[di\u00e2metro]] estimado com cerca de 153 km.{{citar web|l\u00edngua2=en | url = http://www.johnstonsarchive.net/astro/tnoslist.html | t\u00edtulo = List of Known Trans-Neptunian Objects | publicado = | acessodata = 14 de novembro de 2015}}\n\n== Descoberta ==\n{{mp|2004 QH|29}} foi descoberto no dia [[19 de agosto]] de [[2004]] pelo [[Canada-France Ecliptic Plane Survey]].\n\n== \u00d3rbita ==\nA [[\u00f3rbita]] de {{mp|2004 QH|29}} tem uma [[Excentricidade orbital|excentricidade]] de 0,223 e possui um [[semieixo maior]] de 50,529 [[Unidade astron\u00f4mica|UA]]. O seu [[peri\u00e9lio]] leva o mesmo a uma dist\u00e2ncia de 39,266 UA em rela\u00e7\u00e3o ao [[Sol]] e seu [[af\u00e9lio]] a 61,792 UA.\n\n{{refer\u00eancias}}\n{{Portal3|Astronomia}}\n{{DISPLAYTITLE:{{mp|2004 QH|29}}}}\n\n[[Categoria:Objetos do disco disperso]]\n[[Categoria:Objetos transnetunianos]]"}]},"5694617":{"pageid":5694617,"ns":0,"title":"Campeonato Mundial Feminino de Curling de 2011","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Torneio de Curling\n\n| nome = Campeonato Mundial Feminino de Curling de 2011\n| nomec\u00f3digo = \n| logo = 2011 World Women's Curling.png\n|logo_tamanho = 200px\n|logo_legenda = Logotipo oficial.\n\n| n_participantes = 12\n| organiza\u00e7\u00e3o = [[Federa\u00e7\u00e3o Mundial de Curling|WCF]]\n| local_disputa = [[Granly Hockey Arena]]\n| sede = [[Esbjerg]], {{DEN}}\n| in\u00edcio = [[19 de mar\u00e7o|19]]\n| fim = [[27 de mar\u00e7o]]\n\n| campe\u00e3o = {{SWE}}\n| clube = [[Karlstads CK]], [[Karlstad]]\n| capit\u00e3o = [[Anette Norberg]]\n| primeiro = [[Liselotta Lennartsson]]\n| segundo = [[Sara Carlsson]]\n| terceiro = [[Cecilia \u00d6stlund]]\n| reserva = [[Karin Rudstr\u00f6m]]\n| treinador = [[Magnus Swartling]]\n| vice-campe\u00e3o = {{SWE}}\n| terceirolugar = {{CAN}}\n\n| extra = \n\n|edi\u00e7\u00e3o_anterior={{CANb}} [[Campeonato Mundial Feminino de Curling de 2010|2010]]\n|pr\u00f3xima_edi\u00e7\u00e3o =[[Campeonato Mundial Feminino de Curling de 2013|2013]] {{CANb}}\n}}\n\nO '''Campeonato Mundial Feminino de Curling de 2011''', denominado de Campeonato Mundial Feminino de Curling Capital One de 2011 por motivos de patroc\u00ednio, foi um torneio de sele\u00e7\u00f5es femininas de curling disputado na [[Granly Hockey Arena]] em [[Esbjerg]], [[Dinamarca]].{{citar web |url=http://www.wwcc2011.com/venue|titulo=Venue|publicado=WWCC2011.com|acessodata=31 de mar\u00e7o de 2018 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20110322054637/http://www.wwcc2011.com:80/venue|arquivodata=22 de mar\u00e7o de 2011|urlmorta=yes|l\u00edngua=en}}{{citar web |url=http://results.worldcurling.org/Championship/Details/402|titulo=Results & Statistics|publicado=[[Federa\u00e7\u00e3o Mundial de Curling]]|acessodata=31 de mar\u00e7o de 2018|l\u00edngua=en}} A Su\u00e9cia venceu o Canad\u00e1 na final por 7\u20135, ap\u00f3s roubar dois pontos no d\u00e9cimo end.{{citar web |url=http://www.wwcc2011.com/capital-one-world-womens-championship-2011-gold-medal-game|titulo=Capital One World Women\u2019s Championship 2011 Gold Medal Game|publicado=WWCC2011.com|acessodata=31 de mar\u00e7o de 2018 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20110518172533/http://www.wwcc2011.com:80/capital-one-world-womens-championship-2011-gold-medal-game|arquivodata=18 de maio de 2011|urlmorta=yes|l\u00edngua=en}}\n\n==Qualifica\u00e7\u00e3o==\nAs seguintes equipes se classificaram para participar do Mundial de Curling de 2011:\n\n*{{DEN}} (pa\u00eds-sede)\n*{{GER}} (atual campe\u00e3)\n*{{CAN}} (melhor equipe das Am\u00e9ricas no [[Campeonato Mundial Feminino de Curling de 2010]])\n\n*Uma equipe das Am\u00e9ricas\n**{{USA}}\n\n*Seis equipes do [[Campeonato Europeu de Curling de 2010]]\n**{{SWE}}\n**{{SCO}}\n**{{SUI}}\n**{{RUS}}\n**{{NOR}}\n**{{CZE}}\n\n*Duas equipes do [[Campeonato Pac\u00edfico-\u00c1sia de Curling de 2010]]\n**{{KOR}}\n**{{CHN}}\n\n==Equipes participantes==\nAs equipes participantes s\u00e3o as seguintes:{{citar web |url=http://results.worldcurling.org/Championship/Details/402#infoteams|titulo=Teams|publicado=[[Federa\u00e7\u00e3o Mundial de Curling]]|acessodata=31 de mar\u00e7o de 2018|l\u00edngua=en}}\n{| class=\"wikitable\" border=\"2\" cellpadding=5 cellspacing=0\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{CAN}}\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{CHN}}\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{CZE}}\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{DEN}}\n|-\n|''Kronau CC, [[Kronau (Saskatchewan)|Kronau]]''
\n'''Capit\u00e3:''' [[Amber Holland]]
\n'''Terceira:''' [[Kim Schneider]]
\n'''Segunda:''' [[Tammy Schneider]]
\n'''Primeira:''' [[Heather Kalenchuk]]
\n'''Reserva:''' ''[[Jolene Campbell]]''\n|''Harbin CC, [[Harbin]]''
\n'''Capit\u00e3:''' [[Wang Bingyu]]
\n'''Terceira:''' [[Liu Yin (curler)|Liu Yin]]
\n'''Segunda:''' [[Yue Qingshuang]]
\n'''Primeira:''' [[Zhou Yan (curler)|Zhou Yan]]
\n'''Reserva:''' ''[[Yu Xinna]]''\n| ''CC Aritma Praha, [[Prague]]''
\n'''Capit\u00e3:''' [[Anna Kube\u0161kov\u00e1]]
\n'''Terceira:''' [[Tereza Pl\u00ed\u0161kov\u00e1]]
\n'''Segunda:''' [[Luisa Illkov\u00e1]]
\n'''Primeira:''' [[Eli\u0161ka Jalovcov\u00e1]]
\n'''Reserva:''' ''[[Veronika Herdov\u00e1]]''\n|''Hvidovre CC, [[Hvidovre]]''
\n'''Capit\u00e3:''' [[Lene Nielsen]]
\n'''Terceira:''' [[Helle Simonsen (curler)|Helle Simonsen]]
\n'''Segunda:''' [[Jeanne Ellegaard]]
\n'''Primeira:''' [[Maria Poulsen]]
\n'''Reserva:''' ''[[Mette de Neergaard]]''\n|-\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{GER}}\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{KOR}}\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{NOR}}\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{RUS}}\n|-\n| {{nowrap|''SC Riessersee, [[Garmisch-Partenkirchen]]''}}
\n'''Capit\u00e3:''' [[Andrea Sch\u00f6pp]]
\n'''Terceira:''' [[Imogen Lehmann]]
\n'''Segunda:''' [[Corinna Scholz]]
\n'''Primeira:''' [[Monika Wagner]]
\n'''Reserva:''' ''[[Stella Hei\u00df]]''\n| ''Gyeongjgido CC, [[Gyeonjgido]]''
\n'''Capit\u00e3:''' [[Kim Ji-sun]]
\n'''Terceira:''' [[Lee Seul-bee]]
\n'''Segunda:''' [[Shin Mi-sung]]
\n'''Primeira:''' [[Gim Un-chi]]
\n'''Reserva:''' ''[[Lee Hyun-jung]]''\n| ''Snar\u00f8en CC, [[Snar\u00f8en]]''
\n'''Capit\u00e3:''' [[Linn Githmark]]
\n'''Terceira:''' [[Henriette L\u00f8var]]
\n'''Segunda:''' [[Ingrid Stensrud]]
\n'''Primeira:''' [[Kristin Moen Skaslien]]
\n'''Reserva:''' ''[[Marianne R\u00f8rvik]]''\n| ''Moskvitch CC, [[Moscow]]''
\n'''Quarta:''' [[Anna Sidorova]]
\n'''Capit\u00e3:''' [[Liudmila Privivkova]]
\n'''Segunda:''' [[Margarita Fomina]]
\n'''Primeira:''' [[Ekaterina Galkina]]
\n'''Reserva:''' ''[[Nkeiruka Ezekh]]''\n|-\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{SCO}}\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{SWE}}\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{SUI}}\n!bgcolor=\"#efefef\" width=\"200\"|{{USA}}\n|-\n| ''Lockerbie CC, [[Lockerbie]]''
\n'''Capit\u00e3:''' [[Anna Sloan]]
\n'''Terceira:''' [[Claire Hamilton (curler)|Claire Hamilton]]
\n'''Segunda:''' [[Vicki Adams (curler)|Vicki Adams]]
\n'''Primeira:''' [[Rhiann Macleod]]
\n'''Reserva:''' ''[[Eve Muirhead]]''\n| ''Karlstads CK, [[Karlstad]]''
\n'''Capit\u00e3:''' [[Anette Norberg]]
\n'''Terceira:''' [[Cecilia \u00d6stlund]]
\n'''Segunda:''' [[Sara Carlsson]]
\n'''Primeira:''' [[Liselotta Lennartsson]]
\n'''Reserva:''' ''[[Karin Rudstr\u00f6m]]''\n|''Davos CC, [[Davos, Switzerland|Davos]]''
\n'''Capit\u00e3:''' [[Mirjam Ott]]
\n'''Terceira:''' [[Carmen Sch\u00e4fer]]
\n'''Segunda:''' [[Carmen K\u00fcng]]
\n'''Primeira:''' [[Janine Greiner]]
\n'''Reserva:''' ''[[Nicole D\u00fcnki]]''\n| ''{{nowrap|Niagara Falls CC, [[Niagara Falls (Ont\u00e1rio)]], [[Canad\u00e1]]''}}
\n'''Capit\u00e3:''' [[Patti Lank]]
\n'''Terceira:''' [[Caitlin Maroldo]]
\n'''Segunda:''' [[Jessica Schultz]]
\n'''Primeira:''' [[Mackenzie Lank]]
\n'''Reserva:''' ''[[Debbie McCormick]]''\n|}\n\n== Fase classificat\u00f3ria ==\nNa fase classificat\u00f3ria, as equipes enfrentam-se, classificando as quatro melhores.\n===Classifica\u00e7\u00e3o===\n{| class=\"wikitable\" style=\"text-align: center;\"\n|-\n!colspan=2|Legenda\n|-\n| style=\"background:#ffffcc; width:20px;\"|\n|align=left|Classificados para os Playoffs\n|-\n| style=\"background:#ccffcc; width:20px;\"|\n|align=left|{{nowrap|Classificados para a partida desempate}}\n|}\n{| class=\"wikitable\"\n! width=\"250\" |Equipes\n! width=\"160\" |Capit\u00e3s\n! width=\"20\" |V\n! width=\"20\" |D\n! width=\"20\" |PF\n! width=\"20\" |PA\n! width=\"20\" |V
(''Ends'')\n! width=\"20\" |L
(''Ends'')\n! width=\"20\" |''Ends''
zerados\n! width=\"20\" |''Ends''
quebrados\n! width=\"20\" |Pct.\n|-bgcolor=\"#ffffcc\"\n|{{SWE}}\n||[[Anette Norberg]]\n|| 9 || 2 || 67 || 53 || 40 || 41 || 12 || 8 || 73%\n|-bgcolor=\"#ffffcc\"\n|{{CHN}}\n||[[Wang Bingyu]]\n|| 8 || 3 || 64 || 43 || 44 || 30 || 14 || 16 || 82%\n|-bgcolor=\"#ffffcc\"\n|{{DEN}}\n|| [[Lene Nielsen]]\n|| 7 || 4 || 77 || 55 || 47 || 33 || 15 || 14 || 78%\n|-bgcolor=\"#ccffcc\"\n|{{CAN}}\n|| [[Amber Holland]]\n|| 7 || 4 || 68 || 55 || 42 || 40 || 12 || 7 || 82%\n|-bgcolor=\"#ccffcc\"\n|{{SUI}} \n|| [[Mirjam Ott]]\n|| 7 || 4 || 68 || 58 || 46 || 37 || 15 || 15 || 82%\n|- \n|{{RUS}} \n|| [[Anna Sidorova]]\n|| 6 || 5 || 70 || 65 || 40 || 45 || 8 || 8 || 72%\n|- \n|{{USA}} \n|| [[Patti Lank]]\n|| 6 || 5 || 64 || 63 || 48 || 36 || 10 || 17 || 72%\n|-\n|{{GER}} \n|| [[Andrea Sch\u00f6pp]]\n|| 5 || 6 || 61 || 67 || 40 || 49 || 12 || 13 || 78%\n|-\n|{{SCO}} \n|| [[Anna Sloan]]\n|| 4 || 7 || 49 || 69 || 33 || 43 || 15 || 6 || 76%\n|-\n|{{NOR}} \n|| [[Linn Githmark]]\n|| 3 || 8 || 54 || 71 || 42 || 48 || 15 || 7 || 77%\n|- \n|{{CZE}} \n|| [[Anna Kube\u0161kov\u00e1]]\n|| 2 || 9 || 40 || 73 || 35 || 43 || 11 || 7 || 71%\n|- \n|{{KOR}} \n|| [[Kim Ji-Sun]]\n|| 2 || 9 || 54 || 69 || 39 || 40 || 7 || 10 || 76%\n|}\n\n=== Resultados ===\nTodas as partidas seguem o [[Hor\u00e1rio da Europa Central|hor\u00e1rio local]] ([[UTC+1]]).\n\n;Primeira rodada\n''Sexta-feira, 18 de mar\u00e7o, 19:00''\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{DEN}} (Nielsen)\n|0|1|0|0|0|1|1|0|0|0| |3\n| equipe2 = {{GER}} (Sch\u00f6pp)\n|1|0|0|1|0|0|0|2|0|4| |8\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{NOR}} (Githmark)\n|1|0|2|0|1|0|1|0|1|2| |8\n| equipe2 = {{SWE}} (Norberg)\n|0|3|0|1|0|2|0|1|0|0| |7\n}}\n\n;Segunda rodada\n''S\u00e1bado, 19 de mar\u00e7o, 9:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{CHN}} (Wang)\n|1|0|0|0|2|0|2|0|1|0| |6\n| equipe2 = {{CAN}} (Holland)\n|0|0|0|2|0|4|0|1|0|1| |8\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{USA}} (Lank)\n|0|0|0|1|1|0|0|1|0|0| |3\n| equipe2 = {{SUI}} (Ott)\n|0|1|1|0|0|0|1|0|0|2| |5\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SCO}} (Sloan)\n|0|0|1|0|0|0|0|0|3|1| |5\n| equipe2 = {{CZE}} (Kube\u0161kov\u00e1)\n|1|1|0|0|1|0|1|2|0|0| |6\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{RUS}} (Privivkova)\n|0|0|3|3|0|2|0|1|0|X| |9\n| equipe2 = {{KOR}} (Kim)\n|0|1|0|0|2|0|1|0|1|X| |5\n}}\n\n;Terceira rodada\n''S\u00e1bado, 19 de mar\u00e7o, 14:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{KOR}} (Kim)\n|1|0|0|0|0|0|1|0|0|X| |2\n| equipe2 = {{NOR}} (Githmark)\n|0|0|0|1|0|1|0|2|1|X| |5\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{SWE}} (Norberg)\n|1|0|1|0|1|0|2|0|3|X| |8\n| equipe2 = {{RUS}} (Privivkova)\n|0|1|0|1|0|1|0|1|0|X| |4\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{DEN}} (Nielsen)\n|0|0|1|0|1|0|3|1|0|0| |6\n| equipe2 = {{USA}} (Lank)\n|0|1|0|2|0|1|0|0|1|2| |7\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{GER}} (Sch\u00f6pp)\n|2|1|0|1|0|2|0|0|4|X| |10\n| equipe2 = {{SUI}} (Ott)\n|0|0|2|0|1|0|3|1|0|X| |7\n}}\n\n;Quarta rodada\n''Domingo, 20 de mar\u00e7o, 14:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SUI}} (Ott)\n|0|3|0|1|0|2|1|1|1|X| |9\n| equipe2 = {{CZE}} (Kube\u0161kov\u00e1)\n|2|0|0|0|1|0|0|0|0|X| |3\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{KOR}} (Kim)\n|0|0|2|0|0|0|1|0|0|X| |3\n| equipe2 = {{CHN}} (Wang)\n|0|2|0|3|1|1|0|1|2|X| |10\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{CAN}} (Holland)\n|0|0|1|0|1|0|1|1|0|X| |4\n| equipe2 = {{RUS}} (Privivkova)\n|0|2|0|3|0|2|0|0|2|X| |9\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SCO}} (Sloan)\n|0|3|0|0|0|2|0|0|1|1| |7\n| equipe2 = {{USA}} (Lank)\n|3|0|0|0|1|0|1|1|0|0| |6\n}}\n\n;Quinta rodada\n''Domingo, 20 de mar\u00e7o, 19:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SCO}} (Sloan)\n|1|0|0|0|0|1|0|1|0|0| |3\n| equipe2 = {{SWE}} (Norberg)\n|0|2|0|0|0|0|0|0|2|1| |5\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{CZE}} (Kube\u0161kov\u00e1)\n|1|2|0|2|0|0|0|0|0|0|2|7\n| equipe2 = {{NOR}} (Githmark)\n|0|0|1|0|1|1|1|0|0|1|0|5\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{GER}} (Sch\u00f6pp)\n|1|0|0|0|0|1|0|0|X|X| |2\n| equipe2 = {{CHN}} (Wang)\n|0|2|1|1|2|0|1|1|X|X| |8\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{DEN}} (Nielsen)\n|0|0|1|0|1|2|2|0|1|1| |8\n| equipe2 = {{CAN}} (Holland)\n|0|2|0|1|0|0|0|2|0|0| |5\n}}\n\n;Sexta rodada\n''Segunda-feira, 21 de mar\u00e7o, 9:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{USA}} (Lank)\n|0|0|0|2|0|2|0|X|X|X| |4\n| equipe2 = {{RUS}} (Privivkova)\n|3|0|2|0|2|0|4|X|X|X| |11\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{CAN}} (Holland)\n|0|0|1|0|1|0|0|1|0|X| |3\n| equipe2 = {{SCO}} (Sloan)\n|0|1|0|2|0|0|3|0|1|X| |7\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{KOR}} (Kim)\n|0|0|2|0|0|1|1|0|2|X| |6\n| equipe2 = {{SUI}} (Ott)\n|4|1|0|2|0|0|0|1|0|X| |8\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{CZE}} (Kube\u0161kov\u00e1)\n|1|0|0|1|0|1|0|0|X|X| |3\n| equipe2 = {{CHN}} (Wang)\n|0|2|3|0|1|0|2|1|X|X| |9\n}}\n\n;S\u00e9tima rodada\n''Segunda-feira, 21 de mar\u00e7o, 14:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{GER}} (Sch\u00f6pp)\n|0|0|2|0|0|0|1|0|0|X| |3\n| equipe2 = {{SCO}} (Sloan)\n|1|1|0|2|0|1|0|2|2|X| |9\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{CHN}} (Wang)\n|0|0|2|0|1|0|1|0|1|0| |5\n| equipe2 = {{SWE}} (Norberg)\n|0|1|0|1|0|3|0|1|0|1| |7\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{CZE}} (Kube\u0161kov\u00e1)\n|0|1|0|1|0|0|0|X|X|X| |2\n| equipe2 = {{DEN}} (Nielsen)\n|1|0|2|0|2|2|2|X|X|X| |9\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{CAN}} (Holland)\n|1|0|1|0|3|0|0|1|0|1| |7\n| equipe2 = {{NOR}} (Githmark)\n|0|1|0|2|0|1|0|0|2|0| |6\n}}\n\n;Oitava rodada\n''Segunda-feira, 21 de mar\u00e7o, 19:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SWE}} (Norberg)\n|2|3|0|0|3|0|2|0|0|X| |10\n| equipe2 = {{KOR}} (Kim)\n|0|0|2|1|0|1|0|2|1|X| |7\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SUI}} (Ott)\n|0|1|0|2|0|0|0|0|0|0| |3\n| equipe2 = {{DEN}} (Nielsen)\n|0|0|2|0|1|0|0|1|0|2| |6\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{NOR}} (Githmark)\n|0|1|0|1|0|0|2|2|2|1| |9\n| equipe2 = {{RUS}} (Privivkova)\n|3|0|4|0|0|1|0|0|0|0| |8\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{USA}} (Lank)\n|1|0|2|2|0|1|1|1|1|X| |9\n| equipe2 = {{GER}} (Sch\u00f6pp)\n|0|1|0|0|3|0|0|0|0|X| |4\n}}\n\n;Nona rodada\n''Ter\u00e7a-feira, 22 de mar\u00e7o, 9:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{CAN}} (Holland)\n|1|0|0|3|0|0|2|1|0|X| |7\n| equipe2 = {{CZE}} (Kube\u0161kov\u00e1)\n|0|0|1|0|1|1|0|0|1|X| |4\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{NOR}} (Githmark)\n|1|0|0|1|0|0|1|0|0|X| |3\n| equipe2 = {{GER}} (Sch\u00f6pp)\n|0|1|1|0|2|1|0|1|1|X| |7\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{SCO}} (Sloan)\n|0|1|0|0|0|1|0|0|0|X| |2\n| equipe2 = {{CHN}} (Wang)\n|1|0|0|1|1|0|2|1|2|X| |8\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{SWE}} (Norberg)\n|0|3|0|1|0|2|2|X|X|X| |8\n| equipe2 = {{DEN}} (Nielsen)\n|1|0|1|0|1|0|0|X|X|X| |3\n}}\n\n;D\u00e9cima rodada\n''Ter\u00e7a-feira, 22 de mar\u00e7o, 14:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{NOR}} (Githmark)\n|0|2|0|0|0|0|0|1|0|X| |3\n| equipe2 = {{DEN}} (Nielsen)\n|1|0|0|2|0|1|1|0|3|X| |8\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{USA}} (Lank)\n|3|0|0|1|0|0|2|1|0|1| |8\n| equipe2 = {{KOR}} (Kim)\n|0|1|1|0|1|1|0|0|2|0| |6\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{GER}} (Sch\u00f6pp)\n|0|0|2|0|0|1|0|1|1|0| |5\n| equipe2 = {{SWE}} (Norberg)\n|1|1|0|2|0|0|2|0|0|1| |7\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{RUS}} (Privivkova)\n|1|0|0|1|0|1|3|0|0|1|0 |7\n| equipe2 = {{SUI}} (Ott)\n|0|0|1|0|2|0|0|1|3|0|2 |9\n}}\n\n;D\u00e9cima-primeira rodada\n''Ter\u00e7a-feira, 22 de mar\u00e7o, 19:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{CHN}} (Wang)\n|3|0|0|0|0|0|1|0|0|2|0 |6\n| equipe2 = {{SUI}} (Ott)\n|0|1|0|1|1|1|0|0|2|0|1 |7\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SCO}} (Sloan)\n|2|0|1|0|2|0|1|0|0|0| |6\n| equipe2 = {{RUS}} (Sidorova)\n|0|1|0|1|0|2|0|2|0|2| |8\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{USA}} (Lank)\n|0|1|0|0|2|0|2|0|1|0| |6\n| equipe2 = {{CAN}} (Holland)\n|1|0|2|0|0|2|0|2|0|2| |9\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{KOR}} (Kim)\n|2|1|0|2|1|2|0|3|X|X| |11\n| equipe2 = {{CZE}} (Kube\u0161kov\u00e1)\n|0|0|1|0|0|0|1|0|X|X| |2\n}}\n\n;D\u00e9cima-segunda rodada\n''Quarta-feira, 23 de mar\u00e7o, 9:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{RUS}} (Privivkova)\n|0|2|0|0|2|0|1|0|0|X| |5\n| equipe2 = {{GER}} (Sch\u00f6pp)\n|1|0|1|1|0|0|0|0|0|X| |3\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{SWE}} (Norberg)\n|0|1|0|3|0|1|2|1|0|0|1 |9\n| equipe2 = {{SUI}} (Ott)\n|1|0|2|0|2|0|0|0|2|1|0 |8\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{DEN}} (Nielsen)\n|1|0|2|0|0|2|0|2|0|X| |7\n| equipe2 = {{KOR}} (Kim)\n|0|1|0|0|1|0|1|0|1|X| |4\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{NOR}} (Githmark)\n|0|0|0|0|1|0|2|0|1|1|0 |5\n| equipe2 = {{USA}} (Lank)\n|0|1|1|1|0|1|0|1|0|0|1 |6\n}}\n\n;D\u00e9cima-terceira rodada\n''Quarta-feira, 23 de mar\u00e7o, 14:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{KOR}} (Kim)\n|1|1|0|0|3|1|0|3|X|X| |9\n| equipe2 = {{SCO}} (Sloan)\n|0|0|0|2|0|0|1|0|X|X| |3\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{CHN}} (Wang)\n|2|0|3|0|1|4|0|4|X|X| |14\n| equipe2 = {{USA}} (Lank)\n|0|2|0|2|0|0|1|0|X|X| |5\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{RUS}} (Privivkova)\n|1|2|3|0|2|0|4|X|X|X| |12\n| equipe2 = {{CZE}} (Kube\u0161kov\u00e1)\n|0|0|0|2|0|1|0|X|X|X| |3\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SUI}} (Ott)\n|1|1|0|0|1|0|0|1|0|X| |4\n| equipe2 = {{CAN}} (Holland)\n|0|0|1|1|0|2|0|0|3|X| |7\n}}\n\n;D\u00e9cima-quarta rodada\n''Quarta-feira, 23 de mar\u00e7o, 19:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{SWE}} (Norberg)\n|0|0|0|2|0|1|1|0|0|1| |5\n| equipe2 = {{CAN}} (Holland)\n|0|2|0|0|1|0|0|1|0|0| |4\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{GER}} (Sch\u00f6pp)\n|0|0|2|0|0|1|2|2|0|X| |7\n| equipe2 = {{CZE}} (Kube\u0161kov\u00e1)\n|1|1|0|0|0|0|0|0|1|X| |3\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{CHN}} (Wang)\n|0|0|0|1|0|3|0|1|0|1| |6\n| equipe2 = {{NOR}} (Githmark)\n|0|0|0|0|2|0|0|0|2|0| |4\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{DEN}} (Nielsen)\n|0|1|4|0|2|3|0|2|X|X| |12\n| equipe2 = {{SCO}} (Sloan)\n|0|0|0|2|0|0|3|0|X|X| |5\n}}\n\n;D\u00e9cima-quinta rodada\n''Quinta-feira, 24 de mar\u00e7o, 9:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{CZE}} (Kube\u0161kov\u00e1)\n|0|0|1|0|2|0|1|0|0|X| |4\n| equipe2 = {{USA}} (Lank)\n|1|0|0|2|0|1|0|2|0|X| |6\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{KOR}} (Kim)\n|1|0|0|0|1|0|0|X|X|X| |2\n| equipe2 = {{CAN}} (Holland)\n|0|1|4|1|0|1|2|X|X|X| |9\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{SUI}} (Ott)\n|0|1|2|0|2|1|0|2|1|X| |9\n| equipe2 = {{SCO}} (Sloan)\n|0|0|0|1|0|0|2|0|0|X| |3\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{CHN}} (Wang)\n|0|2|0|1|1|1|1|0|0|2| |8\n| equipe2 = {{RUS}} (Privivkova)\n|1|0|2|0|0|0|0|1|1|0| |5\n}}\n\n;D\u00e9cima-sexta rodada\n''Quinta-feira, 24 de mar\u00e7o, 14:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{DEN}} (Nielsen)\n|0|2|0|0|1|0|0|0|2|0| |5\n| equipe2 = {{CHN}} (Wang)\n|0|0|2|0|0|2|1|1|0|1| |7\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{SCO}} (Sloan)\n|0|0|1|2|1|0|1|0|1|X| |6\n| equipe2 = {{NOR}} (Githmark)\n|1|0|0|0|0|1|0|1|0|X| |3\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{CAN}} (Holland)\n|0|1|0|3|0|0|1|2|0|1| |8\n| equipe2 = {{GER}} (Sch\u00f6pp)\n|0|0|2|0|2|1|0|0|1|0| |6\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{CZE}} (Kube\u0161kov\u00e1)\n|0|0|2|1|0|0|0|0|2|1|0 |6\n| equipe2 = {{SWE}} (Norberg)\n|2|0|0|0|1|1|2|0|0|0|1 |7\n}}\n\n;D\u00e9cima-s\u00e9tima rodada\n''Quinta-feira, 24 de mar\u00e7o, 19:00''\n{{Curlingbox\n| pista = A | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SUI}} (Ott)\n|1|0|0|3|0|0|1|0|2|X| |7\n| equipe2 = {{NOR}} (Githmark)\n|0|2|0|0|0|1|0|1|0|X| |4\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = B | LSFE = equipe2\n| equipe1 = {{RUS}} (Privivkova)\n|0|0|1|1|0|0|0|1|0|X| |3\n| equipe2 = {{DEN}} (Nielsen)\n|0|2|0|0|2|2|1|0|3|X| |10\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SWE}} (Norberg)\n|3|0|0|0|0|0|0|0|X|X| |3\n| equipe2 = {{USA}} (Lank)\n|0|1|0|1|1|1|3|1|X|X| |8\n}}\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{GER}} (Sch\u00f6pp)\n|1|0|0|2|0|2|0|0|0|1| |6\n| equipe2 = {{KOR}} (Kim)\n|0|0|1|0|2|0|1|0|1|0| |5\n}}\n\n===Partida desempate===\n''Sexta-feira, 25 de mar\u00e7o, 14:00''\n{{Curlingbox\n| pista = D | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{CAN}} (Holland)\n|0|2|1|0|2|0|2|0|0|1| |8\n| equipe2 = {{SUI}} (Ott) \n|0|0|0|2|0|1|0|3|0|0| |6\n}}\n\n{| class=\"wikitable\" \n!colspan=4 width=400|Percentuais de jogador(a)\n|-\n!colspan=2 width=200| {{SUI}}\n!colspan=2 width=200| {{CAN}}\n|-\n| [[Janine Greiner]] || 82% || [[Heather Kalenchuk]] || 88%\n|-\n| [[Carmen K\u00fcng]] || 74% || [[Tammy Schneider]] || 95%\n|-\n| [[Carmen Sch\u00e4fer]] || 78% || [[Kim Schneider]] || 84%\n|-\n| [[Mirjam Ott]] || 72% || [[Amber Holland]] || 85%\n|-\n|'''Total''' || 77% || '''Total''' || 88%\n|}\n\n==Fase eliminat\u00f3ria==\n{{PagePlayoffBracket \n| RD1= ''Playoff\n| RD2= Semifinal\n| RD3= Final\n| team-width= 150px\n\n| RD1-seed1='''1'''\n| RD1-team1= '''{{SWE}}'''\n| RD1-score1='''7'''\n| RD1-seed2=2\n| RD1-team2= {{CHN}} \n| RD1-score2=6\n| RD1-seed3=3\n| RD1-team3= {{DEN}}\n| RD1-score3=7\n| RD1-seed4='''4'''\n| RD1-team4= '''{{CAN}}'''\n| RD1-score4='''10'''\n| RD2-seed1=2\n| RD2-team1={{CHN}}\n| RD2-score1= 5\n| RD2-seed2='''4'''\n| RD2-team2= '''{{CAN}}'''\n| RD2-score2='''8'''\n| RD3-seed1='''1'''\n| RD3-team1='''{{SWE}}'''\n| RD3-score1='''7'''\n| RD3-seed2= 4\n| RD3-team2={{CAN}}\n| RD3-score2=5\n}}\n\n{{2TeamBracket\n| RD1= Disputa do 3\u00ba lugar\n| team-width= 150px\n\n| RD1-seed1=3\n| RD1-team1= {{DEN}}\n| RD1-score1= 9\n| RD1-seed2= '''2'''\n| RD1-team2= '''{{CHN}}'''\n| RD1-score2='''10'''\n}}\n\n===1 vs. 2===\n''Sexta-feira, 25 de mar\u00e7o, 19:00''\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SWE}} (Norberg)\n|1|0|0|1|0|0|3|1|0|1| |7\n| equipe2 = {{CHN}} (Wang)\n|0|0|1|0|1|2|0|0|2|0| |6\n}}\n\n{| class=\"wikitable\" \n!colspan=4 width=400|Percentuais de jogador(a)\n|-\n!colspan=2 width=200| {{SWE}} \n!colspan=2 width=200| {{CHN}}\n|-\n| [[Liselotta Lennartsson]] || 79% || [[Zhou Yan (curler)|Zhou Yan]] || 92%\n|-\n| [[Sara Carlsson]] || 82% || [[Yue Qingshuang]] || 85%\n|-\n| [[Cecilia \u00d6stlund]] || 92% || [[Liu Yin (curler)|Liu Yin]] || 61%\n|-\n| [[Anette Norberg]] || 82% || [[Wang Bingyu]] || 76%\n|-\n|'''Total''' || 84% || '''Total''' || 79%\n|}\n\n===3 vs. 4===\n''S\u00e1bado, 26 de mar\u00e7o, 10:00''\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{DEN}} (Nielsen)\n|1|0|2|0|0|2|0|0|2|0|0 |7\n| equipe2 = {{CAN}} (Holland)\n|0|2|0|1|1|0|0|2|0|1|3 |10\n}}\n\n{| class=\"wikitable\" \n!colspan=4 width=400|Percentuais de jogador(a)\n|-\n!colspan=2 width=200| {{DEN}}\n!colspan=2 width=200| {{CAN}}\n|-\n| [[Maria Poulsen]] || 70% || [[Heather Kalenchuk]] || 89%\n|-\n| [[Jeanne Ellegaard]] || 61% || [[Tammy Schneider]] || 81%\n|-\n| [[Helle Simonsen (curler)|Helle Simonsen]] || 78% || [[Kim Schneider]] || 80%\n|-\n| [[Lene Nielsen]] || 76% || [[Amber Holland]] || 84%\n|-\n|'''Total''' || 72% || '''Total''' || 83%\n|}\n\n===Semifinal===\n''S\u00e1bado, 26 de mar\u00e7o, 15:00''\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{CHN}} (Wang)\n|2|0|0|0|0|1|0|0|2|0| |5\n| equipe2 = {{CAN}} (Holland)\n|0|0|1|1|2|0|2|0|0|2| |8\n}}\n\n{| class=\"wikitable\" \n!colspan=4 width=400|Percentuais de jogador(a)\n|-\n!colspan=2 width=200| {{CHN}}\n!colspan=2 width=200| {{CAN}}\n|-\n| [[Zhou Yan (curler)|Zhou Yan]] || 82% || [[Heather Kalenchuk]] || 88%\n|-\n| [[Yue Qingshuang]] || 66% || [[Tammy Schneider]] || 62%\n|-\n| [[Liu Yin (curler)|Liu Yin]] || 60% || [[Kim Schneider]] || 70%\n|-\n| [[Wang Bingyu]] || 74% || [[Amber Holland]] || 86%\n|-\n|'''Total''' || 71% || '''Total''' || 77%\n|}\n\n===Decis\u00e3o do terceiro lugar===\n''Domingo, 27 de mar\u00e7o, 10:00''\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{DEN}} (Nielsen)\n|1|0|2|0|0|1|0|3|0|2|0|9\n| equipe2 = {{CHN}} (Wang)\n|0|2|0|3|1|0|1|0|2|0|1|10\n}}\n\n{| class=\"wikitable\" \n!colspan=4 width=400|Percentuais de jogador(a)\n|-\n!colspan=2 width=200| {{DEN}}\n!colspan=2 width=200| {{CHN}}\n|-\n| [[Maria Poulsen]] || 86% || [[Zhou Yan (curler)|Zhou Yan]] || 86%\n|-\n| [[Jeanne Ellegaard]] || 73% || [[Yue Qingshuang]] || 83%\n|-\n| [[Helle Simonsen (curler)|Helle Simonsen]] || 84% || [[Liu Yin (curler)|Liu Yin]] || 82%\n|-\n| [[Lene Nielsen]] || 73% || [[Wang Bingyu]] || 84%\n|-\n|'''Total''' || 79% || '''Total''' || 81%\n|}\n\n===Final===\n''Domingo, 27 de mar\u00e7o, 15:00''\n{{Curlingbox\n| pista = C | LSFE = equipe1\n| equipe1 = {{SWE}} (Norberg)\n|1|0|1|0|1|0|1|0|1|2| |7\n| equipe2 = {{CAN}} (Holland)\n|0|0|0|3|0|1|0|1|0|0| |5\n}}\n\n{| class=\"wikitable\" \n!colspan=4 width=400|Percentuais de jogador(a)\n|-\n!colspan=2 width=200| {{SWE}}\n!colspan=2 width=200| {{CAN}}\n|-\n| [[Liselotta Lennartsson]] || 72% || [[Heather Kalenchuk]] || 80%\n|-\n| [[Sara Carlsson]] || 68% || [[Tammy Schneider]] || 65%\n|-\n| [[Cecilia \u00d6stlund]] || 69% || [[Kim Schneider]] ||74%\n|-\n| [[Anette Norberg]] || 72% || [[Amber Holland]] || 78%\n|-\n|'''Total''' || 70% || '''Total''' || 74%\n|}\n\n{| class=\"wikitable\" style=\"margin: 0 auto; width: 240px;\"\n|-\n!Campeonato Mundial Feminino de Curling de 2011\n|-\n!align=\"center\"|{{SWEb|tamanho=100px}}\n|-\n|align=\"center\"|'''[[Su\u00e9cia]]'''
'''Campe\u00e3'''
(8\u00ba t\u00edtulo)\n|}\n\n==Estat\u00edsticas==\n===Top 5===\n''Ap\u00f3s fase classificat\u00f3ria; m\u00ednimo 5 partidas''\n{| class=\"wikitable\"\n|- align=center bgcolor=\"#ffffcc\"\n|'''Primeiras'''\n|'''%'''\n|'''Segundas'''\n|'''%'''\n|'''Terceiras'''\n|'''%'''\n|'''Capit\u00e3s'''\n|'''%'''\n|-\n| {{CANb}} [[Heather Kalenchuk]] || 88\n| {{DENb}} [[Jeanne Ellegaard]] || 84\n| {{CHNb}} [[Liu Yin (curler)|Liu Yin]] || 83\n| {{CHNb}} [[Wang Bingyu]] || 81\n|-\n| {{RUSb}} [[Ekaterina Galkina]] || 84\n| {{CHNb}} [[Yue Qingshuang]] || 81\n| {{CANb}} [[Kim Schneider]] ||81 \n| {{CANb}} [[Amber Holland]] ||80\n|-\n| {{SUIb}} [[Janine Greiner]] || 84\n| {{SUIb}} [[Carmen K\u00fcng]] || 80\n| {{SUIb}} [[Carmen Sch\u00e4fer]] || 80\n| {{DENb}} [[Lene Nielsen]] || 79\n|-\n| {{GERb}} [[Stella Hei\u00df]] || 84\n| {{CANb}} [[Tammy Schneider]] || 79\n| {{DENb}} [[Helle Simonsen (curler)|Helle Simonsen]] || 78\n| {{SUIb}} [[Mirjam Ott]] ||76\n|-\n| {{USAb}} [[Mackenzie Lank]] || 82\n| {{SWEb}} [[Sara Carlsson]] || 78\n| {{SWEb}} [[Cecilia \u00d6stlund]] || 78\n| {{SWEb}} [[Anette Norberg]] || 75\n|}\n\n{{Refer\u00eancias}}\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n* {{Oficial|http://results.worldcurling.org/Championship/Details/402|en}}\n\n{{Campeonato Mundial de Curling}}\n{{Portal3|Desporto|Curling|Canad\u00e1}}\n{{DEFAULTSORT:Campeonato Mundial Feminino de Curling de 2011}}\n[[Categoria:Campeonato Mundial Feminino de Curling|2011]]\n[[Categoria:2011 no curling]]\n[[Categoria:Desporto na Dinamarca em 2011]]"}]},"3036864":{"pageid":3036864,"ns":0,"title":"(37049) 2000 UC38","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Asteroide\n|numero = 37049\n|nome = 2000 UC38\n|imagem =\n|data_descoberta = 24 de outubro de 2000\n|descobridor = [[Lincoln Near-Earth Asteroid Research|LINEAR]]\n|homenagem =\n|categoria = [[Cintura de asteroides|asteroide da cintura principal]]\n|semieixo_maior = 3.0760956\n|perelio =\n|afelio =\n|excentricidade = 0.19571700\n|T_orb_dia =\n|T_orb_ano =\n|V_orb_media =\n|inclinacao = 1.47426\n|anomalia_media = 275.6402300\n|arg_periastro = 59.79176\n|long_no_asc = 8.27214\n|dimens\u00e3o =\n|massa =\n|densidade =\n|gravidade =\n|V_escape =\n|T_rotacao =\n|distancia_sol =\n|classe_espectro =\n|magnitude_abs = 14,40\n|albedo =\n|temp_media_C =\n|satelites =\n}}\n'''2000 UC38''' (asteroide 37049) \u00e9 um [[Cintura de asteroides|asteroide da cintura principal]]. Possui uma [[excentricidade orbital|excentricidade]] de 0.19571700 e uma [[inclina\u00e7\u00e3o]] de 1.47426\u00ba.{{citar web|URL=http://ssd.jpl.nasa.gov/sbdb.cgi?sstr=37049|t\u00edtulo=37049 2000 UC38|autor=|data=|publicado=NASA|acessodata=23 de dezembro de 2013|l\u00edngua2=en}}\n\nEste [[asteroide]] foi descoberto no dia 24 de outubro de 2000 por [[Lincoln Near-Earth Asteroid Research|LINEAR]] em [[Socorro (Novo M\u00e9xico)|Socorro]].\n\n== Ver tamb\u00e9m ==\n* [[Lista de asteroides]]\n* [[Cintura de asteroides|Asteroide da cintura principal]]\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n{{LinksAsteroide|37049}}\n\n\n\n{{Esbo\u00e7o-asteroide}}\n{{Portal3|Astronomia}}\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n{{DEFAULTSORT:37049 2000 Uc38}}\n[[Categoria:Asteroides da cintura principal]]"}]},"4364986":{"pageid":4364986,"ns":0,"title":"Textura af\u00edrica","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"'''Textura af\u00edrica''' \u00e9 a classifica\u00e7\u00e3o dada \u00e0 [[textura]] das [[rocha vulc\u00e2nica|rochas vulc\u00e2nicas]] cuja matriz n\u00e3o aprsenta [[cristal|cristais]] com dimens\u00e3o suficiente para serem considerados como [[fenocristal|fenocristais]]. Esta textura \u00e9 t\u00edpica das [[Rocha hipabissal|rochas hipo-abissais]], em especial do [[dolerito]].[http://www.wesapiens.org/es/file/1767581/ Textura af\u00edrica].\n\n{{Esbo\u00e7o}}\n\n{{Refer\u00eancias|Notas}}\n\n[[Categoria:Vulcanismo]]"}]},"1375909":{"pageid":1375909,"ns":0,"title":"Disforia de g\u00eanero","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Reciclagem|ci\u00eancia=sim|data=janeiro de 2013}}\n{{Info/Patologia\n| Nome = Disforia de g\u00eanero\n| Sin\u00f3nimos = Transtorno da identidade de g\u00eanero\n| Sintomas = Ang\u00fastia relacionada ao g\u00eanero ou sexo designado a algu\u00e9m{{citar web|t\u00edtulo=Gender Dysphoria |publicado=American Psychiatric Publishing| |url=https://www.psychiatry.org/File%20Library/Psychiatrists/Practice/DSM/APA_DSM-5-Gender-Dysphoria.pdf}}{{citar peri\u00f3dico|ano=2011 |t\u00edtulo=Standards of Care for the Health of Transsexual, Transgender, and Gender-Nonconforming People, Version 7 |url=http://www.wpath.org/uploaded_files/140/files/IJT%20SOC,%20V7.pdf |peri\u00f3dico=International Journal of Transgenderism |publicado=Routledge Taylor & Francis Group |volume=13 |n\u00famero=4 |p\u00e1ginas=165\u2013232 |doi=10.1080/15532739.2011.700873 |urlmorta= sim|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140802135807/http://www.wpath.org/uploaded_files/140/files/IJT%20SOC%2C%20V7.pdf |arquivodata=2 de agosto de 2014 |df= |autor =Coleman E}}\n| Complica\u00e7\u00f5es = Transtornos de alimenta\u00e7\u00e3o, suic\u00eddio, depress\u00e3o, ansiedade, isolamento social{{citar livro|t\u00edtulo=A Nurse's Guide to Women's Mental Health |\u00faltimo =Davidson |primeiro =Michelle R. |publicado=Springer Publishing Company |ano=2012 |isbn=0-8261-7113-3 |p\u00e1gina=114}}\n| Imagem = A TransGender-Symbol Plain3.svg\n| Largura = 200px\n| Legenda = S\u00edmbolo transg\u00eanero\n| In\u00edcio = \n| Dura\u00e7\u00e3o = \n| Causas = \n| Riscos = \n| Diagn\u00f3stico = \n| Diferencial = Varia\u00e7\u00e3o na identidade ou express\u00e3o de g\u00eanero que n\u00e3o \u00e9 angustiante\n| Preven\u00e7\u00e3o = \n| Tratamento = [[Transi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero|Transi\u00e7\u00e3o]], [[psicoterapia]]\n| Medica\u00e7\u00e3o = [[Terapia hormonal para transg\u00e9nero|Horm\u00f4nios]] (ex., [[esteroide anabolizante|androg\u00eanios]], [[antiandrog\u00eanio]]s, [[estrog\u00eanio]]s)\n| Progn\u00f3stico = \n| Frequ\u00eancia = \n| Mortes = \n}}\n{{PBPE|Disforia de g\u00eanero|disforia de g\u00e9nero}} \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o caracterizada pelo desconforto persistente com caracter\u00edsticas sexuais ou marcas de g\u00eanero que remetam ao [[G\u00e9nero|g\u00eanero]] [[Designa\u00e7\u00e3o sexual|atribu\u00eddo]] ao nascer. A [[orienta\u00e7\u00e3o sexual]] da pessoa com a condi\u00e7\u00e3o pode ser qualquer uma e n\u00e3o \u00e9 analisada nesse diagn\u00f3sticoVAL, Alexandre Costa; MELO, Ana Paula Souto; GRANDE-FULLANA, Iria and GOMEZ-GIL, Esther. Transtorno de identidade de g\u00eanero (TIG) e orienta\u00e7\u00e3o sexual. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2010, vol.32, n.2 [cited 2013-01-11], pp. 192-193 . Available from: . ISSN 1516-4446. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44462010000200016.. Tal condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se trata de uma deprava\u00e7\u00e3o sexual.Luton JP, Bremont C. The place of endocrinology in the management of transsexualism. Bull Acad Natl Med 1996;180:1403-7.\n\nO objetivo do tratamento end\u00f3crino, psicol\u00f3gico e cir\u00fargico est\u00e1 em levar o individuo a se sentir mais confort\u00e1vel com sua identidade de g\u00eanero, aumentar seu bem-estar psicol\u00f3gico e atingir auto-realiza\u00e7\u00e3o. Frequentemente o tratamento inclui horm\u00f4nios e cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual.{{Citar web |url=http://www.wpath.org/Documents2/socv6.pdf |titulo=C\u00f3pia arquivada |acessodata=2009-07-12 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20070610012909/http://www.wpath.org/Documents2/socv6.pdf |arquivodata=2007-06-10 |urlmorta=yes }}\n\nPara alguns autores, sobretudo no campo das [[ci\u00eancias humanas]], a viv\u00eancia de um g\u00eanero (social, cultural) discordante com o t\u00edpico de um determinado sexo (biol\u00f3gico) n\u00e3o \u00e9 compreendida como uma patologia ou como um transtorno, mas sim como uma quest\u00e3o de [[identidade]].{{citar web|url=http://www.sertao.ufg.br/pages/35655|t\u00edtulo=Orienta\u00e7\u00f5es sobre Identidade de G\u00eanero: Conceitos e Termos|acessodata=1 de outubro de 2013|autor=JESUS, Jaqueline Gomes de|p\u00e1gina=09|ano=2012}} Por isso, mais adequado seria falar em [[transgeneridade]].\n\nO [[Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais]] ([[Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders]]), que passou a ser conhecido como [[DSM-5]], classifica disforia de g\u00eanero como dist\u00farbio mental. O DSM-5 deixou de usar o termo transtorno de identidade de g\u00eanero e [[Transg\u00e9nero|transg\u00eanero]] por n\u00e3o ser o termo m\u00e9dico correto, e assim usar o termo correto, disforia de g\u00eanero.\nNo entanto, a [[Transg\u00e9nero|transgeneridade]] ainda \u00e9 considerada um transtorno de identidade de g\u00eanero pela Classifica\u00e7\u00e3o Estat\u00edstica Internacional de Doen\u00e7as e Problemas Relacionados com a Sa\u00fade ([[CID 10]]), e, no Brasil, \u00e9 essa classifica\u00e7\u00e3o que garante \u00e0s pessoas transg\u00e9nero o direito \u00e0 [[terapia hormonal]], [[psicoterapia]] e \u00e0 [[cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual]].{{citar web|url=http://www.scielo.br/pdf/physis/v19n1/v19n1a03.pdf|t\u00edtulo=Do diagn\u00f3stico de transtorno de identidade de g\u00eanero \u00e0s redescri\u00e7\u00f5es da experi\u00eancia da transexualidade: uma reflex\u00e3o sobre g\u00eanero, tecnologia e sa\u00fade|acessodata=24 de outubro de 2013|autor=AR\u00c1N, M\u00e1rcia; MURTA, Daniela|peri\u00f3dico=Revista de Sa\u00fade Coletiva|ano=2009}}\n\n== Explica\u00e7\u00f5es ==\n\nA [[identidade de g\u00eanero]] corresponde ao g\u00eanero com o qual uma pessoa se identifica. No caso das pessoas transg\u00eanero, essa identifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o corresponde ao sexo biol\u00f3gico. Algumas teorias buscam explicar a transgeneridade atrav\u00e9s de fatores biol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos e socioculturais.\n\n=== Perspectivas biol\u00f3gicas ===\n==== Comportamento animal ====\nDesde pesquisas recentes, envolvendo [[comportamento animal]] e [[evolu\u00e7\u00e3o]], as que relacionam gen\u00e9tica e [[dismorfia|dismorfismo]] cerebral, mas ainda se baseiam em [[hip\u00f3teses]].{{Refer\u00eancia a artigo |autor=Saadeh, Alexandre |t\u00edtulo=Transtorno de identidade sexual: um estudo psicopatol\u00f3gico de transexualismo masculino e feminino |l\u00edngua=portugu\u00eas |vers\u00e3o= |editora= |data=2004 |url=http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-09082005-115642/publico/Tesealexandre.pdf |formato=PDF |acessadoem=22h59min de 16 de Outubro de 2007 (UTC)}}\n\nGewin,{{ref-artigo|autor=Gewin, Virginia |t\u00edtulo=A plea for diversity |ano=2003 |publica\u00e7\u00e3o=Nature |volume= |n\u00famero=422 |id=0028-0836 ISSN}} analisando o livro [[Evolutions Rainbow]] de Joan Roughgarden,Antigamente conhecida como John Roughgarden \u2013 pesquisador transexual que mudou de sexo aos 52 anos encontra dados que se mostram contr\u00e1rios \u00e0 vis\u00e3o evolucionista tradicional a respeito da [[sele\u00e7\u00e3o sexual]]. Nesse livro \u00e9 catalogada a enorme variedade de g\u00eaneros e comportamentos sexuais presente no [[reino animal]] e n\u00e3o apenas a descri\u00e7\u00e3o de machos desejando sexualmente [[f\u00eameas]].\n\n==== Horm\u00f4nios ====\nA correla\u00e7\u00e3o entre [[testosterona|horm\u00f4nio masculino]] e a diferencia\u00e7\u00e3o e desenvolvimento cerebral e comportamento masculino e feminino \u00e9 uma linha de pesquisa frequente nos \u00faltimos anos.\n\nNos [[anos 1970]], D\u00f6rner{{Citar livro|autor=D\u00f6rner, G\u00fcnter |t\u00edtulo=Hormones and brain differentiation |subt\u00edtulo= |idioma=ingl\u00eas |edi\u00e7\u00e3o= |local=Amsterd\u00e3/Nova Iorque |editora=Elsevier |ano=1976|p\u00e1ginas=272|volume=|id=0444414770 ISBN}} realizou experimentos com animais com base no fato de que a diferencia\u00e7\u00e3o sexual perinatal das \u00e1reas neuroend\u00f3crinas do [[sistema nervoso central]] \u00e9 regulada pelo [[horm\u00f4nio luteinizante]] (LH). Utilizando este horm\u00f4nio como marcador biol\u00f3gico, ele observou que ratos machos tinham o [[comportamento sexual]] revertido quando o sistema hormonal masculino era danificado.\n\nA falta do [[ant\u00edgeno HY]] como causa foi proposta quando uma s\u00e9rie de transexuais masculinos foi identificada como n\u00e3o possuindo este ant\u00edgeno respons\u00e1vel pela diferencia\u00e7\u00e3o masculina.{{ref-artigo|autor=Eicher, Wolf; Spoljar, M.; Cleve, H.; Murken, Jan-Dierthen; Richter, K.; Stengel-Rutkowski, Sabine |t\u00edtulo=HY antigen in transsexuality |ano=1979 |publica\u00e7\u00e3o=Lancet |volume= |n\u00famero=1137 |id= ISSN}} Esfor\u00e7os em identificar esse mesmo achado em outras s\u00e9ries de transexuais masculinos falharam, pois todos tinham o ant\u00edgeno HY.{{ref-artigo|autor=Wachtel, S.; Green, R.; Simon, N. G.; Reichardt, A.; Cahil, L.; Hall, J.; Nakamura, D.; Wachtel, G.; Futterweit, W.; Biber, S. H.; Ihlenfield, C |t\u00edtulo=On the expression of H-Y antigen intranssexuals |ano=1986 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=15 |n\u00famero=1 pp.51-68 |id= 0004-0002 ISSN}}\n\nUm achado endocrinol\u00f3gico que precisa ser confirmado \u00e9 uma forma at\u00edpica de [[hiperplasia]] adrenal em transexuais femininas.{{ref-artigo|autor=D\u00f6rner, G; Poppe, I; Stahl, F; K\u00f6lzsch, J; Uebelhack, R. |t\u00edtulo=Gene and enviroment dependent neuroendocrine etiogenesis of homosexuality and transsexualism |ano=1991 |publica\u00e7\u00e3o=Exp Clin Endocrinol |volume=98 |n\u00famero=2 |id= 0232-7384 ISSN}}{{ref-artigo|autor=Bosinski, Hartmut; Peter, Michael; Bonatz, Gabriele; Arndt, Reinhard; Heindenreich, Maren; Sippell, Wolfgang; Wille, Reinhard |t\u00edtulo=A higher rate of hyperandrogenic disorders in female-to-male transsexuals |ano=1997 |publica\u00e7\u00e3o=Psychoneuroendocrinology (Elsevier) |volume=22 |n\u00famero=5 |id=0306-4530 ISSN}}\n\nForget e Cohen,{{ref-artigo|autor=Forget H, Cohen H |t\u00edtulo=Life after birth: the influence of steroid hormones on cerebral structure and function is not fixed prenatally |ano=1994 |publica\u00e7\u00e3o=Brain Cog |volume=26 pp.243-248 |n\u00famero= |id= ISBN}} analisando a influ\u00eancia do horm\u00f4nio [[testosterona]] na fun\u00e7\u00e3o e estrutura cerebral, observam que transexuais geneticamente masculinos e homens apresentam diferentes padr\u00f5es de lateraliza\u00e7\u00e3o auditiva \u2013 ou que transexuais geneticamente masculinos e mulheres exibem padr\u00f5es similares de lateraliza\u00e7\u00e3o auditiva \u2013 acrescentando evid\u00eancias \u00e0 hip\u00f3tese de que a influ\u00eancia neuroend\u00f3crina na modula\u00e7\u00e3o da assimetria funcional cerebral n\u00e3o \u00e9 necessariamente determinada no c\u00e9rebro perinatal.\n\nEstudos anat\u00f4micos correlacionando tamanho de determinadas regi\u00f5es do [[hipot\u00e1lamo]] (''bed nucleus da stria terminalis'') entre transexuais masculinos e mulheres obteve alguma evid\u00eancia, apesar do estudo ter sido feito com apenas seis indiv\u00edduos \"[[postmortem]]\", em onze anos de pesquisa.{{ref-artigo|autor=Zhou JN, Hofman MA, Gooren LJG, Swaab DF |t\u00edtulo=A sex difference in the human brain and its relation to transsexuality |ano=1995 |publica\u00e7\u00e3o=Nature |volume= |n\u00famero=378 pp.68-70 |id= ISBN}} Esses achados n\u00e3o se mostraram diferenciados quanto \u00e0 idade de manifesta\u00e7\u00e3o da transexualidade, ou seja, a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00facleo guarda rela\u00e7\u00e3o com o transtorno de identidade e n\u00e3o com a idade do paciente na manifesta\u00e7\u00e3o do transtorno. Outro achado \u00e9 que o tamanho do n\u00facleo n\u00e3o mostra diferen\u00e7a entre homens hetero e homossexuais.\n\nRahman e Wilson{{ref-artigo|autor=Rahman Q, Wilson GD |t\u00edtulo=Sexual orientation and the 2nd to 4th finger length ratio: evidence for organising effects of sex hormones or developmental instability? |publica\u00e7\u00e3o= Psychoneuroendocrinology |ano=2003 |n\u00famero=28 pp.288-303 |volume= |id= 0306-4530 ISSN}} encontram em homossexuais evid\u00eancias de que a influ\u00eancia de horm\u00f4nios sexuais afeta a orienta\u00e7\u00e3o sexual e o demonstram pela an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o de tamanho entre o segundo e o quarto dedo da m\u00e3o. Homossexuais masculinos e femininos apresentaram uma menor rela\u00e7\u00e3o entre o segundo e o quarto dedo em compara\u00e7\u00e3o com os heterossexuais. Isso, segundo os autores, evidencia a\u00e7\u00e3o de altas doses de andr\u00f3genos intra-\u00fatero. Apesar de relacionado \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o sexual, essa influ\u00eancia gen\u00e9tica pode ter rela\u00e7\u00e3o com a forma\u00e7\u00e3o da [[identidade de g\u00eanero]] em [[seres humanos]].\n\nOutros trabalhos indicaram alto e inesperado \u00edndice de doen\u00e7a dos [[ov\u00e1rios polic\u00edsticos]] em transexuais femininos.{{ref-artigo|autor=Futterweit, W.; Weiss, R.A.; Fagerstrom, R.M |t\u00edtulo=Endocrine evaluation of 40 female to male transsexuals: increased frequency of polycystic ovarian disease in female transsexualism |ano=1986 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=15 pp.69-78 |n\u00famero= |id= 0004-0002 ISSN}} Todavia, a liga\u00e7\u00e3o entre esses dois transtornos n\u00e3o est\u00e1 bem estabelecida, pois a grande maioria de mulheres com este transtorno n\u00e3o \u00e9 transexual e a grande maioria dos transexuais femininos n\u00e3o apresenta este transtorno.{{ref-artigo|autor=Gorzynski, G.; Katz, J |t\u00edtulo=The polycystic ovary syndrome |ano=1977 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=6 pp.215-222 |n\u00famero= |id= 0004-0002 ISSN}}{{ref-artigo|autor=Raboch, J.; Kobilkowa, J.; Raboch, J.; Starka, L |t\u00edtulo=Sexual life of women with Stein-Leventhal syndrome |ano=1985 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=14 pp.263-270 |n\u00famero= |id=0004-0002 ISSN}}\n\nH\u00e1 tamb\u00e9m pesquisas importantes para a ressignifica\u00e7\u00e3o da transexualidade. No campo da endocrinologia, durante os anos 1920-1930 chegou-se \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos horm\u00f4nios sexuais e \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o de que \"homens e mulheres t\u00eam tanto horm\u00f4nios masculinos como femininos e que estes \u00faltimos podem apresentar, em certas condi\u00e7\u00f5es, efeitos \u201cmasculinizantes\u201d e vice-versa\"{{citar web|url=http://www.scielo.br/pdf/physis/v19n1/v19n1a03.pdf|t\u00edtulo=Do diagn\u00f3stico de transtorno de identidade de g\u00eanero \u00e0s redescri\u00e7\u00f5es da experi\u00eancia da transexualidade: uma reflex\u00e3o sobre g\u00eanero, tecnologia e sa\u00fade|acessodata=1 de outubro de 2013|autor=AR\u00c1N, M\u00e1rcia; MURTA, Daniela|peri\u00f3dico=Revista de Sa\u00fade Coletiva|ano=2009|p\u00e1gina=30}}\n\n==== Neurobiologia ====\nEstudo mais recente,{{ref-artigo|autor=Kruijver FPM, Zhou JN, Pool CW, Hofman MA, Gooren LJG, Swaab DF |t\u00edtulo=Male-to-female transsexuals have female neuron numbers in a limbic nucleus |ano=2000 |publica\u00e7\u00e3o=J Clin Endocrinol Metab |volume=5 |n\u00famero=85 PP.2034-2041 |id= ISSN}} utilizando 42 c\u00e9rebros de pacientes - sendo que 26 eram do mesmo estudo de Zhou, chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que o n\u00famero de neur\u00f4nios no \"bed nucleus da stria terminalis\" de transexuais masculinos \u00e9 similar ao das mulheres e, em contraste, o n\u00famero de neur\u00f4nios de uma transexual feminina (apenas o c\u00e9rebro de uma transexual feminina foi analisado) \u00e9 equivalente ao de um homem. Os autores concluem que, em transexuais, a diferencia\u00e7\u00e3o do [[c\u00e9rebro]] e dos genitais ocorre em dire\u00e7\u00f5es opostas e indica a base neurobiol\u00f3gica do transtorno de identidade de g\u00eanero.\n\nSwaab ''et al.''{{ref-artigo|autor=Swaab DF, Chun WC, Kruijiver FP, Hofman MA, Ishunina TA |t\u00edtulo= Sexual differentiation of the human hypothalamus |publica\u00e7\u00e3o=Adv Exp Med Biol |ano=2002 |volume=511 pp.75-100 |n\u00famero= |id= ISSN}} referem que a diferencia\u00e7\u00e3o do [[hipot\u00e1lamo]] ocorre aproximadamente por volta dos quatro anos de idade e depende de fatores gen\u00e9ticos e n\u00edveis de horm\u00f4nios pr\u00e9-natais. A mesma rela\u00e7\u00e3o entre comportamento masculino e andr\u00f3genos \u00e9 estabelecida por Gooren e Kruijiver.{{ref-artigo|autor=v Gooren LJ, Kruijiver FP |t\u00edtulo=Androgens and male behavior |publica\u00e7\u00e3o= Mol Cell Endocrinol |ano=2002 |volume=1-2|n\u00famero=198 pp.31-40|id= ISSN}}\n\nGreen revela que outros achados indiretos, ainda pouco conclusivos, t\u00eam sido propostos como marcadores biol\u00f3gicos: uso preferencial de m\u00e3os (refletindo [[lateralidade]] cerebral organizada antes do nascimento), com transexuais masculinos e femininos utilizando mais a m\u00e3o esquerda do que os controles; padr\u00f5es de assimetria em impress\u00f5es digitais, que se desenvolvem antes do nascimento e provavelmente s\u00e3o influenciados por sexo-[[esteroide]]s, tanto em transexuais masculinos quanto femininos, diferindo dos controles, homens e mulheres;{{ref-artigo|autor=Green, R.; Young, R.; |t\u00edtulo=Hand preference, sexual preference and transsexualism |ano=2001 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=30 pp.565-575 |n\u00famero=6 |id=0004-0002 ISSN}} ordem de nascimento, com os transhomossexuais masculinos tendo irm\u00e3os mais velhos, dado similar ao encontrado com homossexuais masculinos n\u00e3o transexuais e, por fim, os transexuais masculinos tendo mais tias maternas do que tios maternos - achado similar aos dos homossexuais masculinos n\u00e3o transexuais.{{ref-artigo|autor=Green R, Kaverne EB |t\u00edtulo=The disparate maternal aunt-uncle ratio in male transsexuals: an explanation invoking genomic imprinting |publica\u00e7\u00e3o= J Theor Biol |ano=2000 |n\u00famero=202 pp.55-63|volume=1|id= ISSN}}\n\n==== Gen\u00e9tica ====\n[[Imagem:Georgina Beyer at International Conference.jpg|thumb|Genes que interfiram na a\u00e7\u00e3o dos [[androg\u00eanio]]s a n\u00edvel cerebral podem ser respons\u00e1veis pela dissocia\u00e7\u00e3o entre g\u00eanero psicol\u00f3gico e sexo biol\u00f3gico.Bradley M, Cooke BM, Golnaz, Tabibnia G, Breedlove SM. A brain sexual dimorphism controlled by adult circulating androgens. Proc Nat Acad Sci USA 1999; 96:7538-40.]]\n\nAs pesquisas gen\u00e9ticas e cromoss\u00f4micas representam ainda um campo em desenvolvimento. Existem poucos relatos cient\u00edficos descrevendo anormalidades cromoss\u00f4micas em transexuais. Turan ''et al.''{{ref-artigo|autor=Turan MT, Esel E, Dundar M, Candemir Z, Basturk M, Sofuoglu S, Ozkul Y |t\u00edtulo=Female-to-male transsexual with 47,XXX karyotipe |publica\u00e7\u00e3o=Biol Psychiatry |ano=2000 |n\u00famero=48 pp.1116-1117 |volume=11 |id= ISSN}} relatam o caso de uma mulher de 21 anos com depress\u00e3o, que se descrevia como homem desde a inf\u00e2ncia e que possu\u00eda [[cari\u00f3tipo]] de 47, XXX. Hengstschl\u00e4ger e Trotsenburg,{{ref-artigo|autor=Hengstschl\u00e4ger M, Trotsenburg MV |t\u00edtulo= Sex chromosome aberrations and transsexualism |publica\u00e7\u00e3o=Fertil Steril |ano=2003 |n\u00famero=79 pp.639-640 |volume=3 |id= ISSN}} em trabalho relacionando aberra\u00e7\u00f5es sexuais e transexualidade, afirmam ser sempre necess\u00e1ria a investiga\u00e7\u00e3o dos cromossomos sexuais nessa popula\u00e7\u00e3o.\n\nMesmo a ocorr\u00eancia de transexualidade entre irm\u00e3os, familiares e mesmo [[g\u00eameos]] (mono ou dizig\u00f3ticos) \u00e9 rara, mas h\u00e1 alguns relatos na literatura, embora sejam pouco conclusivos quanto a uma causa gen\u00e9tica.{{ref-artigo|autor=Anchersen P |t\u00edtulo=Problems of transvestism |publica\u00e7\u00e3o=Acta Psychiatr Scand Suppl |ano=1956 |n\u00famero= 106 pp.249-256 |volume= |id= ISSN}}{{ref-artigo|autor=Green, R.; Stoller, R |t\u00edtulo=Two pairs of monozigotic (identical) twins discordant for gender identity |ano=1971 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=1 pp. 321-328 |n\u00famero= |id=0004-0002 ISSN}}{{ref-artigo|autor=Hore, B.; Phil, M.; Nicolle, F.; Calman, J |t\u00edtulo=Male transsexualism: two cases in a single family |ano=1973 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=2 pp.317-321|n\u00famero= |id=0004-0002 ISSN}}{{ref-artigo|autor=Stoller, RJ.; Baker, H |t\u00edtulo=Two male transsexuals in one family |ano=1972 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=2 pp.323-328 |n\u00famero= |id=0004-0002 ISSN}}{{ref-artigo|autor=Hyde C, Kenna J |t\u00edtulo=A male MZ twin pair, concordant for transsexualism, discordant for schizophrenia |publica\u00e7\u00e3o=Acta Psychiatr Scand |ano=1977 |n\u00famero=56 pp.265-275 |volume= |id= ISSN}}{{ref-artigo|autor=Ball J |t\u00edtulo=Thirty years experience with transsexualism. Austr. NZ |publica\u00e7\u00e3o=Journal Med |ano=1981 |n\u00famero= 15 pp.39-43 |volume= |id= ISSN}}{{ref-artigo|autor=Green R |t\u00edtulo=Birth order and ratio of brothers to sisters intranssexuals |publica\u00e7\u00e3o=Psychol Med |ano=2000 |n\u00famero= 30 pp.789-795 |volume= |id= ISSN}}\n\nRecentemente, Dewing ''et al.'',{{ref-artigo|autor=Dewing P, Shi T, Horvath S, Vilain E |t\u00edtulo=Sexually dimorphic gene expression in mouse brain precedes gonadal differentiation |publica\u00e7\u00e3o=Mol Brain Res |ano=2003 |n\u00famero= 118 pp.82-90 |volume=1-2 |id= ISSN}} trabalhando com [[ratos]] 10,5 dias ap\u00f3s o [[coito]], sugerem que fatores gen\u00e9ticos devem ter influ\u00eancia na diferencia\u00e7\u00e3o sexual cerebral, pois conseguiram identificar [[genes]] que diretamente induzem padr\u00f5es dim\u00f3rficos de desenvolvimento neural e que podem influenciar as diferen\u00e7as sexuais entre os c\u00e9rebros masculinos e femininos antes da a\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios esteroides gonadais.\n\nAs pesquisas em busca de uma perspectiva biol\u00f3gica prosseguem,mas sem achados definitivos ou conclusivos sobre o assunto.\n\n=== Perspectivas psicol\u00f3gicas ===\n[[Imagem:Gujarati travesti playing drum.jpg|thumb|Em algumas culturas o transtorno n\u00e3o acontece pois o terceiro g\u00eanero \u00e9 mais bem-aceito socialmente]]\n\n==== Psican\u00e1lise ====\n[[Freud]] n\u00e3o abordou a transexualidade como situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica estabelecida pois, no final do [[s\u00e9culo XIX]] e in\u00edcio do [[s\u00e9culo XX]], tal termo e conceitua\u00e7\u00e3o m\u00e9dica n\u00e3o eram evidentes, sendo a quest\u00e3o vista como varia\u00e7\u00e3o do amplo tema da [[homossexualidade]].Garcia JC. Problem\u00e1ticas da identidade sexual. S\u00e3o Paulo: Casa do Psic\u00f3logo; 2001.\n\nPor\u00e9m, em [[1911]], Freud publicou o \"Caso Schreber\" baseado na leitura do livro \"Mem\u00f3ria de um doente dos nervos\" de [[Daniel Paul Schreber]], publicado em [[1903]], que relatava em detalhes suas experi\u00eancias psic\u00f3ticas e, em especial, aspectos presentes em seus [[del\u00edrio]]s, nos quais expressava desejos e sensa\u00e7\u00f5es de se transformar em mulher.Schreber DP. Mem\u00f3rias de um doente dos nervos. Tradu\u00e7\u00e3o de Marilene Carrone. Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es Graal; 1984.\n\nSegundo Michel ''et al.''Michel A, Mormont C, Legros JJ. A psycho-endocrinological overview of transsexualism. Eur J Endocrinol. 2001;145(4):365-76. existem duas categorias psicol\u00f3gicas de entendimento da etiologia do transexualismo: ''uma hip\u00f3tese n\u00e3o-conflitiva e uma conflitiva''.\n\nA '''hip\u00f3tese n\u00e3o-conflitiva''' avalia a rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-filho como sendo emocional e corporalmente feliz e que se prolonga em uma [[simbiose]] na qual o menino se identifica com o g\u00eanero da m\u00e3e. J\u00e1 nas '''hip\u00f3teses conflitivas''' o pedido de mudan\u00e7a sexual \u00e9 reflexo de um transtorno mental sendo o transexualismo considerado uma defesa contra a homossexualidade, uma forma de [[pervers\u00e3o]], um [[transtorno narc\u00edsico]] ou uma perturba\u00e7\u00e3o da fase de separa\u00e7\u00e3o-individua\u00e7\u00e3o.Ferraz FC. Pervers\u00e3o. 2a ed. S\u00e3o Paulo: Casa do Psic\u00f3logo; 2002. Segundo os mesmos autores, haveria concord\u00e2ncia geral de que o transexualismo apareceria como manifesta\u00e7\u00e3o de um [[transtorno de personalidade borderline]], pois os transexuais apresentam muitas caracter\u00edsticas similares \u00e0 desses indiv\u00edduos ([[ansiedade cr\u00f4nica]], difusa e flutuante; [[isolamento]]; [[Depress\u00e3o nervosa|depress\u00e3o]]; baixa toler\u00e2ncia ao [[estresse]]; etc.).\n\nStoller (1982, p. 74),Stoller RJ. A experi\u00eancia transsexual. Rio de Janeiro: Imago; 1982. importante estudioso do transexualismo e da psican\u00e1lise, foi um dos primeiros a disting\u00fcir [[sexo]] (manifesta\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica) de [[g\u00eanero (biologia)|g\u00eanero]] (manifesta\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-cultural):\n\n{{quote2|''As experi\u00eancias n\u00e3o podem ser reproduzidas \u00e0 vontade, mas apenas por uma m\u00e3e motivada a interagir em seu filho durante todo o dia e por anos, com toda a complexa intensidade que forma o comportamento maternal\u2026 nenhuma simples experi\u00eancia behavorista em laborat\u00f3rio pode estimular as psicodin\u00e2micas de vida que produzem um transexual.''| }}\n\nPrivilegiando essas experi\u00eancias, Stoller desenvolve maneira particular de pensar e entender apenas o transexualismo masculino e que, segundo ele, teria como poss\u00edvel origem a seguinte sequ\u00eancia:\n\n# '''Invas\u00e3o da m\u00e3e em seu filho e a proximidade entre eles''': extrema simbiose entre m\u00e3e e filho, gerando identifica\u00e7\u00e3o intensa que n\u00e3o \u00e9 rompida.
''Aparentemente n\u00e3o existe conflito edipiano na situa\u00e7\u00e3o edipiana. Isto porque n\u00e3o existe (praticamente) pai. O menino n\u00e3o tem rival em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua m\u00e3e; ele a possui, talvez mais completamente do que o possa qualquer outra crian\u00e7a, porque eles s\u00e3o praticamente um'' (Stoller, 1982, p. 28).
O filho n\u00e3o se sente amea\u00e7ado em sua virilidade e masculinidade pelo pai, por isso o conflito edipiano n\u00e3o se estabelece.\n# '''Aus\u00eancia do pai''': a figura paterna n\u00e3o amea\u00e7a e n\u00e3o estabelece um conflito edipiano. A escolha da m\u00e3e por um pai com as caracter\u00edsticas de ausente, infantil, desleixado consigo e com o mundo ou mesmo alco\u00f3latra e/ou distante n\u00e3o \u00e9 por acaso e tem rela\u00e7\u00e3o direta com a forma dessa m\u00e3e encarar a pr\u00f3pria sexualidade e a rela\u00e7\u00e3o com esse filho.\n# '''Passividade e a bissexualidade do pai''': ''Esses pais, n\u00e3o s\u00e3o apenas incapazes de tomar parte na fam\u00edlia como homens masculinos, mas o seu relacionamento com as esposas \u00e9 distante e mal-humorado. Eles n\u00e3o desejam assumir a responsabilidade de sua fun\u00e7\u00e3o de marido e pai, mas, sem reclama\u00e7\u00f5es, persistem em um casamento sem amor e quase sem sexo'' (Stoller, 1982, p. 68-69). Alguns at\u00e9 demonstram efemina\u00e7\u00e3o e sua bissexualidade.\n# '''Baixa frequ\u00eancia de div\u00f3rcios''': a taxa de div\u00f3rcio costuma ser praticamente zero, apesar dos casamentos infelizes, com ataques de raiva, insatisfa\u00e7\u00e3o sexual, desprezo e sil\u00eancios prolongados; mulheres poderosas e iradas que n\u00e3o podem abandonar seus maridos passivos; maridos calados que dizem que as coisas est\u00e3o bem e n\u00e3o ouvir\u00e3o o desespero atr\u00e1s da hostilidade de suas esposas. O casamento \u00e9 seguro e essencial para ambos e a separa\u00e7\u00e3o seria um desastre.\n# '''Influ\u00eancia da irm\u00e3''': uma irm\u00e3 tamb\u00e9m pode refor\u00e7ar ou dar origem ao comportamento feminino do irm\u00e3o. Se a m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o competitiva nem ultramasculinizada, muitas vezes uma irm\u00e3 pode s\u00ea-lo e, com isso, originar o comportamento no irm\u00e3o.
''Minha tese, a ser melhor testada no futuro, \u00e9 de que o grau de feminilidade que se desenvolve em um menino ir\u00e1 variar '''exatamente''' (n\u00e3o aproximadamente) com aquilo que lhe tenha sido feito no in\u00edcio da inf\u00e2ncia'' (Stoller, 1982, p. 71).\n\nO mesmo autor faz ainda duas ressalvas importantes no tocante ao transexual masculino: o transexual n\u00e3o \u00e9 psic\u00f3tico; ele sabe e reconhece que seu corpo \u00e9 biologicamente masculino e que possui p\u00eanis e test\u00edculos. A segunda ressalva diz respeito ao conceito de bissexualidade que ele emprega.\n\n{{quote2|''Por [[bissexualidade]], queremos dizer a presen\u00e7a de qualidades masculinas e femininas demonstradas, na mesma pessoa. \"Masculino\" e \"feminino\", ent\u00e3o, ser\u00e3o usados para demonstrar qualidades psicol\u00f3gicas e n\u00e3o biol\u00f3gicas'' (Stoller, 1982, p.40). |}}\n\nStoller refere ainda que os transexuais masculinos teriam determinadas qualidades (ou caracter\u00edsticas) de \"personalidade psicop\u00e1tica\" que seriam: '''leve irresponsabilidade''', n\u00e3o de uma maneira hedon\u00edstica criminosa, mas em seus compromissos, especialmente com o terapeuta; mentira infantil, que n\u00e3o traz nenhum benef\u00edcio \u00f3bvio para o paciente e sobre detalhes pouco importantes; '''n\u00e3o t\u00eam relacionamentos duradouros com outras pessoas''', as rela\u00e7\u00f5es que estabelecem s\u00e3o aparentes e pouco profundas. Por fim, n\u00e3o t\u00eam comportamento criminoso.\n\nA explica\u00e7\u00e3o que Stoller oferece para essas caracter\u00edsticas \u00e9 a \"falta de uma firme rela\u00e7\u00e3o transferencial\", pois se n\u00e3o h\u00e1 conflito edipiano, n\u00e3o h\u00e1 potencial de um v\u00ednculo intenso. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de uma rela\u00e7\u00e3o transferencial, da\u00ed a dificuldade em se psicanalisar um transexual. E vai mais longe, relatando a dificuldade de se estabelecer empatia e contra-transfer\u00eancia com essa popula\u00e7\u00e3o.\n\nStoller diz ainda, sem revelar detalhes, que o transexualismo [[masculino]] e o [[feminino]] t\u00eam din\u00e2micas diferentes.\n\nChiland,Chiland C. The psychoanalyst and the transsexual patient. ''Int J Psychoanal''. 2000;81(1):21-35. [[psicanalista]] [[francesa]], op\u00f5e-se a algumas das ideias de [[Stoller]]. Discorda quando ele diz que os [[pais]] n\u00e3o comparecem ao tratamento, apenas a uma ou outra entrevista. Em sua experi\u00eancia com crian\u00e7as (transtorno de identidade sexual na inf\u00e2ncia) ela encontrou participa\u00e7\u00e3o dos pais no processo psicanal\u00edtico dos filhos. Outro ponto de disc\u00f3rdia seria a \"[[simbiose]] extasiante\" e totalmente sem conflito entre [[m\u00e3e]] e filho. A autora afirma ter encontrado uma situa\u00e7\u00e3o na qual a m\u00e3e viveria essa \"simbiose extasiante\", mas a crian\u00e7a experimentaria duas viv\u00eancias: uma de felicidade fant\u00e1stica e outra de perigo de destrui\u00e7\u00e3o.\n\nChiland descreve que crian\u00e7as com transtorno de identidade sexual interpretam as mensagens conscientes e inconscientes de seus pais como n\u00e3o sendo amadas por serem quem s\u00e3o, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero ao qual pertencem, portanto n\u00e3o podem amar a si pr\u00f3prias se n\u00e3o pertencerem ao sexo oposto. Embora os pais possuam um papel importante, essa causalidade n\u00e3o \u00e9 linear, os pais s\u00e3o muitas vezes experenciados como ausentes ou pouco presentes, mas isso n\u00e3o corresponde necessariamente \u00e0 realidade.\n\nOutras caracter\u00edsticas analisadas pela autora s\u00e3o a resist\u00eancia dos transexuais em falar - falam pouco ou n\u00e3o falam - sobre sua [[inf\u00e2ncia]]; sua resist\u00eancia \u00e0 [[transfer\u00eancia]], j\u00e1 que, fechados em suas \"conchas narc\u00edsicas\", n\u00e3o se importam com as rea\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias do analista ao que falam; e por fim, questiona-se sobre o qu\u00ea vem antes, se a identifica\u00e7\u00e3o com o sexo oposto ou a rejei\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio sexo.\n\nQuanto ao transexualismo feminino, a autora diz:\n{{quote2|''As transexuais femininas n\u00e3o t\u00eam, como regra, experi\u00eancias felizes com suas m\u00e3es na tenra inf\u00e2ncia. Elas foram incapazes de valorizar as mamas como a base da experi\u00eancia da amamenta\u00e7\u00e3o. Elas freq\u00fcentemente tiveram m\u00e3es deprimidas, que sofreram por ser mulher e depois retiraram a feminilidade de seus valores. Elas \u00e0s vezes estabeleceram experi\u00eancias positivas com seus pais, n\u00e3o em n\u00edvel ed\u00edpico, mas como companheiras de atividades realizadas com sucesso e reconhecidamente de homens em nossa cultura. Na realidade, seus pais freq\u00fcentemente foram pouco participativos e incapazes de conferir valor \u00e0s suas esposas, de proteg\u00ea-las e tir\u00e1-las da depress\u00e3o. Essas pacientes se obrigam a reparar e ajudar suas m\u00e3es e adotam um papel masculino de prote\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas companheiras femininas''. | }}\n\nOutra autora, a psicanalista parisiense [[Agn\u00e8s Oppenheimer]], posiciona-se a favor das ideias de Stoller e acrescenta-lhes alguns dados:Oppenheimer A. The wish for a sex change: a challenge to psychoanalysis? Int J Psychoanal. 1991;72(2):221-31.\n\n* transexuais s\u00e3o invadidos por uma obsess\u00e3o, uma cren\u00e7a invasiva sobre sua transforma\u00e7\u00e3o corporal;\n* eles n\u00e3o apresentam nem transvestismo perverso nem psicose;\n* eles s\u00e3o desconfiados, mentem facilmente, v\u00eaem as diferen\u00e7as entre os sexos de forma estereotipada, trivializam seus problemas, e como n\u00e3o se reconhecem homossexuais, desaprovam completamente a homossexualidade.\n\nOppenheimer, ao analisar a poss\u00edvel origem do transexualismo masculino, diz que existiria uma grave deprecia\u00e7\u00e3o da masculinidade e um intoler\u00e1vel sentimento de castra\u00e7\u00e3o associado a um ferimento narc\u00edsico no indiv\u00edduo. Associado a isso, as fun\u00e7\u00f5es parentais est\u00e3o aparentemente desconectadas com as diferen\u00e7as entre os sexos, o que n\u00e3o faz nenhum sentido para o filho. N\u00e3o h\u00e1 identifica\u00e7\u00e3o com o pai, que \u00e9 desvalorizado e perigoso, enquanto a identifica\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e seria uma compensa\u00e7\u00e3o acompanhada de idealiza\u00e7\u00e3o. A rela\u00e7\u00e3o com essa m\u00e3e \u00e9 complicada pois ela faz do filho um espelho para si mesma e n\u00e3o inclui uma masculinidade, mesmo que infantil. O pai n\u00e3o interv\u00e9m para quebrar esse sistema e, al\u00e9m de n\u00e3o admirar o filho, n\u00e3o permitir\u00e1 que esse o idealize. O filho percebe esse \u00f3dio e se volta para a m\u00e3e para satisfazer suas necessidades de idealiza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de identificar-se com ela, estabelece um v\u00ednculo reparat\u00f3rio para satisfaz\u00ea-la de suas frustra\u00e7\u00f5es. Com isso seu narcisismo est\u00e1 estabelecido, bem como sua identifica\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e e sua necessidade de gratific\u00e1-la.\n\nV\u00e1rios autores psicanal\u00edticosCarder SL. The wish for a sex change. Int J Psychoanal. 1992;73(3):581-4.Chiland C. Transvestism and transsexualism. Int J Psychoanal. 1998;79(1):156-9.Quinodoz D. A fe/male transsexual patient in psychoanalysis. Int J Psychoanal. 1998;79(1):95-111. discutem tamb\u00e9m outros temas fundamentais da quest\u00e3o transexual: a identifica\u00e7\u00e3o, o n\u00e3o reconhecimento-corporal, capacidade ou incapacidade de estabelecer transfer\u00eancia, narcisismo, referenciados nos estudos de Stoller e Oppenheimer.\n\nOvesey e Person,Ovesey L, Person ES. Gender identity and sexual psychopathology in men: a psychodynamic analysis of homosexuality, transsexualism, and transvestism (1973). In: Person ES. The sexual century. New York: Yale University Press;1999. p.91-109. psicanalistas que ainda hoje servem de refer\u00eancia ao estudo do transexualismo, estabelecem que, mais que uma identidade de g\u00eanero feminina, os transexuais masculinos possuem uma identidade de g\u00eanero amb\u00edg\u00fca. Desde pequenos eles t\u00eam um desejo, n\u00e3o uma convic\u00e7\u00e3o. \"Eu gostaria de ser uma menina\" e n\u00e3o \"Eu sou uma menina\". A convic\u00e7\u00e3o cristalizada s\u00f3 acontece quando o paciente aprende sobre a exist\u00eancia do transexualismo. A maioria dos pacientes comumentemente fala de suas d\u00favidas e da confus\u00e3o sobre o qu\u00ea e quem s\u00e3o \u2013 [[heterossexual]], [[homossexual]], [[travesti]] \u2013 at\u00e9 aprenderem e lerem sobre transexualismo. Na opini\u00e3o dos autores, o transexualismo se origina na intensa ansiedade de separa\u00e7\u00e3o que ocorre cedo na vida, antes que a diferencia\u00e7\u00e3o objetal tenha se completado. Para aliviar a ansiedade, a [[crian\u00e7a]] recorre a uma fantasia de fus\u00e3o simbi\u00f3tica com a m\u00e3e. Dessa forma, m\u00e3e e crian\u00e7a tornam-se um s\u00f3 e o perigo de separa\u00e7\u00e3o \u00e9 anulado.\n\nOs autores acreditam que esta fantasia reparativa \u00e9 a base psicodin\u00e2mica do transexualismo masculino e que o [[fen\u00f4meno]] do [[transexualismo]] pode ser entendido clinicamente como uma tentativa de defesa contra a amea\u00e7a de fus\u00e3o com a m\u00e3e. Esta fantasia \u00e9 t\u00e3o poderosa que esvazia a vida sexual desses pacientes. \u00c9 not\u00f3ria a assexualidade dos transexuais \"verdadeiros\". Muitos resumem sua [[vida sexual]] antes da [[cirurgia]] a uma [[masturba\u00e7\u00e3o]] quase que sem fantasias, mec\u00e2nica, em que surgem vagas express\u00f5es fantasiosas heterossexuais nas quais o paciente v\u00ea a si mesmo como mulher. O prazer nesses casos \u00e9 m\u00ednimo, beirando uma [[anedonia]].\n\nPerson e Ovesey evoluem sua conceitua\u00e7\u00e3o estabelecendo os conceitos de transexualismo prim\u00e1rio e secund\u00e1rio. No transexualismo prim\u00e1rio, a crian\u00e7a recorreria a uma [[fantasia]] reparativa de [[fus\u00e3o]] [[simbi\u00f3tica]] com a m\u00e3e para conter a ansiedade de separa\u00e7\u00e3o. Esta seria a etapa mais primitiva de um \"continuum\" de desenvolvimento e geraria uma identidade de g\u00eanero amb\u00edgua que impediria um desenvolvimento sexual adequado, levando os indiv\u00edduos a uma relativa assexualidade e a uma atividade masturbat\u00f3ria pouco prazerosa e fantasiosa.\n\nJ\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao transexualismo secund\u00e1rio, dividido em transexualismo homossexual e transexualismo transv\u00e9stico, n\u00e3o ocorre a fus\u00e3o simbi\u00f3tica com a m\u00e3e mas, sim, uma rela\u00e7\u00e3o transicional com objetos parciais. Neles a vida sexual pode ser intensa. Dessa maneira, pode-se pensar em uma \"s\u00edndrome transexual\", evoluindo desde um transexualismo prim\u00e1rio a um secund\u00e1rio. Com isso, estabelece-se uma abordagem e conduta para os transexuais, al\u00e9m de uma vis\u00e3o na qual o tratamento pode ser diferenciado baseado na evolu\u00e7\u00e3o psicodin\u00e2mica, adequa\u00e7\u00e3o social, adequa\u00e7\u00e3o pessoal e vida sexual.\n\nCosta (1992, p. 146),Costa JF. A inoc\u00eancia e o v\u00edcio: estudos sobre o homoerotismo. Rio de Janeiro: Redume-Dumar\u00e1; 1992. psicanalista brasileiro, analisa o que denomina comportamento homoer\u00f3tico: ''O importante para a psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 dizer que o homem \u00e9 \"por natureza\" bom ou mau. O homem, disse [[Hannah Arendt]], s\u00f3 existe no plural. N\u00e3o existe uma \"natureza humana\"; existem condi\u00e7\u00f5es humanas.''\n\nJ\u00e1 a respeito do desenvolvimento do transexualismo feminino, poucos autores ligados \u00e0 psican\u00e1lise desenvolvem hip\u00f3teses. Encontra-se em Socarides a descri\u00e7\u00e3o de quatro caracter\u00edsticas presentes em \"transexuais femininos verdadeiros\" que tamb\u00e9m podem ser aplicadas aos transexuais masculinos:\n# Intenso, insistente e persistente desejo de ter seu corpo transformado no de uma pessoa do sexo oposto;\n# Convic\u00e7\u00e3o de ter sido aprisionado no corpo do sexo errado;\n# Imita\u00e7\u00e3o concomitante do comportamento de uma pessoa do sexo oposto;\n# Procura insistente de transforma\u00e7\u00e3o sexual por meio de cirurgia e de uso de horm\u00f4nios.\n\nOs psicanalistas Volkan e Masri,Volkan VD, Masri A. The development of female transsexualism. ''Am J Psycother''. 1989;43(1):92-107. seguindo as diretrizes de [[Socarides]], apresentam caracter\u00edsticas de desenvolvimento psicol\u00f3gico ligadas ao transexualismo feminino. S\u00e3o elas:\n\n# Est\u00e1 associada \u00e0 fase pr\u00e9-ed\u00edpica, entre os 18 meses e tr\u00eas anos de idade;\n# Sua identidade masculina se inicia precocemente na vida e se manifesta pelo uso de objetos entre as pernas, simulando um p\u00eanis;\n# O desenvolvimento da identidade masculina est\u00e1 ligada \u00e0 rela\u00e7\u00e3o estabelecida com a m\u00e3e e \u00e0 aus\u00eancia do pai. A m\u00e3e \u00e9 usualmente deprimida e sexualmente faminta. A menina, para compensar o sofrimento materno, de forma inconsciente, se identifica como homem e passa a usar objetos entre as pernas que substituem o p\u00eanis que lhe falta e a diferenciam da m\u00e3e deprimida e sofredora;\n# Na fase ed\u00edpica, ao n\u00e3o contar com o reconhecimento paterno, identifica-se com ele para escapar da rela\u00e7\u00e3o intensa com a m\u00e3e;\n# Como consequ\u00eancia, a menina desenvolve a caracter\u00edstica de ser centrada em si mesma e, na adolesc\u00eancia, o desejo cir\u00fargico de transforma\u00e7\u00e3o para concretamente ter um p\u00eanis.\n\nEm s\u00edntese, essas afirma\u00e7\u00f5es mant\u00eam o eixo de racioc\u00ednio psicanal\u00edtico desenvolvido no entendimento do transexualismo masculino. A especificidade no tocante ao transexualismo feminino encontra-se na liga\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e e na busca do p\u00eanis como aliviador do sofrimento materno e autenticador de sua identidade.\n\n==== Psicodrama ====\nA teoria do [[Psicodrama]], apresenta algumas possibilidades sobre as [[psicodin\u00e2mica]]s da quest\u00e3o transexual, avaliando e real\u00e7ando o contexto da rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e3e e crian\u00e7a, diferenciando-se assim da leitura intraps\u00edquica proposta pela [[psican\u00e1lise]].\n\n[[Jacob Levy Moreno]], criador do Psicodrama e de sua teoria, aborda pouco a tem\u00e1tica sexual, talvez como que para estabelecer sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Psican\u00e1lise. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 [[sexualidade]], h\u00e1 um texto no qual fala da necessidade de aquecimento para o ato sexual, visando uma melhor express\u00e3o desteMoreno JL. Psicodrama. 2a ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix; 1978.Moreno JL. Psicodrama. 9a ed. S\u00e3o Paulo: Cultrix; 1993.).\n\nJ\u00e1 quanto \u00e0 quest\u00e3o da identidade e sua constru\u00e7\u00e3o, da qual pode-se ampliar para a identidade sexual, ele diz:\n{{quote2|''Identidade n\u00e3o deve ser confundida com identifica\u00e7\u00e3o. Identifica\u00e7\u00e3o sup\u00f5e a exist\u00eancia de um eu estruturado que tenta encontrar sua identidade com um outro eu igualmente estruturado. Identifica\u00e7\u00e3o pode produzir-se apenas depois que a crian\u00e7a cresceu e desenvolveu sua capacidade de se distinguir de outras pessoas. Referimos, pois, identidade \u00e0 fase mais precoce do desenvolvimento da crian\u00e7a'' (Moreno, 1974, p. 116Moreno JL. ''Psicoterapia de grupo e psicodrama''.'' S\u00e3o Paulo: Mestre Jou; 1974.).| }}\n\nPercebe-se que [[Jacob Levy Moreno|Moreno]] n\u00e3o se afasta muito da [[Psican\u00e1lise]] no entendimento da [[identidade]] como atividade prim\u00e1ria e necess\u00e1ria para que ocorra uma identifica\u00e7\u00e3o. Portanto, se h\u00e1 um problema de identidade sexual, haver\u00e1 dificuldade na identifica\u00e7\u00e3o sexual.\n\nCostaCosta RP. Os onze sexos: as m\u00faltiplas faces da sexualidade humana. S\u00e3o Paulo: Gente; 1994. encara o transexualismo como uma inadequa\u00e7\u00e3o extrema da identidade de g\u00eanero, resultando em grande sofrimento e \"aprisionamento da alma feminina num corpo masculino\" no caso de transexualismo masculino, ou o contr\u00e1rio, no caso de transexualismo feminino.\n\nMerengu\u00e9Merengu\u00e9 D. Sexualidades e espontaneidade criadora. Revista Brasileira de Psicodrama. 1999;7(2):65-74. se reporta a Moreno na tentativa de compreender as sexualidades atuais, utilizando-se do conceito de '''\"espontaneidade criadora\"'''. O surgimento das novas sexualidades seria express\u00e3o de movimentos espont\u00e2neos e criativos. Portanto, o transexualismo pode ser entendido como manifesta\u00e7\u00e3o criativa do ser humano, uma nova possibilidade de express\u00e3o sexual.\n\nJ\u00e1 FonsecaFonseca J. Psicoterapia da rela\u00e7\u00e3o: elementos de psicodrama contempor\u00e2neo. S\u00e3o Paulo: \u00c1gora; 2000. faz uma releitura da [[sexualidade]] como desenvolvimento e instrumento relacional, levando em conta a '''Teoria da Matriz de Identidade'''.\n\nEssa \u00e9 uma quest\u00e3o recorrente dos autores psicodramatistas. Muitos deles, no que concerne o desenvolvimento humano, partem igualmente da rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e\u2013beb\u00ea como prim\u00f3rdio decisivo na constru\u00e7\u00e3o do [[psiquismo]], assim como [[Jacob Levy Moreno|Moreno]], que declara: ''\"a dedica\u00e7\u00e3o corporal do beb\u00ea \u00e0 m\u00e3e \u00e9 precursora do comportamento ulterior no papel sexual\"''.\n\n\u00c9 a partir desse enunciado que se estrutura um dos referenciais te\u00f3ricos do [[psicodrama]], a '''Matriz de Identidade'''.\n\nPor essa teoria, antes mesmo do beb\u00ea nascer, seu lugar no mundo j\u00e1 come\u00e7a a ser planejado por aqueles que v\u00e3o participar ativamente de seu processo de desenvolvimento e forma\u00e7\u00e3o. Este planejamento inclui desde o espa\u00e7o f\u00edsico que o abrigar\u00e1 nesta chegada, os objetos que o circundar\u00e3o, o clima afetivo desta espera e as expectativas daqueles que o aguardam, depositadas em um processo nem sempre consciente. A intera\u00e7\u00e3o dos fatores materiais, sociais e psicol\u00f3gicos que ocorrem neste lugar pr\u00e9existente, modificado pelo nascimento do sujeito, \u00e9 o que se chama '''Matriz de Identidade'''.\n\nPara [[Jacob Levy Moreno|Moreno]], existiriam dois momentos espec\u00edficos de desenvolvimento relacional entre um beb\u00ea e sua m\u00e3e. A esses momentos deu o nome de \"universos\". O primeiro, chamado de \"universo da crian\u00e7a\", compreenderia dois per\u00edodos:\n* '''1\u00ba per\u00edodo''': como o desenvolvimento psicol\u00f3gico ocorre paralelamente ao amadurecimento dos sistemas perceptivos, as no\u00e7\u00f5es de proximidade e dist\u00e2ncia f\u00edsicas, percep\u00e7\u00e3o auditiva e visual apresentam-se como experi\u00eancias m\u00faltiplas e indivis\u00edveis, caracterizando-se por uma identidade total.\n* '''2\u00ba per\u00edodo''': inicia-se uma diferencia\u00e7\u00e3o parcial que \u00e9 tamb\u00e9m chamada de '''identidade total diferenciada''', em que objetos, animais e pessoas come\u00e7am a se tornar espec\u00edficos. Tal diferencia\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o ocorre entre o real e o imagin\u00e1rio, entre a apar\u00eancia das coisas e como elas realmente s\u00e3o.\n\nNo in\u00edcio do segundo universo formam-se dois conjuntos de processos de aquecimento preparat\u00f3rio. Um deles diz respeito aos atos de [[realidade]] e o outro, aos de [[fantasia]]. No indiv\u00edduo, os dois processos come\u00e7am a se organizar simultaneamente, capacitando-o a passar de um ao outro e instrumentando a crian\u00e7a a lidar com suas fantasias e a realidade que a cerca.\n\nPara [[Jacob Levy Moreno|Moreno]], o treino de espontaneidade como princ\u00edpio consciente e construtivo opera este processo de aquecimento preparat\u00f3rio para o surgimento de dois novos conjuntos de pap\u00e9is - os pap\u00e9is sociais e psicodram\u00e1ticos -, sendo a base psicol\u00f3gica para todos os processos de desempenho de pap\u00e9is e para fen\u00f4menos, como a imita\u00e7\u00e3o. Estes processos est\u00e3o nas fases da '''Matriz de Identidade''', que [[Jacob Levy Moreno|Moreno]] dividiu inicialmente em cinco fases:\n# A crian\u00e7a, a m\u00e3e e os objetos s\u00e3o uma coisa s\u00f3. \u00c9 chamada tamb\u00e9m de fase da indiferencia\u00e7\u00e3o.\n# A crian\u00e7a concentra-se no outro e estranha parte dela.\n# A aten\u00e7\u00e3o se inverte, a crian\u00e7a concentra-se nela mesma e o outro \u00e9 parcialmente ignorado.\n# Marca a presen\u00e7a dela e do outro. \u00c9 capaz de tomar o papel do outro de forma a represent\u00e1-lo.\n# A crian\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 representa a outra parte como permite que o outro a represente (invers\u00e3o de pap\u00e9is).\n\n[[Jacob Levy Moreno|Moreno]] posteriormente agrupou essas cinco fases em tr\u00eas, para real\u00e7ar suas caracter\u00edsticas relacionais, e as denominou como:\n* '''Fase do Duplo''': \u00e9 a fase que corresponde \u00e0 indiferencia\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos outros, a ela e a tudo que a cerca. Ela precisa de algu\u00e9m que decodifique adequadamente suas necessidades f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas e que fa\u00e7a por ela o que ela n\u00e3o consegue fazer por si mesma; um outro eu ao qual [[Jacob Levy Moreno|Moreno]] deu o nome de [[ego-auxiliar]].\n* '''Fase do Espelho''': come\u00e7a o processo de diferencia\u00e7\u00e3o entre a crian\u00e7a e o outro. O centro de sua aten\u00e7\u00e3o \u00e9 flutuante, ora nela mesma, ora no outro. Nesta fase n\u00e3o consegue ainda estabelecer a diferen\u00e7a entre o mundo interno e o externo, porque n\u00e3o consegue diferenciar [[fantasia]] de [[realidade]].\n* '''Fase de Invers\u00e3o''': ap\u00f3s estabelecer a diferen\u00e7a entre si e o outro, a crian\u00e7a consegue tomar o papel deste, experimentando este lugar e, em seguida, n\u00e3o s\u00f3 trocando, mas invertendo, permitindo assim que o outro se coloque tamb\u00e9m no lugar dela. Estabelece assim uma rela\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima do real.\n\nFonseca,Fonseca J. Psicodrama da loucura. S\u00e3o Paulo: \u00c1gora; 1980. partindo das ideias de [[Jacob Levy Moreno|Moreno]] e de [[Martin Buber]], oferece descri\u00e7\u00e3o apurada das fases da '''Matriz de Identidade''':\n* '''Indiferencia\u00e7\u00e3o''': a ideia quanto \u00e0 rela\u00e7\u00e3o a exist\u00eancia do ser humano como ser c\u00f3smico ilustra esta fase, em que a crian\u00e7a se encontrase \"misturada\" com o mundo que a cerca. A crian\u00e7a n\u00e3o sobrevive sozinha e existe a predomin\u00e2ncia de um sistema interoceptivo, apenas de sensa\u00e7\u00f5es (fome, frio, dor, desconforto, etc.).\n* '''Simbiose''': a identidade c\u00f3smica inicial vai aos poucos se transformando em viv\u00eancia de depend\u00eancia necess\u00e1ria para posteriormente revelar-se em um \"eu\" e em um \"tu\". A forte liga\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e caracteriza esta fase t\u00e3o importante para o surgimento da pr\u00f3pria identidade.\n* '''Reconhecimento do Eu''': existe aqui a aten\u00e7\u00e3o concentrada da crian\u00e7a em si mesma, representa uma fase de descobertas graduais de quem \u00e9 ela e de quem \u00e9 o outro. \u00c9 o in\u00edcio de um processo de autoconhecimento e de reconhecimento das sensa\u00e7\u00f5es cada vez mais complexas e desenvolvidas. \u00c9 tamb\u00e9m o momento em que a crian\u00e7a toma consci\u00eancia do corpo, da imagem. Percebe a separa\u00e7\u00e3o existente entre seu corpo, o de sua m\u00e3e, o de outras pessoas e de objetos.\n* '''Reconhecimento do Tu''': quando a crian\u00e7a come\u00e7a a se interessar mais pelos objetos, animais e pessoas que a cercam, descobrindo-os como aut\u00f4nomos e diferentes de si. Ela interage com o mundo, aprendendo atrav\u00e9s do estabelecimento dos limites e possibilidades dessas rela\u00e7\u00f5es.\n\nPara Fonseca, \u00e9 a partir desta fase discriminat\u00f3ria que as rela\u00e7\u00f5es poder\u00e3o evoluir de forma dual, triangular e grupal.\n\nPara [[Jacob Levy Moreno|Moreno]], na passagem do primeiro para o segundo universo, existiria o que chamou de \"brecha\" entre [[fantasia]] e [[realidade]], ou seja, a diferencia\u00e7\u00e3o entre estes dois fen\u00f4menos. A partir do reconhecimento do eu, a crian\u00e7a come\u00e7a a estabelecer as diferen\u00e7as entre o que \u00e9 a realidade e o que \u00e9 sua fantasia. N\u00e3o se trata de abandonar o mundo de fantasias em prol da realidade, mas poder se transferir de um para o outro, dependendo do momento.\n{quote2|A fun\u00e7\u00e3o da realidade opera mediante interpola\u00e7\u00f5es de resist\u00eancias\u2026 impostas por outras pessoas, suas rela\u00e7\u00f5es, coisas e dist\u00e2ncias no espa\u00e7o e atos e dist\u00e2ncias no tempo (Moreno, 1993, p. 123). |}}\n\nResultante desta divis\u00e3o entre fen\u00f4menos reais e fict\u00edcios surgem formas de representa\u00e7\u00e3o derivadas da correla\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com pessoas, coisas e tudo o que a cerca no ambiente real e no que ela imagina fazer, ou n\u00e3o, parte de si mesma.\n\nNo desenvolvimento da '''Matriz de Identidade''', muitas situa\u00e7\u00f5es podem ocorrer, gerando dificuldades de relacionamento ou de percep\u00e7\u00e3o do mundo real ou imagin\u00e1rio, das pessoas e de seus sentimentos. Tais problemas de desenvolvimento podem ser compreendidos como transtornos e serem diagnosticados.\n\nFonseca (2000, p. 228), ao abordar ''Psicodrama e Sexualidade'', faz uma an\u00e1lise deste tema e seu desenvolvimento utilizando o referencial de Matriz de Identidade, chamando de \"reconhecimento do eu sexual\":\n:''Per\u00edodo em que a crian\u00e7a se d\u00e1 conta do pr\u00f3prio corpo, tomando consci\u00eancia dos genitais. Percebe a diferen\u00e7a entre os sexos. Realiza a identidade sexual: '''sou um menino, sou do sexo masculino ou sou uma menina, sou do sexo feminino'''. A fase do reconhecimento do eu sexual tamb\u00e9m pode ser chamada fase do '''espelho sexual'''. A partir da\u00ed se forma a identidade de g\u00eanero, compreendida aqui como uma constru\u00e7\u00e3o social''.\n\nMais adiante, Fonseca (2000, p. 239-240) descreve os transexuais segundo suas identidades existencial, sexual e sexual relacional:\n# Eu sou eu, Jo\u00e3o.\n# Eu sou eu, Jo\u00e3o, que apesar de ser menino gostaria de ser menina (Joana).\n# Eu sou eu, Jo\u00e3o, que apesar de ser menino gostaria de ser menina (Joana), e gosto de fazer sexo com meninos.\n\n\u00c9 a partir desta refer\u00eancia que Mutti ''et al.''Mutti KR, Saadeh A, Abdo CHN. (Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo). Transsexualismo e psicodrama: uma proposta de entendimento. (Apresentado ao XII Congresso Brasileiro de Psicodrama; 2000; \u00c1guas de S\u00e3o Pedro, SP). prop\u00f5e um entendimento psicodram\u00e1tico do transexualismo.\n\nObservando as hist\u00f3rias de vida de seus pacientes, percebem que eles - transexuais masculinos ou femininos - tiveram em seu desenvolvimento uma m\u00e3e ou figura materna desempenhando o papel de [[ego-auxiliar]] na fase de reconhecimento do eu sexual e que era ainda participante ativa na aceita\u00e7\u00e3o e est\u00edmulo do reconhecimento do eu sexual contr\u00e1rio \u00e0 sua anatomia. Ou seja, ao filho anatomicamente do sexo masculino, uma aceita\u00e7\u00e3o e est\u00edmulo a pertencer ao sexo feminino, e vice-versa.\n\nRelembrando [[Jacob Levy Moreno|Moreno]], os alicerces do primeiro processo de aprendizagem emocional e sexual da crian\u00e7a s\u00e3o lan\u00e7ados pela '''Matriz de Identidade'''. A crian\u00e7a vive no tempo imediato e esta co-exist\u00eancia, co-a\u00e7\u00e3o e co-experi\u00eancia exemplificam a rela\u00e7\u00e3o do beb\u00ea com as pessoas e objetos \u00e0 sua volta. Particularmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e, seu [[ego-auxiliar]], tudo o que ela faz e preconiza \u00e9 para a crian\u00e7a como por\u00e7\u00e3o [[inconsciente]] de seu eu. Aconte\u00e7a o que acontecer durante o crescimento da crian\u00e7a, esta experi\u00eancia precoce de identidade modela seu destino.\n\n==== Outras abordagens ====\nMutti ''et al.'' sugerem que a passagem pela brecha entre a fantasia e a experi\u00eancia da realidade possibilita \u00e0 crian\u00e7a estabelecer a posterior tomada de papel do outro e a invers\u00e3o de pap\u00e9is. Portanto, a transsexualidade pode ser explicada pela impossibilidade de haver ocorrido o estabelecimento da fun\u00e7\u00e3o de realidade, que deveria operar mediante a interpola\u00e7\u00e3o de resist\u00eancias propostas pela m\u00e3e que provavelmente n\u00e3o o fez. Sendo assim, n\u00e3o havendo facilita\u00e7\u00e3o pelo seu ego-auxiliar (m\u00e3e) para vencer essa barreira, pouco adianta a imposi\u00e7\u00e3o social de uma realidade que n\u00e3o lhe pertence:\n\n{quote2|''\u00c9 como se uma parte fundamental de sua exist\u00eancia estivesse deslocada das outras viv\u00eancias afetivas, sensoriais e perceptivas, e presa a uma figura aceita por seu ego-auxiliar e estimulada por ele.\n:A constru\u00e7\u00e3o de uma identidade sexual madura fica prejudicada. N\u00e3o h\u00e1 supera\u00e7\u00e3o da brecha entre fantasia e realidade e a estrutura\u00e7\u00e3o de uma identidade sexual se d\u00e1 a partir de um eu ilus\u00f3rio, um eu parcialmente diferenciado e reconhecido como verdadeiro por aquele indiv\u00edduo, a que gostar\u00edamos de chamar de um '''eu delirante'''. |}}\n\nA quest\u00e3o leva os autores a pensar que talvez s\u00f3 o desenvolvimento da identidade sexual esteja prejudicado por esta estrutura\u00e7\u00e3o de um \"eu delirante\" decorrente de um n\u00e3o-reconhecimento do eu sexual biol\u00f3gico e da n\u00e3o-supera\u00e7\u00e3o da brecha entre fantasia e realidade devido a um ego-auxiliar deficiente. As quest\u00f5es referentes \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o sexual e outros aspectos da vida estariam ligadas a fen\u00f4menos de identifica\u00e7\u00e3o e n\u00e3o aos da forma\u00e7\u00e3o da identidade sexual, exatamente como sugere Moreno quando se refere \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de maneira geral:\n\n{{quote2|''Os mecanismos determinantes da orienta\u00e7\u00e3o sexual parecem, portanto, serem distintos dos que determinam a identidade sexual, sendo esta primordial e aquela sequencial e aut\u00f4noma''. | }}\n\n[[Imagem:Identidade de g\u00eanero.JPG|thumb|450px|Defini\u00e7\u00e3o de identidade de g\u00eanero segundo diferentes escolas psicol\u00f3gicas.]]\n\nAlguns pesquisadores, discordantes do que chamam de vis\u00e3o \"essencialista\" da identidade sexual proposta pelas escolas psicodin\u00e2micas, prop\u00f5em uma teoria chamada construcionista desta identidade.De Cecco JP. Definition and meaning of sexual orientation. J Homosex. 1981;6:51-67.Plummer K. Going gay: identities, life cycles and lifestyles in the male gay world. In: Hart J, Richardson D, editors. The theory and practice of homosexuality. Boston: Routledge & Kegan Paul; 1981.Hart J. Therapeutic implications of viewing sexual identity in terms of essentialist and constructionist theories. J Homosex. 1984;9(4):39-51. Nessa teoria, a identidade sexual \u00e9 constru\u00edda a partir de refer\u00eancias sociais e pol\u00edticas; portanto, \"a identidade sexual \u00e9 l\u00e1bil e pode ser terapeuticamente modificada\".\n\nOutras abordagens psicol\u00f3gicas sobre o estabelecimento de identidade sexual seriam as teorias de aprendizado social e de desenvolvimento cognitivo. Diferentemente da psican\u00e1lise e do psicodrama, prop\u00f5em a import\u00e2ncia do refor\u00e7o e dos facilitadores ambientais para que tal comportamento se instale, se manifeste e se mantenha.\n\nAs teorias de aprendizado social postulam que o fen\u00f4meno de identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 mesmo v\u00e1lido mas, diferentemente da psican\u00e1lise, prop\u00f5em que a crian\u00e7a apreende e ret\u00e9m os modelos de comportamento expostos pelos pais ou figuras afetivamente importantes, o que induz ou refor\u00e7a seu comportamento e facilita o fen\u00f4meno de identifica\u00e7\u00e3o com o modelo afetivo. Isso tamb\u00e9m seria v\u00e1lido para as quest\u00f5es de g\u00eanero.Kessler SJ, Mckenna W. Gender: an ethinomethodological approach. New York: Wiley-Interscience, 1978 .\n\nJ\u00e1 as teorias de desenvolvimento cognitivo, baseadas na ideias de Piaget, prop\u00f5em que a crian\u00e7a desenvolve progressivamente a no\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, a qual g\u00eanero pertence e sua imutabilidade, podendo a\u00ed se identificar com os valores pertencentes ao g\u00eanero desenvolvido e a seus pais. As no\u00e7\u00f5es de diferen\u00e7as genitais s\u00f3 acontecem ap\u00f3s ter se desenvolvido uma identidade de g\u00eanero.\n\nMais recentemente, o di\u00e1logo entre a medicina, psiquiatria, psican\u00e1lise, psicologia e as ci\u00eancias humanas possibilita a compreens\u00e3o da disforia de g\u00eanero sob um outro prisma que n\u00e3o o da patologiza\u00e7\u00e3o da n\u00e3o conformidade entre o sexo do nascimento e o g\u00eanero de uma pessoa. Tanto o termo ''transexualismo'' como a no\u00e7\u00e3o de \u201ctranstorno de identidade\u201d s\u00e3o oriundos de uma racionalidade que pressup\u00f5e que o sexo \u00e9 algo definido pela natureza, fundamentado no corpo org\u00e2nico, biol\u00f3gico e gen\u00e9tico, e que o g\u00eanero \u00e9 algo que se adquire atrav\u00e9s da cultura. Esta compreens\u00e3o se baseia na percep\u00e7\u00e3o de que o sexo -homem ou mulher - \u00e9 um dado natural, anist\u00f3rico, e de que o g\u00eanero \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e social. Esta tese, por\u00e9m, por um lado determinista e por outro, construtivista, restringe em muito a possibilidade de compreens\u00e3o das subjetividades e das sexualidades\".{{citar web|url=http://www.scielo.br/pdf/physis/v19n1/v19n1a03.pdf|t\u00edtulo=Do diagn\u00f3stico de transtorno de identidade de g\u00eanero \u00e0s redescri\u00e7\u00f5es da experi\u00eancia da transexualidade: uma reflex\u00e3o sobre g\u00eanero, tecnologia e sa\u00fade|acessodata=24 de outubro de 2013|autor=AR\u00c1N, M\u00e1rcia; MURTA, Daniela|peri\u00f3dico=Revista de Sa\u00fade Coletiva|ano=2009|p\u00e1gina=33}} Nesse sentido, o movimento feminista, o movimento LGBT e o movimento de pessoas transexuais, travestis e transg\u00eaneros possibilitou o deslocamento de alguns enunciados m\u00e9dicos e a emerg\u00eancia de novos sujeitos do conhecimento, mas o que permanece como quest\u00e3o \u00e9tico-pol\u00edtica s\u00e3o os crit\u00e9rios de acesso \u00e0s tecnologias de modifica\u00e7\u00e3o do sexo corporal.\n\n== Preval\u00eancia e incid\u00eancia ==\nA [[incid\u00eancia]] do transexualidade tende a permanecer a mesma, enquanto a [[preval\u00eancia]] revela uma varia\u00e7\u00e3o muito grande desde os primeiros trabalhos a esse respeito at\u00e9 os mais recentes, variando entre pa\u00edses e em \u00e9poca estudada dentro de um mesmo [[pa\u00eds]]. Contudo, a [[raz\u00e3o]] entre transexuais masculinos e femininos se mant\u00e9m est\u00e1vel em 3:1 independentemente do pa\u00eds ou [[\u00e9poca]].Ferreira FD. Transtornos de identidade sexual. In: Abdo CHN. Sexualidade humana e seus transtornos. 2a ed. S\u00e3o Paulo: Lemos; 2000.Bancroft J. Human sexuality and its problems. 2nd ed. Singapore: Longman; 1989.\n\nNo entanto, publica\u00e7\u00f5es mais recentes contestam esses n\u00fameros, como mostram dados de preval\u00eancia e incid\u00eancia em v\u00e1rios pa\u00edses e \u00e9pocas. Vale a pena ressaltar que os dados s\u00e3o sempre para indiv\u00edduos maiores de 15 anos.\n\nS\u00e3o exemplos de preval\u00eancia estudada o trabalho cl\u00e1ssico que Pauly (1968)Pauly IB. The current status of the change of sex operation. J Nerv Ment Dis. 1968;(147):460-71. realizou nos [[Estados Unidos]]; pesquisa que apresentou n\u00fameros como 1:100.000 de transexuais masculinos e 1:400.000 de transexuais femininos. J\u00e1 o de W\u00e4llinder (1971), realizado na [[Su\u00e9cia]], revelou n\u00fameros da ordem de 1:37.000 de transexuais masculinos e de 1:103.000 de transexuais femininos. Quanto \u00e0 incid\u00eancia anual, W\u00e4llinderWalinder J. Incidence and sex ratio of transsexualism in Sweden. ''Br J Psychiatry''. 1971;119:195-6. aponta n\u00fameros da ordem de 0,20:100.000 e, mais interessante, \u00e9 a propor\u00e7\u00e3o encontrada entre transexuais masculinos e femininos variando de 2,8:1 em 1967 a 1:1 em 1971.\n\nNa [[Inglaterra]] e [[Pa\u00eds de Gales]], Hoenig e KennaHoenig J, Kenna JC. The prevalence of transsexualism in England and Wales. ''Br J Psychiatry''. 1974;124:181-90. encontraram valores como 1,90:100.000 na [[popula\u00e7\u00e3o]], de 1:34.000 de transexuais masculinos e 1:108.000 de transexuais femininos. J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o por sexo \u00e9 de 3,25:1 de transexuais masculinos em rela\u00e7\u00e3o aos femininos. A incid\u00eancia encontrada foi de 0,17-0,26: 100.000 habitantes e a propor\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres, 1:1.\n\nRoss ''et al.''Ross MW, Walinder J, Lundstrom B, Thowe I. Cross-cultural approaches to transsexualism. A comparison between Sweden and Australia. ''Acta Psychiatr Scand''. 1981;63:75-82. encontraram na [[Austr\u00e1lia]] uma preval\u00eancia total de 1:42.000, sendo 1:24.000 de transexuais masculinos, 1:150.000 de transexuais femininos e uma propor\u00e7\u00e3o de 6,1:1 a favor dos transexuais masculinos. Al\u00e9m disso, referem uma incid\u00eancia de 0,58:100.000 habitantes e uma propor\u00e7\u00e3o de 5:1 entre homens e mulheres.\n\nJ\u00e1 em [[Singapura]] os n\u00fameros encontrados por TsoiTsoi WF. The prevalence of transsexualism in Singapore. ''Acta Psychiatr Scand''. 1988;78:501-4. foram de 35,2:100.000 no total, de 1:2.900 de transexuais masculinos e 1:8.300 de transexuais femininos, uma propor\u00e7\u00e3o de 3:1 a favor dos transexuais masculinos.\n\nNa [[Holanda]], Eklund ''et al.''Eklund PLE, Gooren LJG, Bezemer PD. Prevalence of transsexualism in the Netherlands. ''Br J Psychiatry''. 1998;152:638-40. apresentaram valores de 1:18.000 de transexuais masculinos e 1:54.000 de transexuais femininos e uma propor\u00e7\u00e3o de 3:1 de transexuais masculinos em rela\u00e7\u00e3o aos femininos, o que difere em n\u00fameros absolutos de outra pesquisa realizada no mesmo pa\u00eds por Bakker ''et al.'', que revelou 1:11.900 transexuais masculinos, 1:30.4000 transexuais femininos e uma propor\u00e7\u00e3o de 2,5:1 de transexuais masculinos em rela\u00e7\u00e3o aos femininos.\n\nNa [[Alemanha]], Weitze e Osburg{{ref-artigo|autor=Weitze C, Osburg S |t\u00edtulo=Transsexualism in Germany: empirical data on epidemiology and application of the german transsexuals\u2019 act during its first ten years |ano=1996 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=25 pp.409-425 |n\u00famero=4 |id=0004-0002 ISSN}} encontraram n\u00fameros compat\u00edveis com 1:36.000 de transexuais masculinos e 1:94.000 de transexuais femininos. A preval\u00eancia total de 1:42.000 e propor\u00e7\u00e3o de 2,3:1 de transexuais masculinos em rela\u00e7\u00e3o aos femininos.\n\nPor fim, na [[Esc\u00f3cia]], Wilson ''et al.''Wilson P, Sharp C, Carr S. The prevalence of gender dysphoria in Scotland: a primary care study. Br J Gen Pract. 1999;49(449):991-2. encontraram n\u00fameros da ordem de 8.18:100.000 de preval\u00eancia total de transexualismo e uma propor\u00e7\u00e3o de 4:1 de transexuais masculinos em rela\u00e7\u00e3o aos femininos.\n\nLand\u00e9n ''et al.'',Land\u00e9n M, Walinder J, Lundstr\u00f6m B. Incidence and sex ratio of transsexualism in Sweden. Acta Psychiatr Scand. 1996;93:261-3. em estudo com dura\u00e7\u00e3o de 20 anos realizado na Su\u00e9cia, encontrou uma incid\u00eancia anual de solicita\u00e7\u00f5es para mudan\u00e7a de sexo de 0,17:100.000 habitantes. A propor\u00e7\u00e3o de transexuais masculinos para femininos foi de 1,4:1 e a incid\u00eancia de transexualismo prim\u00e1rio foi de 0,14:100.000 habitantes, al\u00e9m da propor\u00e7\u00e3o ser a mesma para homens e mulheres com esse diagn\u00f3stico.\n\nOs autores concluem que a incid\u00eancia de transexualismo se mant\u00e9m constante atrav\u00e9s dos anos e que a incid\u00eancia de transexualismo prim\u00e1rio \u00e9 a mesma entre homens e mulheres, enquanto que em um grupo maior de solicitantes de redesigna\u00e7\u00e3o sexual que inclui homossexuais, travestis e outros casos de diagn\u00f3stico incerto, os homens predominam.\n\nLand\u00e9n ''et al.'',Land\u00e9n M, Walinder J, Lundstr\u00f6m B. (b) Review article: prevalence, incidence and sex ratio of transsexualism. Acta Psychiatr Scand. 1996;93:221-3. em trabalho de revis\u00e3o, discutem as varia\u00e7\u00f5es encontradas e chegam \u00e0 conclus\u00e3o de que:\n* a preval\u00eancia se encontra pr\u00f3xima dos valores adotados pelo DSM-IV, de 1:30.000 de adultos masculinos e de 1:100.000 de adultos femininos, que buscam [[cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual]];\n* a incid\u00eancia permanece praticamente a mesma, de 0,15 \u2013 0,17:100.000 habitantes acima dos 15 anos de idade;\n* a propor\u00e7\u00e3o entre [[homens]] e [[mulheres]] varia de 1:1 entre transexuais masculinos e femininos prim\u00e1rios at\u00e9 4:1 entre homens e mulheres de um grupo com diagn\u00f3stico incerto;\n* a propor\u00e7\u00e3o total de pessoas que buscam avalia\u00e7\u00e3o para redesigna\u00e7\u00e3o sexual ficaria por volta de 1,7:1 entre homens e mulheres da amostra geral.\n\nPelos dados apresentados, v\u00ea-se que as conclus\u00f5es a que Land\u00e9n ''et al.'' chegam, mostram-se consistentes e adequadas a uma realidade geral. Contudo, trabalho de Herman-Jeglinska ''et al.''{{ref-artigo|autor=Herman-Jeglinska A, Grabowska A, Dulko S |t\u00edtulo=Masculinity, feminility, and transsexualism |ano=2002 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=31 pp.527-534|n\u00famero=6 |id=0004-0002 ISSN}} afirma que \"diferentemente dos pa\u00edses ocidentais, o transexualismo masculino para feminino \u00e9 muito menos comum que o feminino para masculino\" na Pol\u00f4nia, estando na propor\u00e7\u00e3o de 1:3,4, ou seja um transexual masculino para 3,4 femininos.\n\nOlsson e M\u00f6ller,{{ref-artigo|autor=Olsson, S.E.; M\u00f6ller, A.R |t\u00edtulo=On the incidence and sex ratio of transsexualism in Sweden, 1972-2002 |ano=2003 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=32 pp.381-386 |n\u00famero=4 |id=0004-0002 ISSN}} ao avaliar os pedidos de cirurgias de redesigna\u00e7\u00e3o sexual na [[Su\u00e9cia]], no per\u00edodo de julho de 1972 at\u00e9 junho de 2002, encontram dados significativos de que a raz\u00e3o sexual de 1:1 (final dos anos 1960) elevou-se para 2:1 (final dos anos 1990) em favor dos transexuais masculinos. Atualmente, os transexuais masculinos s\u00e3o seis anos mais velhos que os femininos na \u00e9poca do pedido e oito anos mais velhos do que eram h\u00e1 20 anos no momento da requisi\u00e7\u00e3o.\n\n=== Tratamento da transexualidade ===\nPor volta de [[1972]], o Comit\u00ea da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Americana para a Sexualidade Humana publicou texto afirmando que a [[psicoterapia]] era ineficiente para transexuais adultos, e que a Terapia de Redesigna\u00e7\u00e3o Sexual era mais \u00fatil. ''(Human Sexuality. The American Medical Association Committee on Human Sexuality. Chicago. 1972.)'' Numerosos outros tratamentos foram usados no passado, sendo agora considerados ineficientes para pessoas com significante e persistente identidade de g\u00eanero invertida, incluindo terapia de avers\u00e3o, medicamentos psicoativos, terapia eletroconvulsiva, tratamentos hormonais consistentes com o g\u00eanero do nascimento e mesmo a simples psicoterapia.\n\nTerapia reparativa, conhecida por seu uso em pessoas gays e l\u00e9sbicas, foi tamb\u00e9m aplicada em transg\u00eaneros e transexuais, j\u00e1 que varia\u00e7\u00f5es de comportamento de g\u00eanero s\u00e3o vistas por proponentes de terapia reparativa como uma extrema forma de homossexualidade. Apesar de muitas das associa\u00e7\u00f5es profissionais m\u00e9dicas criticarem a terapia reparativa seu uso continua a ser incentivado como tratamento tanto para homossexuais como para transexuais por muitas organiza\u00e7\u00f5es e psic\u00f3logos que acreditam no direito de se querer ter seu comportamento condizente com sua sexualidade biol\u00f3gica. Al\u00e9m disso, o Relat\u00f3rio de Kinsey, segundo a revista m\u00e9dica Lancet, foi demolido com o trabalho da Dra. Judith Reisman.Reisman,Dr.Judith. \"Kinsey: Crimes & Consequenses\". The Institue for Media Eduacation. Arlington-EUAm 1998. O trabalho da Dra.Reisman mostrou fraudes nos m\u00e9todos de Kinsey, o que tamb\u00e9m foi relatado no Canadian Medical Journal,October 15, 1991 Canadian Medical Association Journal incluindo acusa\u00e7\u00f5es de pedofilia ao Instituto Kinsey.\n\nAlguns chamam de tratamento a a\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, valorizando o transtorno na [[identidade de g\u00eanero]] em detrimento das caracter\u00edsticas sexuais f\u00edsicas do paciente como sendo solu\u00e7\u00e3o para o conflito. Se os indiv\u00edduos expressam o desejo por tratamento psicol\u00f3gico sem se submeter \u00e0 [[Cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual]] (CRS), o conselho psicoeducacional pode ajudar. Ainda, algumas pessoas transexuais que venham a ter durante suas vidas um significante conflito entre identidade de g\u00eanero e seu sexo corporal, podem apresentar-se para tratamento hormonal sem necessariamente requisitar uma CRS. Suas raz\u00f5es para n\u00e3o se submeterem \u00e0 transi\u00e7\u00e3o completa podem incluir fam\u00edlia, atividade profissional, percep\u00e7\u00e3o da dificuldade de transicionar-se, cren\u00e7as religiosas, inabilidade de financiar uma transi\u00e7\u00e3o e mesmo idade avan\u00e7ada ou problemas m\u00e9dicos cr\u00f4nicos. Independentemente das raz\u00f5es, se tal decis\u00e3o \u00e9 consistente, ela deve ser respeitada.\n\n=== Causas f\u00edsicas ===\nH\u00e1 uma teoria que afirma que h\u00e1 causas f\u00edsicas para a transexualidade. Muitas pessoas transexuais assim o defendem porque clamam que se sentem como uma garota ou como um garoto desde que se reconhecem por gente. Entretanto, estudos na \u00e1rea de g\u00eanero cerebral t\u00eam sido esparsos.\n\nEvid\u00eancias interessantes v\u00eam de numerosos estudos demonstrando que a exposi\u00e7\u00e3o a horm\u00f4nios sexuais cruzados durante o desenvolvimento podem seguramente garantir a produ\u00e7\u00e3o de comportamentos sexuais cruzados em animais. Adicionalmente, estudos em g\u00eameos t\u00eam demonstrado uma forte origem heredit\u00e1ria para a transexualidade.{{citar peri\u00f3dico\n |t\u00edtulo=Concordance for gender identity among monozygotic and dizygotic twin pairs.\n |peri\u00f3dico=American Psychological Association\n |autor =Diamond, M and Hawk, S\n |data=2004\n |acessodata=2007-09-30}}{{citar peri\u00f3dico\n |t\u00edtulo=Two Monozygotic Twin Pairs Discordant for Female-to-Male Transsexualism\n | url =http://www.springerlink.com/content/k485127558214447/\n |peri\u00f3dico=Archives of Sexual Behavior\n |publicado=Springer Netherlands\n | volume =35\n |n\u00famero=3\n |p\u00e1ginas=346-57\n |autor =Nancy L. Segal\n |data=Jun. 2006\n |acessodata=2007-09-30}}{{citar jornal\n |t\u00edtulo=Transgender as Mental Illness: Nosology, Social Justice, and the Tarnished Golden Mean\n | url =http://nickgorton.org/misc/work/private_research/transgender_as_mental_illness.pdf\n |autor =R. Nick Gorton\n |data=2006\n |acessodata=2007-09-30}} Esses estudos prov\u00eam evid\u00eancias sugestivas de que a transexualidade pode ser determinada em parte pela gen\u00e9tica e pelo ambiente hormonal no \u00fatero.\n\nUm estudo recente na [[Alemanha]] demonstrou algumas das mais fortes evid\u00eancias de uma base f\u00edsica para a transexualidade. O estudo encontrou uma correla\u00e7\u00e3o entre raio digital e transexuais MtF (Masculino para Feminino). Em virtude de o raio digital estar diretamente relacionado \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o hormonal prenatal, isso tende a sustentar teorias que o ligam a transexuais MtF.{{citar peri\u00f3dico\n |t\u00edtulo=Typical female 2nd-4th finger length (2D:4D) ratios in male-to-female transsexuals \u2013 possible implications for prenatal androgen exposure\n |peri\u00f3dico=Psychoneuroendocrinology\n | volume =31\n |p\u00e1ginas=265-69\n |autor =Schneider HJ, Pickel J, Stalla GK\n |data=2006\n |acessodata=2007-09-30}}\n\n=== Obje\u00e7\u00f5es contra o estudo das causas f\u00edsicas ===\nDefensores de teorias de origem psicol\u00f3gica para a transexualidade questionam os estudos sobre as origens f\u00edsicas. Isso porque eles argumentam que tais estudos pressup\u00f5em que a dualidade de g\u00eaneros (a ideia que que h\u00e1 apenas dois discretos, bem definidos e dicot\u00f4micos g\u00eaneros) \u00e9 um fato estabelecido. Os cr\u00edticos citam, entre outras coisas, estudos historiogr\u00e1ficos e antropol\u00f3gicos apontando para o fato de que diferentes culturas possuem diferentes conceitos de g\u00eanero, alguns incluindo tr\u00eas ou mais g\u00eaneros.\n\nO argumento principal contra o estudo de uma \"causa\" para a transexualidade \u00e9 que este corrobora a legitimidade de haver congru\u00eancia entre a identidade de g\u00eanero e a genit\u00e1lia externa. Estudos hist\u00f3ricos mostram que a rela\u00e7\u00e3o entre os genitais e a identidade de g\u00eanero mudam de cultura para cultura. Admitir que uma identidade de g\u00eanero variante \u00e9 an\u00f4mala (e que o estudo das causas deveria ser feito), distorce a vis\u00e3o da ci\u00eancia e contribui para a estigmatiza\u00e7\u00e3o das pessoas com g\u00eaneros n\u00e3o-conforme os padr\u00f5es.\n\nUm contra-argumento b\u00e1sico para o exposto acima \u00e9 que a origem f\u00edsica n\u00e3o pressup\u00f5e a exist\u00eancia de apenas dois g\u00eaneros, nem mesmo que a n\u00e3o-incongru\u00eancia entre identidade de g\u00eanero e genit\u00e1lia se configurariam como uma [[anomalia]]. Toda pressuposi\u00e7\u00e3o de anomalia na ci\u00eancia parte exclusivamente de um vi\u00e9s humano.\n\nO problema est\u00e1 na pura e r\u00edgida divis\u00e3o entre constru\u00e7\u00e3o f\u00edsica e constru\u00e7\u00e3o ps\u00edquica. A dualidade de g\u00eaneros \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o humana, assim como o \u00e9 a dualidade de sexos. Fisicamente, ningu\u00e9m \u00e9 estritamente masculino ou feminino como convencionado pelo patriarcalismo. A [[intersexual]]idade \u00e9 o exemplo mais \u00f3bvio de pessoas com constitui\u00e7\u00f5es n\u00e3o exclusivamente masculinas ou femininas. Mas basta observar a variedade de f\u00edsicos das pessoas que nos rodeiam, e a pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de homens e mulheres, a similaridade dos corpos, para compreender que homens e mulheres n\u00e3o s\u00e3o estrita e biologicamente definidos. As diferencia\u00e7\u00f5es f\u00edsicas entre homens ou mulheres mais fortes s\u00e3o causadas principalmente pelos horm\u00f4nios sexuais. A proximidade ou n\u00e3o entre um e outro se d\u00e1 pela propor\u00e7\u00e3o hormonal. Ativistas intersexuais urgem pela n\u00e3o anomaliza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es intersexuais e clamam pelo fim de interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas \"est\u00e9ticas\".\n\nPor esse vi\u00e9s, o estudo das causas f\u00edsicas antes de estigmatizar todos/as os/as que n\u00e3o se conformam com uma r\u00edgida divis\u00e3o de g\u00eaneros tende a defender a n\u00e3o-binariedade tanto f\u00edsica quanto ps\u00edquica. Outro problema est\u00e1 na confus\u00e3o entre identidade de g\u00eanero x papel social de g\u00eanero.\n\n== Diagn\u00f3stico ==\n{{aviso m\u00e9dico}}\n\nO tema \u00e9 importante para o desenvolvimento de um corpo de conhecimento e desde o [[s\u00e9culo XIX]], com as publica\u00e7\u00f5es de [[Von Krafft-Ebing]], merece aten\u00e7\u00e3o. \u00c0 parte a quest\u00e3o etiol\u00f3gica, o [[diagn\u00f3stico]] e suas dificuldades revelam o quanto ainda deve ser pesquisado a respeito dos transtornos de identidade de g\u00eanero. A busca de um m\u00e9todo ou instrumento efetivo de elucida\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica ainda n\u00e3o se mostrou frut\u00edfera, o que abre campo para novas e desafiadoras pesquisas.\n\nA precis\u00e3o diagn\u00f3stica \u00e9 fundamental para a defini\u00e7\u00e3o exata de um transtorno de [[identidade sexual]] ou de g\u00eanero, e mais especificamente para a [[transexualidade]]. Isto porque os candidatos a uma [[cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual]] nem sempre s\u00e3o transexuais e nem sempre apresentam melhora na qualidade de vida com a cirurgia, al\u00e9m de ser irrevers\u00edvel em muitos casos e em outros, de dif\u00edcil revers\u00e3o.Tully B. ''Accounting for transsexualism and transhomosexuality''. London: Whiting & Birch Ltd; 1992.\n\nSchaefer e Wheeler,{{ref-artigo|autor=Schaefer, L.C.; Wheeler, C.C |t\u00edtulo=Harry Benjamin\u2019s first ten cases (1938-1953): A clinical historical note |ano=1995 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=24 pp.73-93 |n\u00famero=1 |id=0004-0002 ISSN}} ao estudar os dez primeiros casos de transexualidade de [[Harry Benjamin]], relatam que, assim como hoje, os pacientes lhe chegavam autodiagnosticados e descrevem caracter\u00edsticas que se parecem com as dos atuais pacientes:\n* o reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o muito cedo em suas vidas;\n* tentativas de transvestismo;\n* presen\u00e7a de sigilo;\n* a culpa intensa e presente;\n* tentativas frustradas de suprimir desejos e sentimentos;\n* a epis\u00f3dica e cont\u00ednua expia\u00e7\u00e3o.\n\nMoney,Money J. Gay, straight, and In-between. New York: Oxford University Press; 1988. na tentativa de facilitar o entendimento, descreve:\n:''A s\u00edndrome de transexualidade \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como uma disforia de g\u00eanero, de acordo com um sistema de nomenclatura que \u00e9 baseado em conceitos que o paciente tem de seus pr\u00f3prios sentimentos e convic\u00e7\u00f5es, e como uma alternativa de evid\u00eancia mais emp\u00edrica e objetiva.''\n:''Disforia de g\u00eanero e transexualidade n\u00e3o s\u00e3o perfeitamente sin\u00f4nimos pois existem muitos pacientes com disforia de g\u00eanero que n\u00e3o s\u00e3o transexuais e n\u00e3o desejam a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual.''\n\nAli\u00e1s, express\u00f5es como [[disforia de g\u00eanero]], transtorno de identidade de g\u00eanero e transtorno de identidade sexual foram e ainda s\u00e3o utilizados como sin\u00f4nimos, designando uma s\u00edndrome, sendo a transexualidade uma das possibilidades diagn\u00f3sticas desta s\u00edndrome.\n\nFiskFisk N. Gender dysphoria syndrome (the how, what and why of the disease). In: Laub D, Gandy P, editors. Proceedings of the second interdisciplinary symposium on gender dysphoria syndrome. Palo Alto: Stanford University Press; 1973. p.7-14. \u00e9 quem descreve a S\u00edndrome de Disforia de G\u00eanero para um grupo heterog\u00eaneo de indiv\u00edduos que n\u00e3o deve ser classificado como transexuais. O termo transexual deve se restringir a um grupo de indiv\u00edduos que, sem ser psic\u00f3tico, mostra intenso desconforto com seu sexo anat\u00f4mico e expressa forte desejo e busca intensa de mudan\u00e7a de g\u00eanero. A s\u00edndrome, segundo o autor, pode ser subdividida em cinco entidades cl\u00ednicas, al\u00e9m do transexualismo:\n* tipo [[homossexual]] afeminado;\n* tipo transv\u00e9stico;\n* tipo personalidade esquiz\u00f3ide-inadequada;\n* categoria de [[psicose]] em remiss\u00e3o;\n* tipo [[exibicionista]]-[[sociop\u00e1tico]].\n\nPerson e Ovesey,Person ES, Ovesey L. The transsexual syndrome in males: primary transsexualism (1974). In: Person ES. The sexual century. New York: Yale University Press; 1999. p.110-26. [[psicanalista]]s, em um esfor\u00e7o por identificar as diferentes popula\u00e7\u00f5es que buscam a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual, descrevem o que chamam de transexualismo prim\u00e1rio e transexualismo secund\u00e1rio, como duas variantes cl\u00ednicas. O transexualismo prim\u00e1rio apresenta os n\u00facleos de identidade e papel de g\u00eanero alterados desde a inf\u00e2ncia e progride insistentemente at\u00e9 a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual. J\u00e1 o transexualismo secund\u00e1rio manifesta-se em indiv\u00edduos ativos sexualmente, sendo homossexuais afeminados ou travestis que apresentam uma regress\u00e3o ps\u00edquica em situa\u00e7\u00f5es de estresse e buscam a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual.\n\nStollerStoller RJ. Sex and gender. New York: Aronson; 1974. distingue transexualismo verdadeiro de n\u00e3o-transexuais utilizando basicamente os mesmos crit\u00e9rios acima expostos.\n\nDerogatis ''et al.'' (1978)Derogatis LR, Meyer JK, Vazquez N. A psychological profile of the transsexual. I. The male. J Nerv Ment Dis. 1978;166(4):234-54. em um trabalho hoje cl\u00e1ssico sobre transexualismo masculino encontram as seguintes caracter\u00edsticas dessa popula\u00e7\u00e3o de 31 componentes, comparadas a um grupo de controle [[heterossexual]] masculino composto de 57 pessoas:\n* Transexuais t\u00eam experi\u00eancias sexuais limitadas quando comparados com uma popula\u00e7\u00e3o heterossexual masculina. Existiria at\u00e9 um sub-grupo transexual masculino que pode ser chamado de \"assexual\", ou seja, desinteressado de qualquer atividade sexual;\n* Masturba\u00e7\u00e3o n\u00e3o varia estatisticamente em frequ\u00eancia entre os dois grupos;\n* Transexuais masculinos s\u00e3o pessoas r\u00edgidas, moralistas e isoladas;\n* Foram encontrados elevados n\u00edveis de depress\u00e3o e ansiedade, com significante auto-deprecia\u00e7\u00e3o, comportamentos agoraf\u00f3bicos e um marcante sentido de aliena\u00e7\u00e3o;\n* Transexuais sofrem de uma redu\u00e7\u00e3o geral de afetos positivos, bem como de altos n\u00edveis de emo\u00e7\u00f5es negativas;\n* A presen\u00e7a de uma anedonia importante e condizente com os n\u00edveis de depress\u00e3o pode servir de base para uma mensura\u00e7\u00e3o do ajustamento p\u00f3s-cir\u00fargico.\n\nJ\u00e1 em [[1981]], Derogatis ''et al.'',Derogatis LR, Meyer JK, Boland P. A psychological profile of the transsexual. II. The female. J Nerv Ment Dis. 1981;169(3):157-68. repetindo o mesmo tipo de pesquisa, por\u00e9m com vinte transexuais femininos, comparados a uma popula\u00e7\u00e3o feminina heterossexual de 143 pessoas, encontram os seguintes resultados:\n* Apesar de dois ter\u00e7os dela revelarem rela\u00e7\u00f5es sexuais \u00edntimas com homens em algum momento de suas vidas, h\u00e1 baixa atividade sexual presente nessa popula\u00e7\u00e3o;\n* N\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7as significativas entre transexuais femininas e heterossexuais femininas nos quesitos masturba\u00e7\u00e3o e fantasias sexuais;\n* N\u00e3o apresentam disforia em n\u00edveis dram\u00e1ticos, apesar de apresentarem afeto depressivo;\n* Geralmente o papel de g\u00eanero \u00e9 bem desenvolvido e desempenhado. Passam relativamente bem por homens e t\u00eam ocupa\u00e7\u00f5es masculinas. Isso acontece com mais facilidade nesse grupo, do que no grupo de transexuais masculinos, no qual passar por [[mulher]] e ter atividade [[feminina]] \u00e9 bem mais dif\u00edcil.\n\nLevine e LothsteinLevine SB, Lothstein L. Transsexualism or the gender dysphoria syndromes. J Sex Marital Ther. 1981;7(2):85-113. fazem uma sistematiza\u00e7\u00e3o te\u00f3rica sobre o tema a fim de organizar o conhecimento nessa \u00e9poca, em que havia:\n* confus\u00e3o de termos, caracteriza\u00e7\u00f5es e diagn\u00f3sticos;\n* discuss\u00e3o em torno da aceita\u00e7\u00e3o do termo disforia de g\u00eanero ou na perpetua\u00e7\u00e3o da express\u00e3o transexualismo;\n* revis\u00e3o da influ\u00eancia da vis\u00e3o psicanal\u00edtica a respeito do assunto;\n* questionamentos referentes a ser uma s\u00edndrome ou uma patologia isolada;\n* indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica para todos os solicitantes, ou n\u00e3o.\n\nRetomando a postura de Stoller,Stoller RJ. Sex and gender. v.1. New York: Science House; 1969. que entendia o transexualismo como um sintoma e n\u00e3o um transtorno, Levine e Lothstein fazem as seguintes obje\u00e7\u00f5es ao uso do termo transexualismo:\n* ''A express\u00e3o \"s\u00edndrome de disforia de g\u00eanero\" \u00e9 preferida como diagn\u00f3stico pela maioria dos cl\u00ednicos em detrimento do termo transexualismo;''\n* ''Transexualismo \u00e9 um diagn\u00f3stico feito pelo pr\u00f3prio paciente e \u00e9 not\u00f3rio que em medicina o auto-diagn\u00f3stico n\u00e3o deve ser aceito. A m\u00eddia criou a ilus\u00e3o de que o transexualismo \u00e9 bem definido, \u00e9 uma entidade psiqui\u00e1trica \u00fanica e s\u00f3 pode ser tratado com a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual;''\n* ''Transexualismo \u00e9 utilizado para descrever tr\u00eas fen\u00f4menos relacionados, mas que seriam melhor descritos de outra maneira: o desejo de se tornar membro do sexo oposto; viver no papel de g\u00eanero contr\u00e1rio ao seu; \"status\" p\u00f3s-cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual;''\n* ''Mesmo fazendo uso de horm\u00f4nios, vivendo no papel de g\u00eanero oposto e realizando a cirurgia de mudan\u00e7a de sexo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a mudan\u00e7a gen\u00e9tica e a experi\u00eancia psicol\u00f3gica. Para efeitos de precis\u00e3o, o termo transexualismo deveria ser mudado para transgenderismo, porque o problema \u00e9 de identidade de g\u00eanero, n\u00e3o de anatomia genital;''\n* ''Nos anos 1970 ficou evidente que uma s\u00e9rie de diferentes pacientes buscavam a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual. A manuten\u00e7\u00e3o do termo transexualismo pelo DSM-III justifica-se pelo uso e refer\u00eancia que a express\u00e3o tem em rela\u00e7\u00e3o aos transtornos de identidade de g\u00eanero para os profissionais de sa\u00fade e de lei.''\n\nOs mesmos autores prop\u00f5em o seguinte esquema para a caracteriza\u00e7\u00e3o do quadro e unifica\u00e7\u00e3o terminol\u00f3gica:\n\n; A: Diagn\u00f3stico de g\u00eanero para homens com S\u00edndrome de Disforia de G\u00eanero\n''Disforia de G\u00eanero Prim\u00e1ria'': desde a inf\u00e2ncia; n\u00e3o relacionado ao [[estresse]]; sem sinais de [[fetichismo]]; experi\u00eancias homossexuais curtas, se \u00e9 que existem e servindo apenas para confirmar que n\u00e3o pertencem a essa categoria; uma minoria dos pacientes que buscam a cirurgia pertencem a essa classifica\u00e7\u00e3o (10% - 25% do total).\n\n''Disforia de G\u00eanero Secund\u00e1ria'': relacionada ao estresse; desejam a cirurgia intensamente e se estressam com a demora; apresentam tra\u00e7os masculinos em sua adapta\u00e7\u00e3o e conflitos intraps\u00edquicos que revelam regress\u00e3o e instabilidade. Podem ser subdivida em:\n* Adapta\u00e7\u00e3o Transv\u00e9stica;\n* Adapta\u00e7\u00e3o Homossexual Efeminada;\n* Adapta\u00e7\u00e3o de Identidade de G\u00eanero Amb\u00edg\u00fca;\n* Adapta\u00e7\u00e3o Mista.\n\n; B: Diagn\u00f3stico de g\u00eanero para mulheres com S\u00edndrome de Disforia de G\u00eanero\n''Disforia de G\u00eanero Prim\u00e1ria'': a grande maioria; ativa no desempenho de esportes; sofrimento surge na puberdade com o surgimento das caracter\u00edsticas sexuais secund\u00e1rias; apaixonam-se por garotas heterossexuais.\n\n''Disforia de G\u00eanero Secund\u00e1ria'': raras ou pouco comuns; as caracter\u00edsticas aparecem mais tarde que na prim\u00e1ria; fantasias seguidas de culpa; v\u00eam de locais homof\u00f3bicos e t\u00eam dificuldades em aceitar o papel homossexual. Podem ser subdividas em:\n* Adapta\u00e7\u00e3o Homossexual;\n* Adapta\u00e7\u00e3o de G\u00eanero Amb\u00edg\u00fco;\n* Adapta\u00e7\u00e3o Mista.\n\nComo se pode perceber, as varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o m\u00ednimas entre os conceitos de transexualismo prim\u00e1rio ou verdadeiro e disforia de g\u00eanero prim\u00e1ria. O mesmo acontece quanto aos conceitos de transexualismo secund\u00e1rio e disforia de g\u00eanero secund\u00e1ria. O que se evidencia \u00e9 um distanciamento do uso do termo transexualismo pelos motivos anteriormente expostos por Levine e Lothstein.\n\nSorensen e Hertoft,{{ref-artigo|autor=Sorensen, T.; Hertoft, P|t\u00edtulo=Male and female transsexualism: the danish experience with 37 patients |ano=1982 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=11 pp.133-155 |n\u00famero=2 |id=0004-0002 ISSN}} em extenso trabalho realizado na [[Dinamarca]], caracterizam fenomenologicamente a popula\u00e7\u00e3o transexual como tendo um tra\u00e7o predominante de inseguran\u00e7a b\u00e1sica na identidade de g\u00eanero desde a inf\u00e2ncia. Diferenciam, ainda, os transexuais masculinos e femininos pelas seguintes carcter\u00edsticas:\n* Transexualismo masculino: regress\u00e3o narc\u00edsica para uma condi\u00e7\u00e3o acentuada de submiss\u00e3o e pseudo-feminilidade. Presen\u00e7a de ansiedade e inseguran\u00e7a, relativizadas em significado pela presen\u00e7a de fantasias e pela supress\u00e3o de sentimentos agressivos e sexuais. Isso resulta em pseudofeminilidade;\n* Transexualismo feminino: presen\u00e7a de atitudes f\u00e1licas e narc\u00edsicas, al\u00e9m de maneirismos masculinos na tentativa de diminuir sua inseguran\u00e7a.\n\nAl\u00e9m disso, os autores afirmam que transexuais femininas s\u00e3o muito mais ativas sexualmente, que transexuais masculinos. Encontram ainda maior conex\u00e3o entre homossexualidade e transexualismo feminino do que entre homossexualidade e transexualismo masculino.\n\nRoberto,{{ref-artigo|autor=Roberto L. G |t\u00edtulo=Issues in diagnosis and treatment of transsexualism |ano=1983 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=12 pp. 445-473 |n\u00famero=5 |id=0004-0002 ISSN}} em trabalho hoje considerado cl\u00e1ssico, discute crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos e tratamentos propostos para o que chama de transexualismo e seus sub-grupos. Identifica o transexualismo pelo seguinte conjunto de caracter\u00edsticas:\n* Cren\u00e7a de que \u00e9 membro do sexo oposto;\n* Veste-se e apresenta-se no papel de g\u00eanero oposto;\n* Percebe-se como heterossexual, apesar dos parceiros serem anatomicamente id\u00eanticos a ele;\n* Repugn\u00e2ncia por seus pr\u00f3prios genitais e desejo de transform\u00e1-los;\n* Hist\u00f3ria de transvestismo;\n* Desejo persistente pela cirurgia de convers\u00e3o sexual.\n\nA autora acrescenta hist\u00f3ria de transtorno de g\u00eanero na inf\u00e2ncia, mesmo considerando que nos estudos de seguimento longitudinal de crian\u00e7as com desvio de g\u00eanero, apenas uma parte evolui para transexualismo e n\u00e3o \u00e9 claro quais as caracter\u00edsticas desse desvio na inf\u00e2ncia que podem levar ao transexualismo na fase adulta. Complementa afirmando que parte evoluir\u00e1 para homossexualidade conflitiva, outra, para transvestismo e uma outra, para condi\u00e7\u00f5es sem conflitos psicol\u00f3gicos.\n\nConclui que essa n\u00e3o \u00e9 uma s\u00edndrome unit\u00e1ria, n\u00e3o possuindo m\u00e9todos irrefut\u00e1veis de avalia\u00e7\u00e3o, na qual o diagn\u00f3stico ainda se baseia na entrevista cl\u00ednica e a proposta de tratamento n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime.\n\nDavenport,{{ref-artigo|autor=Davenport, C.W |t\u00edtulo=A follow-up study of 10 feminine boys |ano=1986 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=15 pp.511-517 |n\u00famero=6 |id=0004-0002 ISSN}} em estudo de seguimento de oito a dez anos com garotos afeminados, que hoje poderiam ser considerados como com transtorno de identidade de g\u00eanero na inf\u00e2ncia, considera que nem todos evoluem para o transexualismo. Dos 10 garotos, quatro tornaram-se heterossexuais; dois, homossexuais; um, transexual e tr\u00eas, incertos quanto \u00e0 identidade e/ou orienta\u00e7\u00e3o. Termina afirmando que \"a for\u00e7a, rigidez e persist\u00eancia do comportamento relacionado ao transvestismo durante a fase de lat\u00eancia pode ser bom indicador de transexualismo\".\n\nBlanchard ''et al.''{{ref-artigo|autor=Blanchard, R.; Clemmensen, L.H.; Steiner, B.W |t\u00edtulo=Heterosexual and homosexual gender dysphoria |ano=1987 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=16 pp.139-152 |n\u00famero=2 |id=0004-0002 ISSN}} estudando pacientes com disforia de g\u00eanero heterossexuais e homossexuais, tanto masculinos quanto femininos, afirmam que o \"transexualismo pode ser definido como uma disforia de g\u00eanero extrema que persiste pelo menos por um ou dois anos, sem flutua\u00e7\u00e3o\".\n\nDolan,Dolan JD. Transsexualism: syndrome or symptom? Am J Psychiatry. 1987;32(8):666-73. preocupado e interessado em especificar os diagn\u00f3sticos, visando o tratamento em sequ\u00eancia, avalia 350 pacientes num per\u00edodo de cinco anos em Toronto e prop\u00f5e que se utilizem os seg\u00fcintes termos, com base na classifica\u00e7\u00e3o de Transexualismo do DSM-III:American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental diseases. 3rd ed. Washington (DC): APA; 1980. Transexualismo Verdadeiro ou Prim\u00e1rio (masculino ou feminino) e Transexualismo Secund\u00e1rio (S\u00edndrome de Disforia de G\u00eanero \u2013 masculino ou feminino).\n\nO DSM-III especifica para o diagn\u00f3stico de transexualismo cinco caracter\u00edsticas:\n\n# sensa\u00e7\u00e3o de desconforto e inadequa\u00e7\u00e3o ao seu pr\u00f3prio sexo anat\u00f4mico;\n# desejo de ter seus genitais eliminados e viver como membro do sexo oposto;\n# transtorno cont\u00ednuo (n\u00e3o limitado a per\u00edodos de estresse) por, no m\u00ednimo, dois anos;\n# aus\u00eancia de anormalidade f\u00edsica intersexual ou [[gen\u00e9tica]];\n# n\u00e3o devido a outro transtorno mental, tal como [[esquizofrenia]].\n\nDolan partindo dessa especifica\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica, estabelece as caracter\u00edsticas essenciais para o diagn\u00f3stico de transexualismo prim\u00e1rio ou verdadeiro.\n\n{| class=\"wikitable\" style=\"text-align:center\"\n! colspan=2 | Transexualismo prim\u00e1rio (verdadeiro)\n{| class=\"wikitable\" style=\"text-align:center\"\n! !!Masculino/Feminino !!Feminino/Masculino\n|-\n|[[Transvestismo]] durante a vida
(desejo e comportamento)||sim||sim\n|-\n|Erro de g\u00eanero||sim||sim\n|-\n|Transvestismo antes da [[adolesc\u00eancia]]||n\u00e3o||sim\n|-\n|Transvestismo depois da adolesc\u00eancia||sim||sim\n|-\n|[[Excita\u00e7\u00e3o]] [[fetichista]] em vestir ou fantasia||n\u00e3o||n\u00e3o\n|-\n|Ativo sexualmente||sim/n\u00e3o||sim/n\u00e3o\n|-\n|[[Heterogenderismo]] ([[homoer\u00f3tico]])||sim||sim\n|-\n|Comportamento retra\u00eddo/anti-ssocial||sim||sim\n|-\n|Pode fisicamente passar pelo
g\u00eanero oposto sem [[horm\u00f4nios]]||sim||sim\n|-\n|Pode fisicamente passar pelo
g\u00eanero oposto sem [[eletr\u00f3lise]]||sim||sim\n|-\n|Pode fisicamente passar pelo
g\u00eanero oposto com [[voz]] aceit\u00e1vel||sim||sim\n|-\n|Interage e projeta imagem do
g\u00eanero oposto apesar do estado biol\u00f3gico||sim||sim\n|}\n|}\n\nDocterDocter RF. Transvestites and transsexuals: toward a theory of cross-gender behavior. New York: Plenum Press; 1990. na tentativa de diferenciar as popula\u00e7\u00f5es que se transvestem, publica um livro no qual aborda popula\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e suas caracter\u00edsticas, visando \u00e0 particulariza\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o das indica\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas em suas especificidades. As popula\u00e7\u00f5es que se transvestem podem ser divididas em dois grandes grupos: as que apresentam padr\u00f5es de comportamento heterossexual envolvendo transvestismo (cinco subgrupos) e as que revelam padr\u00f5es de comportamento homossexual envolvendo transvestismo (outros quatro subgrupos). Resumidamente, segundo o autor, tem-se:\n\nA: Padr\u00f5es de comportamento heterossexual com transvestismo:\n\n# [[Fetichismo]]: transvestismo \u00e9 parcial, nunca completo; o objetivo \u00e9 a excita\u00e7\u00e3o sexual; n\u00e3o tenta se passar por indiv\u00edduo do outro g\u00eanero em p\u00fablico; n\u00e3o apresenta problemas com sua identidade de g\u00eanero; obtendo o orgasmo, abandona o est\u00edmulo, mesmo que temporariamente; corresponde ao tipo 1, \"pseudo-travesti\", de Harry Benjamin.\n# Transvestismo fetichista: hist\u00f3ria de forte excita\u00e7\u00e3o sexual com o transvestismo; mais fortemente de orienta\u00e7\u00e3o heterossexual do que o grupo de transvestismo marginal; uma hist\u00f3ria mais forte de ajustamento pessoal do que o grupo marginal; menor discord\u00e2ncia de g\u00eanero que os indiv\u00edduos de transvestismo marginal; identidade de g\u00eanero \u00e9 facilitada pelo transvestismo, mas \u00e9 egossint\u00f4nica; raramente elegem uso de horm\u00f4nios por longo tempo para a feminiliza\u00e7\u00e3o; n\u00e3o buscam cirurgias adaptativas ou de redesigna\u00e7\u00e3o sexual; nunca vivem o tempo todo como mulher: o transvestismo \u00e9 peri\u00f3dico; ser reconhecido como mulher em p\u00fablico \u00e9 altamente valorizado.\n# Transvestismo marginal: hist\u00f3ria de excita\u00e7\u00e3o sexual com o transvestismo; orienta\u00e7\u00e3o heterossexual mais fraca que no grupo fetichista; poss\u00edvel prefer\u00eancia homossexual ou bissexual; sentimentos persistentes de disforia de g\u00eanero; procura e consegue terapia hormonal para feminiliza\u00e7\u00e3o; procura informa\u00e7\u00e3o a respeito das poss\u00edveis etapas transexuais; experimenta viver como transg\u00eanero, sem s\u00ea-lo; procura transexuais como mentores, modelos ou tutores; valoriza o casamento menos que o grupo fetichista, mas mais que os trang\u00eaneros; transvestismo \u00e9 peri\u00f3dico.\n# transg\u00eanero: muito pr\u00f3ximo do grupo marginal; vive o tempo todo transvestido e no papel de g\u00eanero contr\u00e1rio, por\u00e9m na aus\u00eancia da cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual e podendo oscilar entre um papel de g\u00eanero e outro; se n\u00e3o oscila, pode ser enquadrado como transexual pelos crit\u00e9rios estabelecidos; podem ter orienta\u00e7\u00e3o hetero, homo ou bissexual; podem ser considerados como em transi\u00e7\u00e3o para transexualismo secund\u00e1rio; faz uso de hormonioterapia e cirurgias cosm\u00e9sticas e dent\u00e1rias.\n# Transexualismo secund\u00e1rio (tipo transv\u00e9stico): hist\u00f3ria de alguma excita\u00e7\u00e3o sexual em se transvestir; progressiva hist\u00f3ria de forte disforia de g\u00eanero relacionada a estresse; menor integra\u00e7\u00e3o eg\u00f3ica que em travestis; procura cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual ap\u00f3s tempo como travesti; aus\u00eancia de disforia de g\u00eanero ao longo de toda a vida; vive o tempo todo no papel de g\u00eanero contr\u00e1rio ao de seu nascimento, com ou sem cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual; fortes padr\u00f5es de personalidade narc\u00edsica ou \"borderline\".\n\nB: Padr\u00f5es de comportamento [[homossexual]] com transvestismo:\n\n# Transexualismo prim\u00e1rio: disforia de g\u00eanero presente durante toda a vida; hist\u00f3ria de identidade de g\u00eanero trocada; aus\u00eancia de fetichismo associada ao transvestismo; ra\u00edzes profundas na inf\u00e2ncia de descontentamento com seu g\u00eanero de origem; prefer\u00eancia sexual \u00e9 usualmente homossexual desde a mais tenra idade; hist\u00f3ria longa de transvestismo.\n# Transexualismo secund\u00e1rio (tipo homossexual): menos conhecida do que outras categorias; hist\u00f3ria de vida homossexual, sem transvestismo e na aus\u00eancia de uma disforia de g\u00eanero prolongada; essa varia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 vista como resposta relacionada ao estresse; fortes padr\u00f5es de caracter\u00edsticas de [[personalidade narc\u00edsica]] ou \"[[transtorno de personalidade lim\u00edtrofe|borderline]]\".\n# ''[[Drag-queens]]'': g\u00edria para designar homens transvestidos que se prostituem; este subgrupo est\u00e1 ligado \u00e0 quest\u00e3o da prostitui\u00e7\u00e3o e criminalidade (uso de drogas, assaltos, furtos e, inclusive, assassinatos).\n# ''[[Female impersonators]]'' (transformistas): homossexuais; gostam do transvestismo e podem viver como mulheres durante bom tempo, mas n\u00e3o \u00e9 comum; trabalham na periferia do \"show business\"; sentem-se mais confort\u00e1veis no papel feminino; muitos apresentam em suas hist\u00f3rias varia\u00e7\u00f5es de ajustamento de personalidade e comportamentos mal-adaptativos.\n\nBrown,Brown GR. A review of clinical approaches to gender dysphoria. J Clin Psychiatry. 1990;51(2):57-64. abandonando os termos transexualismo verdadeiro ou prim\u00e1rio e transexualismo falso ou secund\u00e1rio, adota disforia de g\u00eanero. Preocupado com os diagn\u00f3sticos diferenciais dentro desse grupo, em sua opini\u00e3o, \"heterog\u00eaneo\", prop\u00f5e que a anamnese seja muito bem feita e que a rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente seja emp\u00e1tica, evitando irrita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se deixando convencer pelo auto-diagn\u00f3stico que esses pacientes fazem. Avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica extensa, levando em considera\u00e7\u00e3o familiares, \u00e9 importante, al\u00e9m da persist\u00eancia de transvestismo por parte do paciente. O diagn\u00f3stico diferencial dentro do grupo de Disforia de G\u00eanero \u00e9 fundamental para uma indica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica eficaz.\n\nLevine,Levine SB. Gender-disturbed males. J Sex Marital Ther. 1993;19(2):131-41. em trabalho seminal a respeito de homens com dist\u00farbios de g\u00eanero, afirma:\n\n:''As confusas diferen\u00e7as entre homens que se vestem de mulher podem ser explicadas por suas diversidades ao longo de tr\u00eas dimens\u00f5es: 1) a ambi\u00e7\u00e3o de intercurso heterossexual; 2) hist\u00f3ria natural de sua excita\u00e7\u00e3o sexual por roupas femininas; 3) capacidade atual de integrar seus empenhos masculino e feminino em diferentes compartimentos. Quando um indiv\u00edduo que usa roupas do outro sexo, abandona todos os vest\u00edgios dos comportamentos de papel de g\u00eanero masculino e, com sucesso, vive e trabalha o tempo todo como mulher, o termo descritivo e apropriado para eles \u00e9 o de \"transexual\".''\n\nUm subgrupo distinto \u00e9 descrito por Blanchard:{{ref-artigo|autor=Blanchard, R |t\u00edtulo=A structural equation model for age at clinical presentation in nonhomosexual male gender dysphorics |ano=1994 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=23 pp.311-320 |n\u00famero=3 |id=0004-0002 ISSN}} o de disforia de g\u00eanero masculina n\u00e3o-homossexual. Sob essa denomina\u00e7\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddos os indiv\u00edduos que s\u00e3o sexualmente atra\u00eddos por mulheres, pelos dois sexos ou por nenhum. Geralmente se casam e t\u00eam filhos e s\u00f3 procuram ajuda cl\u00ednica por volta dos 30 anos, n\u00e3o raro entre 50 e 60 anos. N\u00e3o fica clara a import\u00e2ncia nosol\u00f3gica desse grupo, talvez como transexualismo secund\u00e1rio a ser avaliado.\n\nO mesmo se d\u00e1 em trabalho de Dickey e Stephens,{{ref-artigo|autor=Dickey, R.; Stephens, J |t\u00edtulo=Female-to-male transsexualism, heterosexual type. Two cases |ano=1995 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=24 pp.439-445 |n\u00famero=4 |id=0004-0002 ISSN}} no qual fazem a descri\u00e7\u00e3o do que chamam de subtipo de \"g\u00eanero-disf\u00f3ricas e geneticamente mulheres atra\u00eddas sexualmente por indiv\u00edduos fenotipicamente masculinos\". Na realidade seriam transexuais femininas cuja atra\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u00e9 por homens.\n\nChivers e Bailey{{ref-artigo|autor=Chivers, M.L.; Bailey, J.M |t\u00edtulo=Sexual orientation of female-to-male transsexuals: a comparison of homosexual and nonhomosexual types |ano=2000 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=29 pp.259-278 |n\u00famero=3 |id=0004-0002 ISSN}} encontram transexuais femininas heterossexuais e homossexuais, compondo o grande grupo de transexualismo feminino. Apesar de apresentarem diferen\u00e7as em suas hist\u00f3rias de vida em rela\u00e7\u00e3o a n\u00famero de parceiros, inf\u00e2ncia e ci\u00fames, n\u00e3o diferem quanto ao desejo de masculiniza\u00e7\u00e3o do corpo, identidade de g\u00eanero adulta, beleza f\u00edsica e juventude.\n\nHyde{{Citar livro|titulo=Understanding human sexuality|primeiro=|editora=McGraw-Hill|ano=1994|volume=1|local=Nova Iorque|paginas=|id=9780070316157 ISBN|acessodata=|autor=Hyde, Janet Shibley|subt\u00edtulo=|idioma=ingl\u00eas|edi\u00e7\u00e3o=5|p\u00e1ginas=769}} e Land\u00e9n ''et al.'' definem transexual como aquele que acredita que ele/ela est\u00e1 aprisionado em um corpo de outro g\u00eanero. Entendem o termo como sin\u00f4nimo de disforia de g\u00eanero, cujo conceito seria o de \"infelicidade ou insatisfa\u00e7\u00e3o com seu pr\u00f3prio g\u00eanero\".\n\nDoorn ''et al.''{{ref-artigo|autor=Doorn, C.D.; Poortinga, J.; Verschoor, A.M |t\u00edtulo=Cross-gender identity in transvestites and male transsexual |ano=1994 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=23 pp.185-201 |n\u00famero=2 |id=0004-0002 ISSN}} investigam as diferen\u00e7as e a poss\u00edvel evolu\u00e7\u00e3o desde um paciente caracterizado como travesti at\u00e9 um transexual verdadeiro ou prim\u00e1rio.\n\nEles prop\u00f5em dois subsistemas de identidade de g\u00eanero, um masculino e outro feminino presentes em qualquer ser humano:\n\n* Feminilidade forte e incondicionalmente expressa (transexual)\n* Masculinidade forte e incondicionalmente expressa (heterossexual)\n* Masculinidade fraca e condicionalmente expressa (gay)\n* Feminilidade fraca e condicionalmente expressa (travesti)\n\nComo compara\u00e7\u00e3o, Cuypere ''et al.''{{ref-artigo|autor=De Cuypere G, Jannes C, Rubens R. |t\u00edtulo=Psychosocial functioning of transsexuals in Belgium |ano=1995 |publica\u00e7\u00e3o=Acta Psychiatr Scand |volume= |n\u00famero=91 pp.180-184 |id= ISBN}} estabelecem diferen\u00e7as sociodemogr\u00e1ficas e psicopatol\u00f3gicas entre transexuais masculinos e femininos. Em termos sociodemogr\u00e1ficos, encontram maior homogeneidade nos transexuais femininos. Consideram que os dois grupos apresentam sinais de problemas ps\u00edquicos, por\u00e9m sendo os transexuais masculinos mais doentes.\n\nCohen-Kettenis e Gooren,{{ref-artigo|autor=Cohen-Kettenis PT, Gooren LIG. |t\u00edtulo=Transsexualism: a review of etiology, diagnosis and treatment |ano=1999 |publica\u00e7\u00e3o=J Psychosom Res |volume=4 |n\u00famero=46 pp.315-333 |id= ISBN}} pesquisadores holandeses, em grande revis\u00e3o sobre etiologia, diagn\u00f3stico e tratamento, dizem que \"disforia de g\u00eanero \u00e9 o termo para o sofrimento resultante do conflito entre identidade de g\u00eanero e o sexo de nascimento\".\n\n:''Acrescentam que presentemente \u00e9 imposs\u00edvel diagnosticar transexualismo com base em crit\u00e9rios objetivos por que n\u00e3o existem m\u00e9todos psicom\u00e9tricos ou instrumentos psicol\u00f3gicos para medir transexualismo. O diagn\u00f3stico depende das informa\u00e7\u00f5es subjetivas dadas pelos solicitantes de diagn\u00f3stico.''\n\nProp\u00f5em, baseados nos padr\u00f5es de tratamento da Associa\u00e7\u00e3o Internacional Harry Benjamin de Disforia de G\u00eanero, que o diagn\u00f3stico seja realizado em duas etapas. A primeira consiste em fazer o diagn\u00f3stico baseado em crit\u00e9rios formais psiqui\u00e1tricos (DSM-IV ou CID-10). Na segunda, \u00e9 testada a capacidade de um indiv\u00edduo que solicite a cirurgia em viver no papel de g\u00eanero desejado e a real for\u00e7a de vontade para a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual, face ao desapontamento enquanto vive no papel de g\u00eanero oposto.\n\nDocter e Fleming{{ref-artigo|autor=Docter, R.F.; Fleming, J.S |t\u00edtulo=Measures of transgender behavior |ano=2001 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=30 pp.255-71 |n\u00famero=3 |id=0004-0002 ISSN}} estudando 455 travestis e 61 transexuais masculinos com o objetivo de caracterizar essas popula\u00e7\u00f5es, identificam e interpretam cinco fatores, com respeito aos parceiros sexuais preferidos e usuais: identidade transg\u00eanero, papel, excita\u00e7\u00e3o sexual, sedu\u00e7\u00e3o masculina e prazer. Os transexuais apresentam maiores valores para os fatores I (identidade), II (papel) e IV (sedu\u00e7\u00e3o masculina); j\u00e1 os travestis paresentam maiores valores para os fatores III (excita\u00e7\u00e3o sexual) e V (prazer). Concluem sugerindo que a an\u00e1lise desses fatores pode contribuir na diferencia\u00e7\u00e3o desses dois subgrupos de transg\u00eaneros.\n\nPelo j\u00e1 explicitado, tr\u00eas refer\u00eancias s\u00e3o consideradas pela maioria dos autores em rela\u00e7\u00e3o ao diagn\u00f3stico de transexualismo, transtorno de identidade sexual, transtorno de g\u00eanero, disforia de g\u00eanero, ou o nome que se escolha dar ao transtorno:\n# Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as, 10\u00aa vers\u00e3o (CID-10);Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade. Classifica\u00e7\u00e3o de transtornos mentais e de comportamento da CID-10: descri\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e diretrizes diagn\u00f3sticas. Porto Alegre: OMS; 1993.\n# Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais, 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o - Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4th edition; DSM-IV -American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental diseases. 4rd ed. Washington (DC): APA, 1994. e sua revis\u00e3o de texto, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4th edition, text revision; DSM-IV-TR;American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental diseases: text revision. 4rd ed. Washington (DC): APA; 2000.\n# The Harry Benjamin International Gender Dysphoria Association\u2019s, Standards of Care for Gender Identity Disorders, 6th versionHarry Benjamin International Gender Dysphoria Association (HBIGDA). [http://www.symposion.com/ijt/soc_2001/index.htm The standards of care for gender identity disorders]. 6th version. The International Journal of Transgenderism. 2001;5(1). - Associa\u00e7\u00e3o Internacional Harry Benjamin de Disforia de G\u00eanero, Padr\u00f5es de Cuidados para Transtornos de Identidade de G\u00eanero, 6\u00aa vers\u00e3o.\n\nO manual CID-10 (OMS, 1993, p. 210-211) estabelece dentro dos Transtornos de Personalidade e Comportamento em adultos (F60 \u2013 F69), como categoria \u00e0 parte, os Transtornos de Identidade Sexual (F64). Nessa categoria encontram-se como possibilidades diagn\u00f3sticas:\n\n:{{ICD10|F|64|0|f|60}} [[Transexualismo]]:\n\n:''Um desejo de viver e ser aceito como um membro do sexo oposto, usualmente acompanhado por uma sensa\u00e7\u00e3o de desconforto ou impropriedade de seu pr\u00f3prio sexo anat\u00f4mico e um desejo de se submeter a tratamento hormonal e cirurgia para tornar seu corpo t\u00e3o congruente quanto poss\u00edvel com o sexo preferido.''\n:''Diretrizes Diagn\u00f3sticas: Para que esse diagn\u00f3stico seja feito, a identidade transexual deve ter estado presente persistentemente por pelo menos 2 anos e n\u00e3o deve ser um sintoma de um outro transtorno mental, tal como esquizofrenia, nem estar associada a qualquer anormalidade intersexual, gen\u00e9tica ou do cromossomo sexual.''\n\n:{{ICD10|F|64|1|f|60}} [[Transvestismo de duplo papel]]:\n\n:''O uso de roupas do sexo oposto durante parte da exist\u00eancia para desfrutar a experi\u00eancia tempor\u00e1ria de ser membro do sexo oposto, mas sem qualquer desejo de uma mudan\u00e7a de sexo mais permanente ou de redesigna\u00e7\u00e3o sexual cir\u00fargica associada. Nenhuma excita\u00e7\u00e3o sexual acompanha a troca de roupas, o que distingue o transtorno de transvestismo fetichista (F65.1).''\n\n:Inclui: transtorno de identidade sexual da adolesc\u00eancia ou da idade adulta, tipo n\u00e3o transexual.\n:Exclui: transvestismo fetichista (F65.1).\n\nOutros transtornos de identidade sexual classificados na CID-10, mas sem import\u00e2ncia conceitual com o tema, s\u00e3o:\n\n:{{ICD10|F|64|2|f|60}} [[Transtornos de identidade sexual na inf\u00e2ncia]];\n:F64.8 Outros transtornos de identidade sexual;\n:F64.9 Transtorno de identidade sexual, n\u00e3o especificado.\n\nComo se pode perceber, a CID-10 mant\u00e9m o uso do termo transexualismo, define-o como transtorno de identidade sexual e o diferencia do transvestismo de duplo-papel e do transvestismo fetichista, que s\u00e3o duas categorias pass\u00edveis de confus\u00e3o. O transexualismo para a CID-10 corresponde ao transexualismo verdadeiro ou prim\u00e1rio e o secund\u00e1rio, e os outros diagn\u00f3sticos s\u00e3o diferenciais.\n\nJ\u00e1 o DSM-IV e o DSM-IV-TR (APA, 1994, p. 241-243; APA, 2000, p. 576-582) classificam o quadro de forma semelhante, mas com diferen\u00e7as marcantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 CID-10:\n\nTranstorno de Identidade de G\u00eanero:\n\nA. Uma forte e persistente identifica\u00e7\u00e3o com o g\u00eanero oposto (n\u00e3o meramente um desejo de obter quaisquer vantagens culturais percebidas pelo fato de ser do sexo oposto). Em crian\u00e7as, a perturba\u00e7\u00e3o \u00e9 manifestada por quatro (ou mais) dos seguintes quesitos:\n# declarou repetidamente o desejo de ser, ou insist\u00eancia de que \u00e9, do sexo oposto;\n# em meninos, prefer\u00eancia pelo uso de roupas do g\u00eanero oposto ou simula\u00e7\u00e3o de trajes femininos; em meninas, insist\u00eancia em usar apenas roupas estereotipadamente masculinas;\n# prefer\u00eancias intensas e persistentes por pap\u00e9is do sexo oposto em brincadeiras de faz-de-conta, ou fantasias persistentes acerca de ser do sexo oposto;\n# intenso desejo de participar em jogos e passatempos estereot\u00edpicos do sexo oposto;\n# forte prefer\u00eancia por companheiros do sexo oposto.\n\nEm [[adolescentes]] e [[adultos]], o dist\u00farbio se manifesta por sintomas tais como desejo declarado de ser do sexo oposto, passar-se freq\u00fcentemente por algu\u00e9m do sexo oposto, desejo de viver ou ser tratado como algu\u00e9m do sexo oposto, ou a convic\u00e7\u00e3o de ter os sentimentos e rea\u00e7\u00f5es t\u00edpicos do sexo oposto.\n\nB. Desconforto persistente com seu sexo ou sentimento de inadequa\u00e7\u00e3o no papel de g\u00eanero deste sexo.\n\nEm [[crian\u00e7as]], a perturba\u00e7\u00e3o manifesta-se por qualquer das seguintes formas: em meninos, afirma\u00e7\u00e3o de que seu p\u00eanis ou test\u00edculos s\u00e3o repulsivos ou desaparecer\u00e3o, declara\u00e7\u00e3o de que seria melhor n\u00e3o ter um p\u00eanis ou avers\u00e3o a brincadeiras rudes e rejei\u00e7\u00e3o a brinquedos, jogos e atividades estereotipadamente masculinos; em meninas, rejei\u00e7\u00e3o a urinar sentada, afirma\u00e7\u00e3o de que desenvolver\u00e1 um p\u00eanis, afirma\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o deseja desenvolver seios ou menstruar ou acentuada avers\u00e3o a roupas caracteristicamente femininas.\n\nEm adolescentes e adultos, o dist\u00farbio manifesta-se por sintomas tais como preocupa\u00e7\u00e3o em ver-se livre de caracter\u00edsticas sexuais prim\u00e1rias ou secund\u00e1rias (por ex., solicita\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios, cirurgia ou outros procedimentos para alterar fisicamente as caracter\u00edsticas sexuais, com o objetivo de simular o sexo oposto) ou cren\u00e7a de ter nascido com o sexo errado.\n\nC. A perturba\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 concomitante a uma condi\u00e7\u00e3o intersexual f\u00edsica.\n\nD. A perturba\u00e7\u00e3o causa sofrimento clinicamente significativo ou preju\u00edzo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras \u00e1reas importantes da vida do indiv\u00edduo.\n\nCodificar com base na idade atual:\n\n302.6 Transtorno da identidade de g\u00eanero em crian\u00e7as;\n\n302.85 Transtorno da identidade de g\u00eanero em adolescentes ou adultos.\n\nEspecificar se (para indiv\u00edduos sexualmente maduros):\n* Atra\u00e7\u00e3o sexual por homens;\n* Atra\u00e7\u00e3o sexual por mulheres;\n* Atra\u00e7\u00e3o sexual por ambos os sexos;\n* Aus\u00eancia de atra\u00e7\u00e3o sexual por quaisquer dos sexos.\n\nAl\u00e9m dessa classifica\u00e7\u00e3o, existe a Categoria 302.6: Transtorno da Identidade de G\u00eanero, sem outra especifica\u00e7\u00e3o.\n\nEsta categoria \u00e9 inclu\u00edda para a codifica\u00e7\u00e3o de transtornos da identidade de g\u00eanero n\u00e3o classific\u00e1veis como um Transtorno da Identidade de G\u00eanero espec\u00edfico. Exemplos:\n# Condi\u00e7\u00f5es intersexuais (por ex., s\u00edndrome de insensibilidade a andr\u00f3genos ou [[hiperplasia adrenal cong\u00eanita]]) e disforia concomitante quanto ao g\u00eanero.\n# Comportamento transv\u00e9stico transit\u00f3rio, relacionado ao estresse.\n# Preocupa\u00e7\u00e3o persistente com castra\u00e7\u00e3o ou penectomia, sem um desejo de adquirir as caracter\u00edsticas sexuais do g\u00eanero oposto.\n\nComparando as duas classifica\u00e7\u00f5es, observa-se que na CID-10 \u00e9 mantido o termo transexualismo e os transtornos de identidade sexuais na inf\u00e2ncia s\u00e3o catalogados em separado. O transvestismo de duplo-papel tamb\u00e9m \u00e9 considerado e categorizado separadamente. J\u00e1 no DSM-IV e DSM-IV-TR existe apenas o transtorno de identidade de g\u00eanero, esse, sim, a ser classificado em crian\u00e7as ou adolescentes e adultos. Nessa classifica\u00e7\u00e3o percebe-se o abandono do uso do termo transexualismo e a possibilidade de um indiv\u00edduo portador de transtorno de g\u00eanero poder sentir atra\u00e7\u00e3o sexual por quaisquer dos sexos ou, inclusive, por ambos.\n\nBradley ''et al.''{{ref-artigo|autor=Bradley, S.J.; Blanchard, R.; Coates, S.; Green, R.; Levine, S.B.; Meyer-Bahlburg, H.F.L.; Pauly, I.B.; Zucker, K.J |t\u00edtulo=Interim report of the DSM-IV subcommittee on gender identity disorders |ano=1991 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=20 pp.333-343 |n\u00famero=4 |id=0004-0002 ISSN}} justifica a exclus\u00e3o do termo transexualismo e a inclus\u00e3o do termo transtorno de identidade de g\u00eanero em sentido mais amplo do uso, visando a uma homogeneiza\u00e7\u00e3o dos conceitos e retirando a vis\u00e3o j\u00e1 carregada do termo transexualismo. Al\u00e9m disso, reconhece as possibilidades de diferentes orienta\u00e7\u00f5es sexuais dentro de um mesmo grupo de transtorno de identidade de g\u00eanero.\n\nA nomenclatura e crit\u00e9rios adotados pela American Psychiatric Association na elabora\u00e7\u00e3o do DSM-IV s\u00e3o importante refer\u00eancia, at\u00e9 mesmo pelos questionamentos e cr\u00edticas levantadas por alguns pesquisadores.\n\nMormont ''et al.'',{{ref-artigo|autor=Mormont C, Legros JJ, Michel A. |t\u00edtulo=A psycho-endocrinological overview of transsexualism |ano=2001 |publica\u00e7\u00e3o=Eur J Endocrinol |volume=4 |n\u00famero=145 pp.365-376 |id= ISBN}} por exemplo, criticam o fato do DSM-IV adotar a vis\u00e3o de que a diferen\u00e7a entre transexuais e outras formas de disforia de g\u00eanero pode ser interessante crit\u00e9rio diferencial, embora casos altamente heterog\u00eaneos sejam reagrupados em conjunto nessa classifica\u00e7\u00e3o.\n\nBower{{ref-artigo|autor=Bower H. |t\u00edtulo=The gender identity disorder in the DSM-IV classification: a critical evaluation |ano=2001 |publica\u00e7\u00e3o=Aust N Z J Psychiatry |volume=1 |n\u00famero=35 pp.1-8 |id= ISBN}} critica enfaticamente determinados pontos do texto do DSM-IV, desde os n\u00fameros apresentados como preval\u00eancia, passando pela afirma\u00e7\u00e3o da n\u00e3o-necessidade de exames subsidi\u00e1rios (cari\u00f3tipo, cromossomos sexuais etc.), at\u00e9 a pobreza dos diagn\u00f3sticos diferenciais. Enfatiza que, apesar dessas quest\u00f5es, \u00e9 uma classifica\u00e7\u00e3o adequada para os transtornos de identidade de g\u00eanero, mas que pode e deve ser melhorada, pois possui crit\u00e9rios que podem impedir o diagn\u00f3stico correto.\n\nInsiste na quest\u00e3o de que o diagn\u00f3stico emerge durante o processo que ele chama de \" entrevista cl\u00ednica\" e que a decis\u00e3o cir\u00fargica deve ser tomada apenas ap\u00f3s longo e extenso per\u00edodo de observa\u00e7\u00e3o, levando em conta vari\u00e1veis espec\u00edficas, como ado\u00e7\u00e3o do g\u00eanero de maneira integral, adequa\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero desejado, e outros. Finaliza dizendo que gostaria que os procedimentos diagn\u00f3sticos e de decis\u00e3o cir\u00fargica fossem objetivos e cient\u00edficos, mas reconhece que ainda n\u00e3o atingiram esse patamar.\n\nA terceira e \u00faltima fundamental refer\u00eancia diagn\u00f3stica, a ''The Harry Benjamin International Gender Dysphoria Association\u2019s, Standards of Care for Gender Identity Disorders, 6th version'' - Associa\u00e7\u00e3o Internacional Harry Benjamin de Disforia de G\u00eanero, Padr\u00f5es de Cuidados para Transtornos de Identidade de G\u00eanero, 6\u00aa vers\u00e3o - em seus conceitos introdut\u00f3rios, deixa claro que o maior prop\u00f3sito dos Padr\u00f5es de Cuidados para Transtornos de Identidade de G\u00eanero \u00e9 articular o consenso de organiza\u00e7\u00f5es profissionais internacionais a respeito das caracter\u00edsticas de manejo e tratamento psiqui\u00e1tricas, psicol\u00f3gicas, m\u00e9dicas e cir\u00fargicas dos transtornos de identidade de g\u00eanero.\n\nNo cap\u00edtulo sobre considera\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas, discorda dos valores apresentados pelo DSM-IV e afirma, com base em pesquisa recente holandesa que a preval\u00eancia do transexualismo, entendido como o final do espectro dos transtornos de identidade de g\u00eanero, \u00e9 de 1:11.900 para homens e 1:30.400 para mulheres.\n\nEm termos diagn\u00f3sticos h\u00e1 pouco a acrescentar, sendo valorizados os crit\u00e9rios do DSM-IV e da CID-10. Ressalva que o termo \"transg\u00eanero\" n\u00e3o serve de diagn\u00f3stico pois \u00e9 usado sem a conota\u00e7\u00e3o psicopatol\u00f3gica por pessoas e profissionais. O sentido \u00e9 sobretudo o de informalmente caracterizar pessoas com identidades de g\u00eanero pouco usuais.\n\nTerminada a revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica a respeito da quest\u00e3o diagn\u00f3stica, em s\u00edntese das variadas posi\u00e7\u00f5es dos pesquisadores estabelece-se:\n# coexist\u00eancia nos \u00faltimos anos de v\u00e1rios termos referentes aos transtornos de identidade de g\u00eanero;\n# progressivo movimento em dire\u00e7\u00e3o ao abandono do termo transexualismo, que nada mais seria que um extremo do espectro de transtorno de identidade de g\u00eanero;\n# consenso no uso tanto da CID-10 quanto do DSM-IV nos crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos dos transtornos de identidade de g\u00eanero;\n# op\u00e7\u00e3o cada vez maior e mais clara pelo uso do termo transtorno de identidade de g\u00eanero em lugar de transtorno de identidade sexual, visto que sexo seria mais restrito \u00e0s caracter\u00edsticas anat\u00f4micas e biol\u00f3gicas e g\u00eanero envolveria constru\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e social;\n# abandono do termo disforia de g\u00eanero, pela pouca especificidade;\n# restri\u00e7\u00e3o do uso do termo transg\u00eanero ao meio social e informal, n\u00e3o ao m\u00e9dico-psicol\u00f3gico e cient\u00edfico.\n\nPelo exposto, v\u00ea-se a dificuldade que atualmente se encontra em estabelecer o diagn\u00f3stico preciso de transexualismo, ou mesmo de transtorno de identidade de g\u00eanero, com caracter\u00edsticas espec\u00edficas e \u00fanicas. Muitas pesquisas mais recentes buscam revelar o grau de masculinidade ou feminilidade nessas popula\u00e7\u00f5es e nesses pacientes como um poss\u00edvel fator facilitador do diagn\u00f3stico.{{ref-artigo|autor=Lippa, R |t\u00edtulo=Gender-related traits in transsexuals and nontranssexuals |ano=2001 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=30 pp.603-614 |n\u00famero=6 |id=0004-0002 ISSN}}{{ref-artigo|autor=Herman-Jeglinska, A.; Grabowska, A.; Dulko, S |t\u00edtulo=Masculinity, feminility, and transsexualism |ano=2002 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=31 pp.527-534 |n\u00famero=6 |id=0004-0002 ISSN}}\n\nPor fim, fazendo um apanhado consistente de todo o hist\u00f3rico da dificuldade diagn\u00f3stica e entendendo o transexualismo como transtorno mental que deve ser diagnosticado e tratado como tal, utilizam-se os seguintes crit\u00e9rios para defini-lo:\n* Anamnese: hist\u00f3ria desde a inf\u00e2ncia de inadequa\u00e7\u00e3o de g\u00eanero; quadro n\u00e3o relacionado \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de estresse; aus\u00eancia de sinais de fetichismo; experi\u00eancias homossexuais raras e geralmente na fase de defini\u00e7\u00e3o pessoal, quando descobre que a categoria homossexual n\u00e3o lhe \u00e9 adequada; viv\u00eancia no g\u00eanero desejado sem conflitos; cren\u00e7a de que \u00e9 heterossexual e de que \u00e9 membro do g\u00eanero oposto ao seu sexo anat\u00f4mico; busca a transforma\u00e7\u00e3o hormonal e cir\u00fargica; mostra repugn\u00e2ncia por seus genitais e vontade de transform\u00e1los; grande sofrimento ps\u00edquico por sua situa\u00e7\u00e3o com sintomas depressivos e hist\u00f3ria de auto-agress\u00e3o, at\u00e9 mesmo suic\u00eddio.\n* Desconforto e inadequa\u00e7\u00e3o de g\u00eanero com dura\u00e7\u00e3o de no m\u00ednimo dois anos;\n* Viv\u00eancia no papel de g\u00eanero desejado j\u00e1 estabelecida ou a se estabelecer durante o acompanhamento;\n* Aus\u00eancia de anormalidades gen\u00e9ticas ou intersexual;\n* N\u00e3o decorrente de quadro esquizofr\u00eanico, transtorno de humor psic\u00f3tico, transtorno mental org\u00e2nico ou oligofrenia;\n* Busca real e intensa pela cirurgia, mas com a compreens\u00e3o das dificuldades presentes na indica\u00e7\u00e3o desse recurso;\n* Disponibilidade efetiva para psicoterapia como facilitador para a eventual indica\u00e7\u00e3o endocrinol\u00f3gica e cir\u00fargica.\n\n=== Diagn\u00f3stico diferencial ===\nEsse t\u00f3pico se configura especialmente importante pois, sendo o diagn\u00f3stico de transtorno de identidade de g\u00eanero ou mesmo o de transexualismo eminentemente [[cl\u00ednico]], baseado em [[entrevista]], [[anamnese]] e acompanhamento subseq\u00fcente, faz-se fundamental a diferencia\u00e7\u00e3o de outras possibilidades cl\u00ednicas e psiqui\u00e1tricas no seguimento cl\u00ednico desses indiv\u00edduos.\n\nO acompanhamento de um [[transexual]] \u00e9 completamente distinto quando comparado ao de um [[homossexual]], [[travesti]] ou mesmo de um [[psic\u00f3tico]]. Outro fator a ser considerado \u00e9 a [[cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual]], procedimento radical que deve ser indicado unicamente para pacientes que se enquadrem na categoria espec\u00edfica que se beneficiar\u00e1 dela. No caso, os [[transexuais]].\n\nAlguns estudiosos, por meio de pesquisas com essas categorias de pacientes, t\u00eam oferecido contribui\u00e7\u00f5es significativas para a elabora\u00e7\u00e3o dos diagn\u00f3sticos diferenciais.\n\nMeyer,{{ref-artigo|autor=Meyer, J.K |t\u00edtulo=Clinical variants in applicants for sex reassignment surgery |ano=1974 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=3 pp.527-558 |n\u00famero= |id=0004-0002 ISSN}} baseado na avalia\u00e7\u00e3o de 67 pacientes masculinos que buscavam a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual, afirma que muitos procuravam a cirurgia como forma de superar [[Depress\u00e3o nervosa|depress\u00e3o]], [[ansiedade]] e psicose \"[[transtorno de personalidade lim\u00edtrofe|borderline]]\". Outros perseguiam a cirurgia com sentido de atua\u00e7\u00e3o [[sado-masoquista]] ou de outras [[pervers\u00f5es]]. Alguns tentavam escapar do estigma da [[homossexualidade]] intoler\u00e1vel.\n\nAl\u00e9m dos fatores motivacionais, muitos indiv\u00edduos com sintomas de transtorno de identidade de g\u00eanero s\u00e3o descritos como [[transtorno de personalidade esquiz\u00f3ide|esquiz\u00f3ides]], [[depressivos cr\u00f4nicos]], tendo transtorno de personalidade \"borderline\" e poucos, como [[psic\u00f3tico]]s, [[oligofr\u00eanico]]s ou [[criminoso]]s.\n\nLothstein,{{ref-artigo|autor=Lothstein LM. |t\u00edtulo=Group therapy with gender-dysphoric patients |ano=1979 |publica\u00e7\u00e3o=Am J Psychother |volume=1 |n\u00famero=33 pp.67-81 |id= ISBN}} preocupado com indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica para pacientes idosos, faz estudo com travestis e transexuais com mais de 52 anos de idade. Conclui que para a popula\u00e7\u00e3o transexual a cirurgia pode ser ben\u00e9fica, apesar das dificuldades decorrentes da idade. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao grupo de travestis, a indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica deve ser muito estudada e na quase totalidade dos casos, contra-indicada.\n\nWise e Meyer,{{ref-artigo|autor=Wise, T.N.; Meyer, J.K |t\u00edtulo=The border area between transvestism and gender dysphoria: transvestitic applicants for sex reassignment |ano=1980 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=9 pp.327-342 |n\u00famero=4 |id=0004-0002 ISSN}} discutindo casos de travestis [[jovens]] e [[idoso]]s, prop\u00f5em alguns crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos para os travestis que se tornam disf\u00f3ricos em rela\u00e7\u00e3o ao [[G\u00e9nero (ci\u00eancias sociais)|g\u00eanero]]:\n# Desejo de cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual;\n# Evid\u00eancia de desejo e vontade de longa dura\u00e7\u00e3o de se transvestir;\n# Uma hist\u00f3ria de longa dura\u00e7\u00e3o, que pode, ou n\u00e3o, se estender at\u00e9 o presente, de excita\u00e7\u00e3o quando transvestido;\n# Aus\u00eancia de [[patologias psic\u00f3ticas]] ou [[man\u00edaco-depressiva]]s;\n# Hist\u00f3ria de longa dura\u00e7\u00e3o de busca de inclina\u00e7\u00e3o sexualmente masculina e ativa e, por outro lado, no passado, em que normalmente permaneceu em contraste marcante com desejos femininos secretos;\n# Exclus\u00e3o evidente de outras variantes cl\u00ednicas.\n\nEsses pesquisadores indicam a possibilidade desses indiv\u00edduos se enquadrarem em uma s\u00edndrome \"borderline\" e do desejo de cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual ocorrer em condi\u00e7\u00f5es de estresse.\n\nLevine e Lothstein, ap\u00f3s um per\u00edodo de tr\u00eas anos utilizando m\u00e9todos psicom\u00e9tricos e entrevistas cl\u00ednicas com 51 homens que buscavam a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual, encontraram:\n# 78% dos pacientes possuem patologias de car\u00e1ter, 47% como marcante e 31% como sutil. Os diagn\u00f3sticos mais comuns s\u00e3o: esquiz\u00f3ide e \"borderline\"; outros diagn\u00f3sticos que podem ser inclu\u00eddos s\u00e3o: narcisista, passivo-dependente, paran\u00f3ide e obsessivo-compulsivo;\n# 6% s\u00e3o [[psic\u00f3tico]]s;\n# 8% dos pacientes t\u00eam anormalidades que contrariam as descri\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas;\n# 8% dos pacientes exibem apenas disforia de g\u00eanero.\n\nOs mesmos autores afirmam que com disforia de g\u00eanero s\u00e3o mais saud\u00e1veis que homens com disforia de g\u00eanero.\n\nBrown, ao fazer revis\u00e3o sobre disforia de g\u00eanero, encontra como diagn\u00f3sticos diferenciais desta categoria:\n* transexualismo prim\u00e1rio e secund\u00e1rio;\n* transvestismo com depress\u00e3o ou regress\u00e3o ([[estresse]]);\n* [[esquizofrenia]] com transtorno de g\u00eanero;\n* homossexualidade com transtorno de ajustamento;\n* [[homossexualidade]] [[homofobia|homof\u00f3bica]];\n* transformistas profissionais;\n* [[transtorno]] de personalidade \"borderline\" com quest\u00f5es graves de identidade de g\u00eanero;\n* transtorno dism\u00f3rfico corporal;\n* transtorno de identidade de g\u00eanero, tipo n\u00e3o transexual;\n* transtorno de identidade de g\u00eanero at\u00edpico;\n* adapta\u00e7\u00e3o amb\u00edgua de identidade de g\u00eanero;\n* simula\u00e7\u00e3o.\n\nManderson e Kumar{{ref-artigo|autor=Manderson L, Kumar S. |t\u00edtulo=Gender identity disorders as a rare manifestation of schizophrenia |ano=2001 |publica\u00e7\u00e3o=Aust N Z J Psychiatry |volume=4 |n\u00famero=35 pp.546-547 |id= ISBN}} retomam um aspecto importante e sempre presente nas avalia\u00e7\u00f5es diagn\u00f3sticas, o de que uma esquizofrenia pode se manifestar com sintomas de transtorno de identidade de g\u00eanero.\n\nA exclus\u00e3o de [[patologia]]s que possam se confundir com transtorno de identidade de g\u00eanero se faz mais fundamental quando se sabe que n\u00e3o existem crit\u00e9rios precisos de diagn\u00f3stico para o quadro e, portanto, o risco de m\u00e1 ou err\u00f4nea indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica \u00e9 significativo. O cuidado e a tranquilidade nas avalia\u00e7\u00f5es de candidatos \u00e0 cirurgia ajudam a excluir patologias como esquizofrenia, oligofrenia, transtorno dism\u00f3rfico corporal, al\u00e9m de impedir les\u00e3o f\u00edsica em indiv\u00edduos homossexuais ou transformistas.\n\n== Comorbidade ==\nEm adultos, h\u00e1 uma taxa consider\u00e1vel de [[psicopatologia]]s concomitante, comumente transtornos de personalidade [[Transtorno de personalidade lim\u00edtrofe|''borderline'']], [[Transtorno de personalidade antissocial|antissocial]] ou [[Transtorno de personalidade narcisista|narcista]], abuso de subst\u00e2ncia e comportamento suicida e autodestrutivo.Robert E. Hales; Stuart C. Yudofsky; Glen O. Gabbard (2012). [http://books.google.com/books?id=rwDnD_urM_4C&pg=PA766 ''Tratado de Psiquiatria Cl\u00ednica''] - 5ed. Artmed Editora. p. 766. ISBN 978-85-363-2708-2.\n\nEsses indiv\u00edduos podem ser exigentes e manipuladores frequentemente resistindo a outras interven\u00e7\u00f5es que n\u00e3o a a reatribui\u00e7\u00e3o sexual. Um estudo recente relatou que 61% dos indiv\u00edduos diagnosticados com TIG apresentavam doen\u00e7a psiqui\u00e1trica com\u00f3rbida.\n\nA correla\u00e7\u00e3o entre esquizofrenia e transexualismo secund\u00e1rio \u00e9 levantada por Caldwell e Keshavan.{{ref-artigo|autor=Caldwell C, Keshavan MS. |t\u00edtulo=Schizophrenia with secondary transsexualism |ano=1991 |publica\u00e7\u00e3o=Can J Psychiatry |volume= |n\u00famero=36 pp.300-301 |id= ISBN}} Afirmam que a rela\u00e7\u00e3o entre transexualismo e outras doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas \u00e9 pouco clara e especificamente quanto \u00e0 [[esquizofrenia]], tema a ser melhor pesquisado, sugerem tr\u00eas caminhos:\n* os dois estados s\u00e3o s\u00edndromes distintas que podem ocorrer simultaneamente;\n* transexualismo \u00e9 uma forma de esquizofrenia;\n* transexualismo \u00e9 uma forma n\u00e3o espec\u00edfica de psicopatologia.\n\nOutros autores revelam preocupa\u00e7\u00e3o com poss\u00edveis diagn\u00f3sticos associados - [[Transtorno de m\u00faltiplas personalidades]]Modestin J, Ebner G. Multiple personality disorder manifesting itself under the mask of transsexualism. Psychopathology. 1995;28:317-21. e [[Transtornos alimentares]]{{ref-artigo|autor=Becker D, Mester R. |t\u00edtulo=Further insights into transsexualism |ano=1996 |publica\u00e7\u00e3o=Psychopatology |volume= |n\u00famero=29 pp.1-6 |id= ISBN}}{{ref-artigo|autor=Hepp U, Milos G. |t\u00edtulo=Gender identity disorder and eating disorders. |ano=2002 |publica\u00e7\u00e3o=Int J Eat Disord. |volume= |n\u00famero=32 pp.473-478 |id= ISBN}} - e que talvez tenham rela\u00e7\u00e3o com o transtorno de identidade de g\u00eanero, contudo, nenhuma evid\u00eancia maior de associa\u00e7\u00e3o \u00e9 relatada em nenhum dos artigos pesquisados.\n\nEm rela\u00e7\u00e3o aos [[transtornos de personalidade]],{{ref-artigo|autor=Bodlund O, Kullgren G, Sundbom E, H\u00f6jerback, T. |t\u00edtulo=Personality traits and disorders among transsexuals. Acta Psychiatr Scand. |ano=1993 |n\u00famero=88 pp.322-7 |id= ISSN}} relatam que enquanto na popula\u00e7\u00e3o geral existe preval\u00eancia de 10% de transtornos de personalidade, entre os transexuais ela chega \u00e0 cifra de 26%. Os transtornos mais encontrados s\u00e3o: [[paran\u00f3ide]], [[esquizot\u00edpico]] e \"[[Transtorno de personalidade lim\u00edtrofe|borderline]]\". Segundo os autores, ao contr\u00e1rio do que se acredita, os transexuais masculinos n\u00e3o t\u00eam mais tra\u00e7os \"borderline\" nem mais psicopatologia em geral nem pior progn\u00f3stico que os transexuais femininos. E explicam esses resultados encontrados como decorr\u00eancia das caracter\u00edsticas de desenvolvimento de vida dessas pessoas, como consequ\u00eancia das rea\u00e7\u00f5es negativas e discriminat\u00f3rias da sociedade. Esses dados s\u00e3o compat\u00edveis com os encontrados por COHEN ''et al.'' (1997){{ref-artigo|autor=Cohen L, De Ruiters C, Ringelberg H, Cohen-Kettenis PT. |t\u00edtulo=Psychological functioning of adolescent transsexuals: personality and psychopathology. J Clin Psychol. |ano=1997 |n\u00famero=53 |volume=2 pp.187-96 |id= ISSN}} em uma popula\u00e7\u00e3o [[transexual]] [[adolescente]] [[holandesa]].\n\nRoberto em artigo ainda atual acerca do diagn\u00f3stico e tratamento do transexualismo, afirma que os diagn\u00f3sticos de transtorno de personalidade [[hist\u00e9rica]], transtorno de personalidade paran\u00f3ide e de depress\u00e3o s\u00e3o comuns nessa popula\u00e7\u00e3o.\n\nEm aspectos mais amplos, Brown ''et al.''{{ref-artigo|autor=Brown GR, Wise TN, Costa PT, Herbst JH, Fagan PJ, Schimidt CW. |t\u00edtulo=Personality characteristics and sexual functioning of 188 cross-dressing men. |publica\u00e7\u00e3o=J Nerv Ment Dis. |ano=1996 |n\u00famero=184 |volume=5 pp.265-73 |id= ISSN}} encontram em 26% da amostra populacional de 188 indiv\u00edduos que se transvestiam ([[transexuais]], [[travestis]] e [[transg\u00eaneros]]), [[Depress\u00e3o nervosa|depress\u00e3o]], ansiedade, \"descontrole nervoso\" e abuso de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas.\n\nJ\u00e1 Cole ''et al.'',{{ref-artigo|autor=Cole, C.M.; O\u2019Boyle, M.; Emory, L.E.; Meyer, W.J |t\u00edtulo=Comorbity of gender dysphoria and other major psychiatric diagnoses |ano=1997 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=26 pp.13-26 |n\u00famero=1 |id=0004-0002 ISSN}} estudando 318 transexuais masculinos e 117 femininos, encontram para ambos os grupos:\n* Em eixo I: Depress\u00e3o como o transtorno mais comum e em seguida, presen\u00e7a de transtorno bipolar e esquizofrenia;\n* Em eixo II: Transtorno de personalidade \"borderline\" como mais frequente e em segundo lugar o transtorno esquiz\u00f3ide.\n\nCompletam afirmando que o grupo de indiv\u00edduos com transtorno de identidade de g\u00eanero aparenta ser relativamente \"normal\" em termos de diagn\u00f3stico de comorbidade de problemas psiqui\u00e1tricos. \"De fato, a incid\u00eancia de problemas psiqui\u00e1tricos reportados \u00e9 similar \u00e0 encontrada na popula\u00e7\u00e3o geral\".\n\nPor fim, Campo ''et al.'',{{ref-artigo|autor=Campo J, Nijman H, Merckelbach H, Evers C. |t\u00edtulo=Psychiatric comorbity of gender identity disorders: a survey among dutch psychiatrists. |publica\u00e7\u00e3o=Am J Psychiatry. |ano=2003 |n\u00famero=160 pp.1332-1336 |id= ISBN}} relatando pesquisa realizada com psiquiatras holandeses que trabalham com indiv\u00edduos com transtorno de identidade de g\u00eanero, informa que dos 584 pacientes aferidos, 39% (225) tinham como diagn\u00f3stico prim\u00e1rio transtorno de identidade de g\u00eanero; 61% (359) tinham comorbidade com outros transtornos psiqui\u00e1tricos, sendo que em 75% (270) desses, o transtorno de identidade de g\u00eanero era interpretado como sendo secund\u00e1rio a outro transtorno psiqui\u00e1trico como: transtorno de [[personalidade]], transtorno de [[humor]], transtorno dissociativo e transtorno [[psic\u00f3tico]].\n\nPelos dados apresentados, a seara \u00e9 ainda confusa e deve ser pesquisada em paralelo \u00e0 busca de uma objetiva\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica capaz de diferenciar quadros e revelar transtornos de identidade de g\u00eanero e suas rela\u00e7\u00f5es com outras patologias psiqui\u00e1tricas.\n\n== Preval\u00eancia ==\nA preval\u00eancia \u00e9 estimada entre 1 a 8 pessoas em cada 100.000 habitantes, sendo de 1 a 6 vezes mais comum entre o sexo biol\u00f3gico masculino dependendo do pa\u00eds.ATHAYDE, Amanda V. Luna de. Transexualismo masculino. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2001, vol.45, n.4 [cited 2013-01-11], pp. 407-414 . Available from: . ISSN 0004-2730. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302001000400014.\n\n== Tratamento ==\nConfus\u00f5es entre os diversos tipos de transtornos de identidade de g\u00eanero e a transgeneridade podem levar a erros de diagn\u00f3stico e, portanto, de indica\u00e7\u00e3o de tratamento. Apesar de alguns autores{{ref-artigo|autor=Puri BK, Singh I. |t\u00edtulo=The successful treatment of a gender dysphoric patient with pimozide. |publica\u00e7\u00e3o=Aust N Z J Psychiatry. |ano=1996 |n\u00famero=30 |volume=3 pp.422-5 |id= ISBN}}{{ref-artigo|autor=Marks IM, Mataix-Cols D. |t\u00edtulo=Four-year remission of transsexualism after comorbid obsessive-compulsive disorder improved with self-exposure therapy. |publica\u00e7\u00e3o=Br J Psychiatry. |ano=1997 |n\u00famero=171 pp.389-90 |id= ISBN}}{{ref-artigo|autor=Marks I, Green R, Mataix-Cols D. |t\u00edtulo=Adult gender identity disorder can remit. |publica\u00e7\u00e3o=Compr Psychiatry. |ano=2000 |n\u00famero=41 |volume=4 pp.273-5 |id= ISBN}} relatarem tratamentos eficazes e espec\u00edficos para casos isolados de transtornos de identidade de g\u00eanero, o diagn\u00f3stico principal \u00e9 que deve ser bem formulado e tratado.\n\nPuri e Singh decrevem um caso de esquizofrenia que apresentava como sintoma delirante um transtorno de identidade sexual. Tratado com Pimozide, apresentou melhora.\n\nJ\u00e1 Marks e Mataix-Cols descrevem um caso de transtorno obssessivo-compulsivo com sintomas de transtorno de identidade de g\u00eanero que apresentou melhora significativa, quando o transtorno ansioso foi adequadamente tratado. Anos depois, Marks ''et al.'' descrevem o mesmo caso e acrescentam mais cinco descritos como disforia de g\u00eanero que remitiram durante um per\u00edodo prolongado de tempo sem medica\u00e7\u00e3o ou psicoterapia. Ap\u00f3s esse per\u00edodo de remiss\u00e3o, todos os cinco relatos, naturalmente retomaram os sintomas de disforia de g\u00eanero (quatro vivendo parcialmente ou integralmente como mulher e um caso de transgeneridade \"feminina\", vivendo como homem).\n\nOutro artigo{{ref-artigo|autor=Daskalos, C.T |t\u00edtulo=Changes in sexual orientation of sex heterosexual male-tofemale transsexuals |ano=1998 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=27 pp.605-613 |n\u00famero= |id=0004-0002 ISSN}} relata mudan\u00e7a de orienta\u00e7\u00e3o sexual e n\u00e3o de identidade de g\u00eanero em seis transexuais masculinos, ou seja, deixa de lado a prefer\u00eancia por homens, preferindo ent\u00e3o mulheres.\n\nBarlow ''et al.''{{ref-artigo|autor=Barlow DH, Abel GG, Blanchard BB. Gender identity change in transsexuals. |publica\u00e7\u00e3o=Arch Gen Psychiatry. |ano= 1979 |n\u00famero=36 |volume=9 pp.1001-7 |id= ISBN}} relatam tr\u00eas casos de mudan\u00e7a de identidade de g\u00eanero, com um seguimento de seis anos e meio. O tratamento proposto foi o de psicoterapia comportamental para os tr\u00eas e em um \u00fanico caso, associado ao uso de amitriptilina e diazepam.\n\nEm linhas gerais, existe consenso atual - que teve in\u00edcio com os trabalhos pioneiros de Harry Benjamin - entre profissionais que trabalham com pacientes que sofrem de transtorno de identidade de g\u00eanero, de que o tratamento para al\u00edvio da disforia e resolu\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es relativas \u00e0 identidade de g\u00eanero, especialmente a transsexualidade, se baseia em um trip\u00e9 formado por:\n* [[Psicoterapia]];\n* [[Tratamento hormonal]];\n* [[Cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual]].\n\nEsse trip\u00e9 n\u00e3o \u00e9 necessariamente sequencial, mas, muitas vezes, um recurso \u00e9 somado a outro visando maior efic\u00e1cia.{{ref-artigo|autor=Kok LP. |t\u00edtulo=Management of sexual disorders. |publica\u00e7\u00e3o=Singapore Med J |ano= 1993 |n\u00famero=34 pp.553-6 |id= ISBN}}{{ref-artigo|autor=Jurado J, Epps-Quaglia DR, In\u00e1cio M. |t\u00edtulo=Transsexualismo: aspectos cl\u00ednicos e cir\u00fargicos. |publica\u00e7\u00e3o=In: Coronho V, Petroianu A, Santana EM, Pimenta LG. Tratado de endocrinologia e cirurgia end\u00f3crina. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; |ano= 2001 pp.1409-16 |id= ISBN}}\n\nOutros recursos como, por exemplo, a indica\u00e7\u00e3o de hospital-dia, pode ser \u00fatil em casos espec\u00edficos que necessitem de assist\u00eancia intensa.{{ref-artigo|autor=Babinski S, Reyes A. |t\u00edtulo=Identity formation in adolescence: case study of gender identity disorder and treatment through an intermediate-care day hospital. |publica\u00e7\u00e3o=Psychiatr Q. |ano= 1994 |n\u00famero=65 |volume=2 pp.121-33 |id= ISBN}}\n\nRefer\u00eancia fundamental e amplamente disseminada entre os pesquisadores da \u00e1rea s\u00e3o as recomenda\u00e7\u00f5es existentes em \"Os Padr\u00f5es de Cuidado para Transtorno de Identidade de G\u00eanero\" da The Harry Benjamin International Gender Dysphoria Association (HBIGDA), fundada em 1977, cujo comit\u00ea apresenta uma sele\u00e7\u00e3o feita entre grandes estudiosos do assunto. Atualmente na 6\u00aa vers\u00e3o, publicada em 2001 (as anteriores s\u00e3o de 1979, 1980, 1981, 1990 e 1998), a refer\u00eancia \u00e9 subdividida em treze cap\u00edtulos abordando desde epidemiologia, diagn\u00f3stico e tratamento para adultos, adolescentes e crian\u00e7as.\n\nEsses Padr\u00f5es de Cuidado para Transtornos de Identidade de G\u00eanero da The Harry Benjamin International Gender Dysphoria Association valorizam n\u00e3o apenas o trip\u00e9 terap\u00eautico (psicoterapia, hormonioterapia e cirurgia) mas tamb\u00e9m a necessidade do paciente viver integral e realmente como se pertencesse ao g\u00eanero desejado antes de qualquer medida definitiva, como a cirurgia. A seguir, como cada etapa do tratamento \u00e9 preconizada pelos padr\u00f5es de cuidado da HBIGDA.\n\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 [[psicoterapia]], a HBIGDA avalia que:\n* A psicoterapia pode ser extremamente \u00fatil para as descobertas e processo de amadurecimento e conforto pessoal;\n* N\u00e3o \u00e9 requisito absoluto para o tratamento em tr\u00eas etapas. Fica a cargo da avalia\u00e7\u00e3o da equipe profissional, a indica\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de psicoterapia;\n* O estabelecimento de uma rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica verdadeira e efetiva \u00e9 o primeiro passo necess\u00e1rio para o sucesso do trabalho da equipe;\n* O processo pode ser longo e envolve at\u00e9 o seguimento p\u00f3scir\u00fargico. N\u00e3o necessariamente a psicoterapia vai caminhar para a hormonioterapia e cirurgia. V\u00e1rias quest\u00f5es podem ser abordadas e deve-se levar em conta o processo todo de transforma\u00e7\u00e3o e amadurecimento;\n* V\u00e1rios processos de transforma\u00e7\u00e3o ocorrem espontaneamente durante a psicoterapia. Essa adapta\u00e7\u00e3o de g\u00eanero deve ser acompanhada e estimulada para melhores condi\u00e7\u00f5es afetivoemocionais;\n* Em termos de a\u00e7\u00f5es a serem tomadas pelos pacientes:\n* Biologicamente homens: transvestismo; mudan\u00e7a corporal como, por exemplo, a retirada de pelos; aumento do cuidado pessoal, guarda-roupa e voz.\n\nBiologicamente mulheres: transvestismo; mudan\u00e7as corporais tais como usar faixas peitorais, aplica\u00e7\u00e3o de pelos faciais teatrais; uso de pr\u00f3teses penianas ou outros recursos similares como enchimentos.\n* Para ambos: aprender mais sobre o fen\u00f4meno de transg\u00eanero, frequentando grupos de apoio, lendo sobre, grupos de discuss\u00e3o na internet, etc..\n* Em termos do processo psicoterap\u00eautico propriamente dito:\n* Aceita\u00e7\u00e3o das fantasias pessoais, sejam elas homossexuais ou bissexuais e dos comportamentos (orienta\u00e7\u00e3o), como distintos das aspira\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 identidade de g\u00eanero e papel de g\u00eanero; saber avaliar as necessidades e compromissos familiares e profissionais assumidos; saber integrar as mudan\u00e7as de g\u00eanero no seu dia-a-dia; identificar e incrementar seus pontos destoantes e fr\u00e1geis na adequa\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero pretendido tanto nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho como pessoais.\n\n\u00c9 importante assinalar que essa \u00e9 uma vis\u00e3o particularmente norteamericana do que chamam psicoterapia: um recurso voltado para o bemestar imediato e envolto por pragmatismo evidente. Al\u00e9m do qu\u00ea a aceita\u00e7\u00e3o de tais diretrizes propostas pela HBIGDA por entidades e equipes de pesquisa n\u00e3o reflete um esquema espec\u00edfico de trabalho psicoterap\u00eautico, nem mesmo a aceita\u00e7\u00e3o de apenas uma linha te\u00f3rica mas sim, um consenso do que pode e deve ser alcan\u00e7ado pelo paciente e equipe de trabalho.\n\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hormonioterapia em adultos, a HBIGDA (2001) avalia que:\n:''As raz\u00f5es para a hormonioterapia se justificam pelo fato de que o tratamento com horm\u00f4nios do sexo desejado desempenha importante papel anat\u00f4mico e psicol\u00f3gico no processo de transi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e na sele\u00e7\u00e3o adequada de adultos com transtorno de identidade de g\u00eanero. Eles melhoram a qualidade de vida e limitam a comorbidade psiqui\u00e1trica pois o paciente passa a se sentir e se parecer com os membros do g\u00eanero preferido, al\u00e9m de serem medicamente necess\u00e1rios para se viver nessa nova condi\u00e7\u00e3o.''\n\nEstabelecem ainda tr\u00eas crit\u00e9rios de inclus\u00e3o para a hormonioterapia:\n\n# 18 anos de idade;\n# Conhecimento demonstr\u00e1vel dos limites e possibilidades de a\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios, al\u00e9m de seus riscos e benef\u00edcios sociais;\n# Exper\u00eancia de vida no g\u00eanero desejado documentada de pelo menos tr\u00eas meses antes do in\u00edcio do tratamento hormonal ou um per\u00edodo de psicoterapia de dura\u00e7\u00e3o especificada pelos profissionais da equipe de sa\u00fade antes da avalia\u00e7\u00e3o inicial para a hormonioterapia (geralmente um m\u00ednimo de tr\u00eas meses).\n\nEm circunst\u00e2ncias especiais \u00e9 aceit\u00e1vel a prescri\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios para pacientes que n\u00e3o preencham o terceiro crit\u00e9rio, por exemplo, para monitorar terapia com horm\u00f4nios conhecidos com o intuito de evitar o uso sem supervis\u00e3o m\u00e9dica ou o mercado negro.\n\nLevantam ainda a possibilidade, em casos especiais e ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o de equipe respons\u00e1vel, de se prescrever horm\u00f4nios a pacientes que n\u00e3o queiram a cirurgia ou que n\u00e3o desejem uma experi\u00eancia de vida no outro g\u00eanero ou mesmo que estejam encarcerados.\n\nOs efeitos desejados e ben\u00e9ficos da hormonioterapia em adultos relatados pela HBIGDA (2001) s\u00e3o:\n\n* Para os biologicamente homens tratados com estr\u00f3genos: crescimento das mamas, redistribui\u00e7\u00e3o da gordura corporal no padr\u00e3o feminino, diminui\u00e7\u00e3o da for\u00e7a no segmento superior corporal, maciez da pele, diminui\u00e7\u00e3o dos pelos corporais, diminui\u00e7\u00e3o ou parada da queda de cabelos, diminui\u00e7\u00e3o do tamanho e da fertilidade testicular, ere\u00e7\u00f5es com menor frequ\u00eancia e com menor firmeza. A grande maioria desses efeitos s\u00e3o revers\u00edveis, com exce\u00e7\u00e3o do aumento das mamas.\n* Para as biologicamente mulheres tratadas com testosterona, as seguintes mudan\u00e7as podem ser consideradas permanentes: voz mais grave, aumento do clit\u00f3ris, atrofia de mamas, aumento de pelos faciais e corporais no padr\u00e3o masculino. Mudan\u00e7as revers\u00edveis s\u00e3o: aumento da for\u00e7a no segmento superior corporal, ganho de peso, aumento do interesse social e sexual, aumento do desejo sexual e diminui\u00e7\u00e3o da gordura do quadril.\n\nEm fun\u00e7\u00e3o dos riscos envolvidos, alguns pacientes devem ser muito bem avaliados clinicamente antes do in\u00edcio de hormonioterapia: [[fumante]]s, [[obeso]]s, [[idoso]]s, pacientes com doen\u00e7as cardiovasculares, [[hipertenso]]s, com doen\u00e7as end\u00f3crinas, com c\u00e2ncer e aqueles com problemas de coagula\u00e7\u00e3o.\n\nOs efeitos colaterais descritos pela HBIGDA (2001) s\u00e3o:\n\n* Para os biologicamante homens tratados com estr\u00f3genos ou progest\u00f3genos: aumento da propens\u00e3o \u00e0 coagula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea, desenvolvimento de prolactinomas benignos, infertilidade, ganho de peso, labilidade emocional, doen\u00e7as hep\u00e1ticas, forma\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculos biliares, sonol\u00eancia, hipertens\u00e3o e diabetes melito.\n* Para as biologicamente mulheres tratadas com testosterona: [[infertilidade]], [[acne]], [[labilidade emocional]], aumento do desejo sexual, mudan\u00e7a dos perfis lip\u00eddicos para o padr\u00e3o masculino com aumento do risco de doen\u00e7as cardiovasculares e potencial para desenvolver tumores benignos ou malignos de f\u00edgado, al\u00e9m de disfun\u00e7\u00f5es nesse \u00f3rg\u00e3o.\n\nOs horm\u00f4nios podem ter suas doses reduzidas ap\u00f3s a gonadectomia e o uso de antiandr\u00f3genos pode ser considerado tratamento adjuntivo ao uso de estr\u00f3genos, em indiv\u00edduos biologicamente homens.\n\nAp\u00f3s a psicoterapia e a hormonioterapia, seq\u00fcenciais ou n\u00e3o, a avalia\u00e7\u00e3o da capacidade do paciente em viver adequadamente no g\u00eanero desejado \u00e9 uma das vari\u00e1veis mais importantes para a HBIGDA (2001).\n\nAntes da cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual, a experi\u00eancia de viver no g\u00eanero desejado \u00e9 considerada fundamental para a indica\u00e7\u00e3o adequada desse procedimento terap\u00eautico. Saber enfrentar as mudan\u00e7as de vida (profissionais, afetivas, estudantis, sociais e mesmo parentais) s\u00e3o de fundamental import\u00e2ncia para a indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica. Avaliar cada situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica \u00e9 dever da equipe. Mediar a fantasia e o que se quer, com a realidade, \u00e9 a tarefa principal da equipe e do paciente antes de aventar e enfrentar essa possibilidade de defini\u00e7\u00e3o, que \u00e9 irrevers\u00edvel.\n\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual, a HBIGDA (2001) avalia:\n* Constitui tratamento efetivo e apropriado para transsexualidade ou Transtorno de Identidade de G\u00eanero profundo;\n* O cirurgi\u00e3o deve fazer parte da equipe, conhec\u00ea-la e confiar em suas opini\u00f5es;\n* Os crit\u00e9rios de indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica envolvem desde idade m\u00ednima (maioridade legal, que varia de pa\u00eds para pa\u00eds), tempo de hormonioterapia e experi\u00eancia real de vida no g\u00eanero desejado at\u00e9 conhecimento de riscos, custos e poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es;\n* O cirurgi\u00e3o deve possuir compet\u00eancia especializada em t\u00e9cnicas de reconstru\u00e7\u00e3o genital. Deve ser urologista, ginecologista, cirurgi\u00e3o pl\u00e1stico ou geral, sendo reconhecidamente h\u00e1bil e suficientemente treinado para as tarefas a serem realizadas.\n\nAs cirurgias indicadas s\u00e3o:\n\n* Cirurgia de mamas: retirada de mamas para homens trans ou aumento dessas ou coloca\u00e7\u00e3o de pr\u00f3teses para mulheres trans;\n* Cirurgia genital: para mulheres trans: orquiectomia, penectomia, vaginoplastia, clitoroplastia e labiaplastia. A manuten\u00e7\u00e3o, sempre que poss\u00edvel, da enerva\u00e7\u00e3o no tecido usado na constru\u00e7\u00e3o da neovagina \u00e9 fundamental na recupera\u00e7\u00e3o cir\u00fargica e na funcionalidade do \u00f3rg\u00e3o. Para homens trans: histerectomia, salpingo-oforectomia, vaginectomia, metoidioplastia, escrotoplastia, uretroplastia, coloca\u00e7\u00e3o de pr\u00f3teses testiculares e faloplastia;\n* Outras cirurgias indicadas: para mulheres trans: redu\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica da cartilagem tire\u00f3ide, lipoaspira\u00e7\u00e3o da cintura e do quadril, rinoplastia, redu\u00e7\u00e3o dos ossos da face e blefaroplastia. Para homens trans: lipoaspira\u00e7\u00e3o nos quadris, coxas e n\u00e1degas.\n\nAl\u00e9m de todas essas medidas indicadas, a HBIGDA (2001) recomenda um seguimento cir\u00fargico, psicoter\u00e1pico e hormonal a curto e longo prazo.\n\nA partir desses padr\u00f5es estabelecidos pela experi\u00eancia adquirida em anos de trabalho, pesquisa e estudos, o atendimento da popula\u00e7\u00e3o que sofre de transtornos de identidade de g\u00eanero estandardizou-se, mas respeitando sempre as particularidades de cada pa\u00eds, sua legisla\u00e7\u00e3o e cultura.\n\nContudo, v\u00e1rios autores, al\u00e9m dos que participam da HBIGDA, pesquisam e publicam artigos sobre o trip\u00e9 terap\u00eautico, contribuindo e enriquecendo essa \u00e1rea de estudo. A seguir, para cada t\u00f3pico, v\u00eaem-se alguns deles.\n\n=== Psicoterapia ===\nWise e Lucas descrevem caso interessante do que chamam de pseudotransexualismo (disforia de g\u00eanero iatrog\u00eanica). Nesse artigo \u00e9 relatada a hist\u00f3ria de uma mulher homossexual que tinha fantasias de engravidar sua psicoterapeuta. Quando esta realmente engravida, a paciente inicia um processo de estigmatiza\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria homossexualidade e aumenta seu desejo de se tornar homem. O impasse atinge seu m\u00e1ximo na separa\u00e7\u00e3o que acontece para o parto, quando a paciente busca efetivamente servi\u00e7os para realizar a cirurgia. Um ponto importante levantado pelos autores seria a quest\u00e3o da transfer\u00eancia e do v\u00ednculo terap\u00eautico, ambos colocados em cheque pelos acontecimentos.{{ref-artigo|autor=Wise TN, Lucas J. |t\u00edtulo=Pseudotranssexualism: iatrogenic gender dysphoria. |publica\u00e7\u00e3o=J Homosex. |ano=1981 |n\u00famero=6 |volume=3 pp.61-6|id= ISSN}}\n\nUma s\u00e9rie de trabalhos cl\u00e1ssicos sobre psicoterapia com pacientes com transtorno de identidade de g\u00eanero valorizam a psicoterapia grupal e n\u00e3o apenas a individual.\n\nKeller ''et al.'' (1982) afirmam:{{ref-artigo|autor=Keller AC, Althof SE, Lothstein LM. |t\u00edtulo=Group therapy with gender-identity patients a four-year study. |publica\u00e7\u00e3o=Am J Psychother |ano=1982 |n\u00famero=36 |volume=2 pp.223-9|id= ISSN}}\n:''a psicoterapia grupal provou ser o modelo ideal para tratamento, observa\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de pacientes com disforia de g\u00eanero antes, durante e ap\u00f3s a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual.''\n\nEssa mesma conclus\u00e3o \u00e9 compartilhada por Stermac ''et al.''.{{ref-artigo|autor=Stermac L, Blanchard R, Clemmensen LH, Dickey R. |t\u00edtulo=Group therapy for gender-dysphoric heterosexual men. |publica\u00e7\u00e3o=J Sex Marital Ther |ano=1991 |n\u00famero=17 |volume=4 pp.252-8|id= ISSN}}\n\nJ\u00e1 Levine e Lothstein, al\u00e9m de valorizarem a psicoterapia grupal, enfatizam a import\u00e2ncia da alian\u00e7a terap\u00eautica e da associa\u00e7\u00e3o entre psicoterapia e cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual. Afirmam que cerca de 70% dos pacientes com disforia de g\u00eanero e em psicoterapia acabam optando por solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o-cir\u00fargicas.\n\nOs psic\u00f3logos Midence e Hargreaves em artigo de revis\u00e3o, afirmam que o ajustamento psicossocial de mulheres trans deve ser melhor pesquisado. Elogiam os trabalhos de Lothstein, mas criticam a qualidade dos outros trabalhos publicados.{{ref-artigo|autor=Midence K, Hargreaves I. |t\u00edtulo=Psychosocial adjustment im male-to-female transsexuals: an overview of the research evidence. |publica\u00e7\u00e3o=J Psychol |ano=1997 |n\u00famero=131 |volume=6 pp.602-14|id= ISSN}}\n\nPor fim, Y\u00fcksel ''et al.'' relatam a experi\u00eancia na Turquia do trabalho com transexuais, especificamente homens. Naquele pa\u00eds, a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual apenas p\u00f4de ser legalmente feita a partir de maio de 1988. Desde ent\u00e3o, qualquer m\u00e9dico, desde que o paciente se mostre interessado, pode realizar esse tipo de cirurgia sem necessidade de laudo psiqui\u00e1trico ou prepara\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica pr\u00e9 ou p\u00f3s-cir\u00fargica. A lei turca permite ainda a mudan\u00e7a da certid\u00e3o de nascimento e o casamento desses indiv\u00edduos. Para as mulheres trans as quest\u00f5es est\u00e3o bem melhor estabelecidas, por\u00e9m o mesmo n\u00e3o acontece com a popula\u00e7\u00e3o masculina. Nesse artigo, os autores descrevem a exper\u00eancia com um grupo de homens trans, a alta coes\u00e3o grupal e a import\u00e2ncia desse trabalho psicoterap\u00eautico.{{ref-artigo|autor=Y\u00fcksel, S.; Kulaksizoglu, IB.; T\u00fcrksoy, N.; Sahin, D |t\u00edtulo=Group psychotherapy with female-to-male transsexuals in Turkey |ano=2000 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=29 pp.279-291 |n\u00famero=3 |id=0004-0002 ISSN}}\n\n=== Hormonioterapia ===\n[[Imagem:Susan Stanton.jpg|thumb|Nas terapias hormonais de homem para mulher s\u00e3o usados anti-androg\u00eanios para diminuir as caracter\u00edsticas masculinas e estrog\u00eanio para formar as caracter\u00edsticas femininas]]\n\nAs propostas terap\u00eauticas hormonais s\u00e3o todas muito semelhantes e seguem as mesmas linhas diretrizes da HBIGDA (2001).\n\nEsquematicamente, pode-se reproduzir o papel do endocrinologista dentro da equipe de tratamento interdisciplinar do transexualismo da seguinte forma, segundo Michel ''et al.'':\n\n{| class=\"wikitable\" style=\"text-align:center\"\n!Fase de redesigna\u00e7\u00e3o!!Papel do endocrinoligista!!Metodologia\n|-\n|Pr\u00e9-inclus\u00e3o ||Confirma a aus\u00eancia de doen\u00e7as end\u00f3crinas (intersexualidade)
Controla a falta de contraindica\u00e7\u00e3o para posterior hormonioterapia||Anamnese e avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica
Cari\u00f3tipo, \"check-up\" end\u00f3crino e biol\u00f3gico; teste neuroend\u00f3crino din\u00e2mico.\n|-\n|Pr\u00e9-cir\u00fargica
(pr\u00e9-castra\u00e7\u00e3o)||Aus\u00eancia de efeitos colaterais cl\u00ednicos e biol\u00f3gicos indesej\u00e1veis||Anamnese e avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica; testes endocrinol\u00f3gicos e biol\u00f3gicos basais a cada 3 \u2013 6 meses.\n|-\n|P\u00f3s-cir\u00fargico
(p\u00f3s castra\u00e7\u00e3o)
(terapia substitutiva)||Aus\u00eancia de efeitos colaterais indesej\u00e1veis; controle de um bom equil\u00edbrio \"fisiol\u00f3gico\"||Anamnese e avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica; testes endocrinol\u00f3gicos e biol\u00f3gicos (+ PSA?); testes din\u00e2micos se orbigat\u00f3rio (TRH, TTGO); densitometria \u00f3ssea a cada 1 \u2013 2 anos.\n|-\n|||||PSA: teste de ant\u00edgeno prost\u00e1tico espec\u00edfico
TRH: teste do horm\u00f4nio de libera\u00e7\u00e3o de tireotrofina
TTGO: teste de toler\u00e2ncia \u00e0 glicose oral\n|}\n\nO acompanhamento e controle favorecem o trabalho de toda a equipe, incluindo a\u00ed o do psiquiatra, psic\u00f3logo e mesmo o do cirurgi\u00e3o.\n\nCabe ressaltar que existem condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e n\u00e3o apenas ps\u00edquicas que contra-indicam a hormonioterapia. Contra-indica\u00e7\u00f5es absolutas s\u00f3 existem para transexuais masculinos: hipertens\u00e3o diast\u00f3lica grave, doen\u00e7as tromboemb\u00f3licas ou tromboflebite, doen\u00e7a cerebrovascular e disfun\u00e7\u00e3o hep\u00e1tica grave. Contra-indica\u00e7\u00f5es relativas para transexuais masculinos s\u00e3o: tabagismo severo, hist\u00f3ria familiar de c\u00e2ncer de mama, hiperprolactinemia e obesidade severa. Em rela\u00e7\u00e3o ao transexuais femininos, h\u00e1 apenas contra-indica\u00e7\u00f5es relativas: diabetes pr\u00e9-existente, hipertrigliceridemia e/ou hipercolesterolemia e obesidade severa.\n\nVale relembrar que os efeitos desejados e indesejados s\u00e3o os mesmos que a HBIGDA (2001) relata.\n\nQuanto ao uso de medicamentos, podem ser utilizados estr\u00f3genos e progestag\u00eanios para os transexuais masculinos. No Brasil e em alguns outros pa\u00edses pode ser usado o acetato de Ciproterona, subst\u00e2ncia antiandrog\u00eanica, que n\u00e3o \u00e9 aprovada para uso pelo ''Food and Drug Administration'' (FDA) dos EUA. O uso de espironolactona e/ou agonistas de GnRH (horm\u00f4nio liberador de gonadotrofina) tamb\u00e9m pode ser associado para minimizar as doses de estr\u00f3geno necess\u00e1rias para a feminiza\u00e7\u00e3o.Coluccielo ML. Unveiling the mystique of gender dysphoria syndrome. Nurs Forum, 1996;31(2):15-22Moore E, Wisniewski A, DOBS A. Endocrine treatment of transsexual people: a review of treatment regimens, outcomes, and adverse effects. J Clin Endocrinol Metab. 2003;88(8):3467-73.\n\nPara os homens trans, horm\u00f4nios androg\u00eanicos tipo testosterona s\u00e3o os mais utilizados e em variadas prepara\u00e7\u00f5es.\n\nOs resultados do uso de horm\u00f4nios em transexuais s\u00e3o espetaculares e contribuem para que possam iniciar a vida em seu g\u00eanero de escolha. A transforma\u00e7\u00e3o fenot\u00edpica causada nas mulheres trans depende muito da idade de in\u00edcio de uso de estr\u00f3genos, antiandrog\u00eanios ou progestag\u00eanios. Quanto mais cedo o uso desses horm\u00f4nios ou medica\u00e7\u00f5es em mulheres trans, melhor. Ou seja, se o uso \u00e9 feito no in\u00edcio da adolesc\u00eancia, mais feminino ser\u00e1 o indiv\u00edduo. O resultado fenot\u00edpico \u00e9 o de menor a\u00e7\u00e3o androg\u00eanica, portanto, de menor determina\u00e7\u00e3o dos caracteres sexuais secund\u00e1rios masculinos, os quais, uma vez estabelecidos s\u00e3o dif\u00edceis de modificar. Se o uso se faz com idade mais avan\u00e7ada, os resultados fenot\u00edpicos s\u00e3o menores; mesmo assim, importantes.\n\nNo caso dos homens trans, o resultado do uso de andr\u00f3genos \u00e9 fabuloso. A mudan\u00e7a fenot\u00edpica \u00e9 intensa, de mulheres tornam-se rapazes com aceita\u00e7\u00e3o social de seu g\u00eanero sem grandes questionamentos, o que nem sempre ocorre com as mulheres trans. \u00c9 muito comum se ouvir coment\u00e1rios em voz baixa a seu respeito: \"\u00c9 mulher ou homem?\", coisa que n\u00e3o costuma ocorrer com os homens trans que tomam andr\u00f3genos.\n\n=== Cirurgia ===\n[[Imagem:Transwoman at Gay Pride in S\u00e3o Paulo, 2008.jpg|thumb|A cirurgia permite aproximar a apar\u00eancia do corpo \u00e0 percep\u00e7\u00e3o interna de si mesmo]]\n\nO diagn\u00f3stico preciso e a prepara\u00e7\u00e3o do paciente, seja transexual masculino ou feminino, \u00e9 fundamental para o sucesso cir\u00fargico e de satisfa\u00e7\u00e3o do paciente de uma [[cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual]].\n\nA integra\u00e7\u00e3o entre o cirurgi\u00e3o e os demais profissionais da equipe ([[psiquiatra]], [[psic\u00f3logo]] e [[endocrinologista]]) \u00e9 fundamental, bem como a participa\u00e7\u00e3o da enfermagem que deve estar preparada e treinada para lidar com essa popula\u00e7\u00e3o, o [[servi\u00e7o social]] e outras \u00e1reas como, por exemplo, a [[fonoaudiologia]], [[otorrinolaringologia]] e outros que se fa\u00e7am presentes ao longo processo que envolve o tratamento dos transexuais.\n\nAs [[genitais]] s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia e valia, tanto pelo significado evidente da concretude da identidade de g\u00eanero buscada e adquirida quanto pela nova configura\u00e7\u00e3o corporal estabelecida, em que at\u00e9 mesmo o ato de andar tem que se transformar e adequar \u00e0 nova realidade genital.\n\nPara as mulheres trans a constru\u00e7\u00e3o de uma neovagina n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 realiz\u00e1vel como existem v\u00e1rias t\u00e9cnicas, todas satisfat\u00f3rias. Eldh,Eldh J. Construction of a neovagina with preservation of the glans penis as a clitoris in male transsexuals. Plast Reconstr Surg. 1993;91(5):895-900. Rubin,Rubin S. Sex-reassignment surgery male-to-female. Scand J Urol Nephrol Suppl. 1993;154:1-28. Huang,Huang TT. Twenty years of experience in managing gender dysphoric patients: I. Surgical management of male transsexuals. Plast Reconstr Surg. 1995;96(4):921-34. Hage ''et al.'',Hage JJ, Karim RB, Bloem JJAM, Suliman HM, Van Alphen M. Sculpturing the neoclitoris in vaginoplasty for male-to-female transsexuals. Plast Reconstr Surg. 1994;93(2):358-64. Karim ''et al.'',Karim RB, Hage JJ, Mulder JW. Neovaginoplasty in male transsexuals: review of surgical techniques and recommendations regarding elegibility. Ann Plast Surg. 1996;37(6):669-75. relatam as t\u00e9cnicas poss\u00edveis a serem utilizadas:\n* '''Enxertos de pele de \u00e1reas extragenitais''': realizado e idealizado por AbbeAbbe R. New method of creating a vagina in a case of congenital absence. Med Rec. 1898;54:836-8. para agenesia vaginal feminina e utilizado em transexualismo em [[1931]]. Excluem-se os enxertos [[epid\u00e9rmico]]s, sujeitos a retra\u00e7\u00f5es. Realizada em \u00fanico ato operat\u00f3rio, libera a pele penoescrotal e glande para a constru\u00e7\u00e3o detalhada da est\u00e9tica [[vulvar]]. Deixa cicatrizes nas \u00e1reas doadoras e exige uma imobilidade prolongada no leito e o uso por seis meses de moldes dilatadores;\n* '''Enxertos de pele total do p\u00eanis''': t\u00e9cnica simples, mas limitada \u00e0s dimens\u00f5es penianas. Descrita por Fogh-Andersen;Fogh-Andersen P. Transvestism and transsexualism. Acta Med Leg Soc (Liege). 1956;9:33-40.\n* '''Retalhos de al\u00e7as intestinais''': utilizada desde [[1907]]Baldwin JF. Formation of an artificial vagina by intestinal transplantation. Am. J. Obstet. Gynecol. 1907;56:636-40. e a partir de [[1974]]Markland C, Hastings D. Vaginal reconstruction using cecal and sigmoid bowel segments in transsexual patients. J Urol. 1974;111:217-19. realizada em transexuais. O [[segmento sigm\u00f3ide]] \u00e9 o preferido, por\u00e9m qualquer outro pode ser utilizado. Evita-se o formato circular do tecido para evitar [[estenose]]. Existem v\u00e1rios fatores limitantes ao m\u00e9todo, desde a interna\u00e7\u00e3o prolongada at\u00e9 riscos de anastomoses digestivas e maior vulnerabilidade a doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis. Resulta em neovagina de \u00f3timo comprimento, mas com perene secre\u00e7\u00e3o de muco;\n* '''Retalho cut\u00e2neo ou musculocut\u00e2neo extragenital''': indicada em casos de corre\u00e7\u00e3o de insucessos de cirurgia anterior. Podem ser utilizados retalhos [[cut\u00e2neo]]s de v\u00e1rias regi\u00f5es como [[coxa]], [[\u00e1rea inguinal]] ou [[reto abdominal]]. Dispensa uso de moldes, h\u00e1 menor risco de contra\u00e7\u00e3o e \u00e9 utilizada desde [[1980]];Cairns TS, De Villiers W. Vaginoplasty. S Afr Med J. 1980;57:50-5.\n* '''Retalho penoescrotal \"ao acaso\"''': recebe essa denomina\u00e7\u00e3o pela inexist\u00eancia de ped\u00edculo vascular que o percorra. A utiliza\u00e7\u00e3o do tegumento peniano como um tubo invertido foi primeiramente realizada em transexuais por Gillies e Millard Jr.Gillies H, Milland Jr RD. Genitalia. In: Gillies H, Milland Jr RD, organizators. The principles and art of plastic surgery. London: Butterworth; 1957. p.369-88. O ped\u00edculo tanto pode estar na regi\u00e3o puboabdominal quanto no [[per\u00edneo]]. A est\u00e9tica [[vulvar]] resultante \u00e9 considerada excelente, mas a neovagina pode ter dimens\u00f5es reduzidas por necroses avasculares por tamponamento vaginal muito compressivo. Outros resultados indesej\u00e1veis s\u00e3o o crescimento de pelos intravaginais pelo uso de [[pele hirsuta]] do [[escroto]] e perda de sensibilidade na neovagina pela n\u00e3o preserva\u00e7\u00e3o dos nervos dorsais do p\u00eanis e da glande.\n* '''Retalho tubular vasculonervoso ilhado da pele peniana''': utilizada por JuradoJurado J. Neocolpovulvoplastia na disforia de g\u00eanero. Anais do 26\u00ba Congresso Brasileiro de Cirurgia Pl\u00e1stica. Santa Catarina; 1989. desde [[1984]] em todos seus casos, exige curta interna\u00e7\u00e3o. Realizada a um s\u00f3 tempo, pode necessitar revis\u00e3o ap\u00f3s tr\u00eas meses. Toda pele peniana \u00e9 evertida. Mant\u00eam-se os vasos e nervos dorsais do p\u00eanis que percorrem a t\u00fanica albug\u00ednea. Um tamponamento leve, semicompressivo \u00e9 necess\u00e1rio, mas por tempo curto, quatro a seis dias. Os resultados costumam ser \u00f3timos.\n\nEm rela\u00e7\u00e3o aos transexuais femininos, desde que Maltz idealizou uma t\u00e9cnica de reconstru\u00e7\u00e3o de p\u00eanis e uretra, a constru\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica e est\u00e9tica de um per\u00edneo masculino e a de um neofalo envolve recursos especiais, muitas vezes pouco funcionais. Marie e CasoliDescription of the Baudet Surgical Technique and Introduction of a Systematic Method for Training Surgeons to Perform Male-to-Female Sex Reassignment Surgery Franck Marie Lecl\u00c3\u00a8re, Vincent Casoli, Jacques Baudet, Romain Weigert 39 (6), 2015,\tp.927 doi:10.1007/s00266-015-0552-2 informam quais s\u00e3o essas t\u00e9cnicas, etapas, recursos e seus riscos:\n\n* '''Uso de retalhos cut\u00e2neos para constru\u00e7\u00e3o de um tubo/haste para o neofalo''': retalhos miocut\u00e2neos de v\u00e1rias regi\u00f5es anat\u00f4micas podem ser utilizadas. Snyder, Browne Jr (1977)Snyder CC, Browne Jr EZ. Intersex problems and hermafroditism. In: Converse JM. Reconstructive Plastic Surgery. 2nd ed. Philadelphia: Saunders; 1977. p.3941-9. e Hester ''et al.''Hester TR, Hill HJ, Jurkiewicz MJ. One-stage reconstruction of the penis. Br J Plast Surg. 1978;31:279-85. fazem refer\u00eancia ao uso de retalho infraumbilical. Puckett e Montie,Puckett CL, Montie JE. Construction of male genitalia in the transsexual, using a tubed groin flap for the penis and hydraulic infation device. Plast Reconstr Surg.1978;61:523-30. ao de retalho inguinal. Morales ''et al.'',Morales PA, O\u2019Connor Jr JJ, Hotchkiss RS. Plastic reconstructive surgery after total loss of penis. Am J Surg. 1956;92:403-8. retalho femoral. Orticochea,Orticochea M. A new method of total reconstruction of the penis. Br J Plast Surg.1972;25:347-66. retalhos musculocut\u00e2neos do gr\u00e1cil. Santi ''et al.''Santi P, Berrino P, Canavese G, Galli A, Rainero ML, Badellino F. Immediate reconstruction of the penis using an inferiorly based rectus abdominalis myocutaneous flap. Plast Reconstr Surg. 1988;81:961-4. preferem utilizar retalho do m\u00fasculo reto abdominal. J\u00e1 a reconstru\u00e7\u00e3o por microcirurgia \u00e9 limitada. O \"retalho chin\u00eas\", idealizado por Chang, Hwang,Chang TS, Hwang WY. Forearm flap in one-stage reconstruction, 1987 utiliza parte do [[osso radial]]. Todos podem deixar sequelas nas \u00e1reas doadoras, al\u00e9m do resultado final ser pouco satisfat\u00f3rio pois os tubos de retalho de pele apresentam morfologia inadequada para um neop\u00eanis como cor, presen\u00e7a de p\u00ealos, aus\u00eancia de glande e outros.\n* '''[[Metoidioplastia]]''': implica alargamento e prolongamento do clit\u00f3ris. Ap\u00f3s tratamento androg\u00eanico, ocorre certa hipertrofia do clit\u00f3ris e essa pode ainda ser um pouco aumentada com uso de tecido adiposo ou silicone. A uretra \u00e9 tamb\u00e9m transposta. O benef\u00edcio \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o da irriga\u00e7\u00e3o e sensibilidade. Durfee e Rowland{{ref-artigo|autor= Durfee R, Rowland W |t\u00edtulo=Penile. Second interdisciplinary symposium on gender dysphoria syndrome |publica\u00e7\u00e3o=Palo Alto: Stanford University Press |ano=1973 |id= ISBN}} foram os primeiros a descrever esse tipo de cirurgia em transexuais.\n\nA transposi\u00e7\u00e3o da [[uretra]], apesar das dificuldades t\u00e9cnicas, \u00e9 desafio menor que conseguir uma ere\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica e a constru\u00e7\u00e3o de uma [[glande]] anatomicamente satisfat\u00f3ria. J\u00e1 a [[bolsa escrotal]] e [[test\u00edculos]] s\u00e3o facilmente reproduzidos por meio da [[sutura]] dos [[l\u00e1bios (genit\u00e1lia)|l\u00e1bios]] e coloca\u00e7\u00e3o de [[pr\u00f3teses]] testiculares.\n\nOutras cirurgias envolvendo a transforma\u00e7\u00e3o de um transexual masculino s\u00e3o: aumento de [[mamas]] com ou sem coloca\u00e7\u00e3o de pr\u00f3teses; retirada cir\u00fargica da [[cartilagem tire\u00f3ide]]; corre\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas como [[nariz]], ossos da face. Para os transexuais femininos, outras cirurgias envolvidas s\u00e3o: [[mastectomia]]; [[histerectomia]]; [[ovariectomia]]; cirurgias pl\u00e1sticas e para corre\u00e7\u00e3o de voz, se necess\u00e1rio.{{ref-artigo|autor= Monstrey S, Hoebeke P, Dhont M, De Cuypere G, Rubens R, Moerman M, Hamdi M, Van Landuyt K |t\u00edtulo=Surgical therapy in transsexual patients: a multidisciplinary approach |publica\u00e7\u00e3o=Acta Chir Belg |ano=2001 |n\u00famero=101 pp.200-209|id= ISBN}}\n\nEm conclus\u00e3o, Cohen-Kettenis, Walinder,{{ref-artigo|autor=Cohen-Kettenis PT, W\u00e5linder J|t\u00edtulo=Sex reassignment surgery in Europe: a survey |publica\u00e7\u00e3o=Acta Psychiatr Scand |ano=1987 |n\u00famero=75 pp.176-82 |id= ISBN}} Hage{{ref-artigo|autor=Hage JJ|t\u00edtulo=Medical requirements and consequences of sex reassignment surgery |publica\u00e7\u00e3o=Med Sci Law |ano=1995 |n\u00famero=35(1) pp.17-24 |id= ISBN}} e Monstrey reconhecem todas as cirurgias envolvidas no processo de redesigna\u00e7\u00e3o sexual como m\u00e9todo terap\u00eautico e resolutivo para transexualismo ou transtornos de identidade de g\u00eanero graves. Ressaltam a import\u00e2ncia do trabalho em equipe, especialmente o papel do [[psiquiatra]], do [[psic\u00f3logo]] e do [[endocrinologista]], sem se desfazer dos outros profissionais. Ressaltam ainda os riscos e complica\u00e7\u00f5es de cada cirurgia ou etapa cir\u00fargica, os quais apesar de serem muitos e possivelmente graves, n\u00e3o contraindicam a realiza\u00e7\u00e3o.\n\nA cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual, apesar de crucial, n\u00e3o estabelece o fim do tratamento. Ela concretiza o desejo, realiza o sonho. Contudo, \u00e9 apenas a anatomia corrigida. A satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 verdadeira, mas pode se revelar parcial. O acompanhamento p\u00f3s-cir\u00fargico \u00e9 fundamental e estabelece a continuidade do tratamento, permitindo abordar quest\u00f5es importantes como: \"A realiza\u00e7\u00e3o pessoal se deu?\", \"Como ser\u00e1 a aceita\u00e7\u00e3o social?\", \"O que mais precisa ser visto, transformado e refeito?\", \"Como ser\u00e1 sua realiza\u00e7\u00e3o afetiva, sexual e familiar?\".\n\n=== Requerimentos para tratamento de redesigna\u00e7\u00e3o de g\u00eanero ===\nAs demandas para o in\u00edcio da terapia hormonal variam muito. Muitas vezes, um per\u00edodo m\u00ednimo de aconselhamento psicol\u00f3gico ou um tempo vivendo no [[papel social de g\u00eanero]] desejado \u00e9 necess\u00e1rio a fim de garantir que o/a transexual possa psicologicamente viver em tal papel. Isso nem sempre \u00e9 poss\u00edvel, especialmente para [[homens transexuais]] (FtM), que n\u00e3o t\u00eam como passar nesse per\u00edodo sem horm\u00f4nios. [[Mulheres transexuais]] (MtF) podem tamb\u00e9m requerer horm\u00f4nios para poderem ser vistas socialmente como mulheres. Esse per\u00edodo de tempo \u00e9 normalmente chamado de [[Teste da Vida Real]] (''Real Life Test,'' em ingl\u00eas). A mais recente revis\u00e3o dos Padr\u00f5es de Tratamento da [[HBIGDA]] reconhece essa limita\u00e7\u00e3o para algumas pessoas [[transg\u00eaneros|transg\u00eaneras]]. Assim, os Padr\u00f5es de Tratamento atestam que os pacientes podem ser aprovados para a transi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero ap\u00f3s um certo per\u00edodo de vida em g\u00eanero trocado (vivendo no g\u00eanero-alvo), ou mesmo ap\u00f3s um per\u00edodo de diagn\u00f3stico psicoterap\u00eautico - geralmente tr\u00eas meses, pelo menos. Alguns m\u00e9dicos podem prescrever horm\u00f4nios para qualquer paciente que requeira; entretanto, muitos s\u00e3o extremamente relutantes em faz\u00ea-lo, especialmente para mulheres transexuais, nas quais algumas mudan\u00e7as induzidas por horm\u00f4nios podem se tornar fisicamente irrevers\u00edveis dentro de algumas semanas. Contrariamente, homens transexuais precisam normalmente tomar horm\u00f4nios por muitos meses antes que qualquer mudan\u00e7a irrevers\u00edvel apare\u00e7a.\n\nNo Brasil poucos s\u00e3o os centros m\u00e9dicos preparados e aptos a lidar com a quest\u00e3o transexual, estando estes apenas nas grandes cidades como [[S\u00e3o Paulo (estado)|S\u00e3o Paulo]], [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]], [[Porto Alegre]], entre outras. Tamb\u00e9m raros s\u00e3o os m\u00e9dicos dispostos a ajudar transexuais em sua busca por tratamentos assistidos. Assim, muitas pessoas transexuais se v\u00eaem obrigadas a iniciar o tratamento hormonal sem supervis\u00e3o m\u00e9dica, apesar dos riscos que isso implica.\n\nAlguns cirurgi\u00f5es que realizam a [[cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual]] podem requerer ao paciente que viva no g\u00eanero desejado em todas as formas que forem poss\u00edveis dentro de um per\u00edodo de tempo (Teste da Vida Real) antes de iniciar a cirurgia. Isso \u00e9 especialmente prevalente em cirurgi\u00f5es asi\u00e1ticos. No Brasil, normalmente o prazo requerido \u00e9 de dois anos. Geralmente tanto endocrinologistas que prescrevem horm\u00f4nios quanto cirurgi\u00f5es que realizam a CRS podem requerer laudos e recomenda\u00e7\u00f5es para tratamento de terapeutas. Entretanto, end\u00f3crinos e cirurgi\u00f5es experientes podem \u00e0s vezes prescindir desses requerimentos com pacientes que, pela sua evolu\u00e7\u00e3o, s\u00e3o \u00f3bvios candidatos a tratamento.\n\n== Seguimento p\u00f3s-cir\u00fargico ==\nQuest\u00f5es como estabilidade [[emocional]], grau de [[satisfa\u00e7\u00e3o]] e [[qualidade de vida]] s\u00e3o as que podem evidenciar, como adequados e efetivos os tratamentos aceitos e propostos para os transtornos de identidade de g\u00eanero.\n\nDesde o in\u00edcio das cirurgias de redesigna\u00e7\u00e3o sexual a preocupa\u00e7\u00e3o com a efic\u00e1cia do tratamento e suas consequ\u00eancias est\u00e3o presentes em estudos. O medo da les\u00e3o irrevers\u00edvel e mal indicada, a moral arraigada e presente nas atitudes e pensamentos m\u00e9dicos desde a [[d\u00e9cada de 1950]], se n\u00e3o impedem a realiza\u00e7\u00e3o das cirurgias, pelo menos promovem um cuidado em suas indica\u00e7\u00f5es e na avalia\u00e7\u00e3o de suas consequ\u00eancias.\n\nAs opini\u00f5es conflitantes de variados estudos sobre a cirurgia de mudan\u00e7a sexual resultaram em um primeiro estudo que incluiu um grupo transexual de controle que n\u00e3o recebeu a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual. Os resultados foram considerados negativos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cirurgia e conclu\u00edram que a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o mostrava vantagem alguma em termos de reabilita\u00e7\u00e3o social e satisfa\u00e7\u00e3o dos pacientes{{ref-artigo|autor=Meyer JK, Reter DJ |t\u00edtulo=Sex reassignment: Follow-up |publica\u00e7\u00e3o=Arch Gen Psychiatry |ano=1979 |n\u00famero=3 pp.1010-1015|id= ISBN}}\n\nComo consequ\u00eancia, em [[1980]] foi extinto o programa de mudan\u00e7a sexual da Cl\u00ednica de Identidade de G\u00eanero da Johns Hopkins University School of Medicine nos [[Estados Unidos]]. Estudos subsequentes relacionam o resultado negativo dessa pesquisa a fatores psiqui\u00e1tricos n\u00e3o identificados nos pacientes, que acabaram influenciando as conclus\u00f5es alcan\u00e7adas,{{ref-artigo|autor=Thomas B |t\u00edtulo=Gender loving care |publica\u00e7\u00e3o=Nurs Times |ano=1993 |n\u00famero=89(10) pp.50-51|id= ISBN}} o que nos traz novamente a importante quest\u00e3o da precis\u00e3o diagn\u00f3stica para essa popula\u00e7\u00e3o.\n\nEstudo realizado por Lief e Hubschman{{ref-artigo|autor=Lief, H.I.; Hubschman, L |t\u00edtulo=Orgasm in the postoperative transsexual |ano=1993 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=22 pp.145-155 |n\u00famero=2 |id=0004-0002 ISSN}} com transexuais masculinos (n=14) e femininos (n=9) ap\u00f3s a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual, revela que a capacidade org\u00e1smica cai entre os transexuais masculinos e se eleva nos femininos. Apesar do decr\u00e9scimo de orgasmos entre os transexuais masculinos, a satisfa\u00e7\u00e3o sexual e em geral com os resultados da cirurgia \u00e9 alta nos dois grupos. A satisfa\u00e7\u00e3o geral, de 86%, \u00e9 similar a de outros estudos.{{ref-artigo|autor=Green R, Fleming D |t\u00edtulo=Transsexual surgery follow-up. Status in the 1990s|publica\u00e7\u00e3o=Annu Rev Sex Res |ano=1990 |n\u00famero=1 pp.163-174|volume=1 |id= ISBN}} A frequ\u00eancia de atividade sexual aumentou em cerca de 75% entre os transexuais masculinos e em cerca de 100% entre os femininos. A faloplastia n\u00e3o parece ser fator cr\u00edtico no orgasmo e na satisfa\u00e7\u00e3o sexual dos transexuais femininos. Por fim, concluem que a mudan\u00e7a corporal e de identidade sexual produzem satisfa\u00e7\u00e3o que compensa a atividade sexual n\u00e3o-funcional.\n\nAlguns autores,{{ref-artigo|autor=Cohen-Kettenis PT, Van Goozen SHM |t\u00edtulo=Sex reassignment of adolescent transsexuals: a follow-up study |publica\u00e7\u00e3o=J Am Acad Child Adolesc Psychiatry |ano= 1997 |n\u00famero=36 pp.263-271|volume=2|id= ISBN}}{{ref-artigo|autor=Smith, YLS.; Cohen, L.; Cohen-Kettenis, P.T |t\u00edtulo=Postoperative psychological functioning of adolescent transsexuals: a Rorschach study |ano=2002 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=31 pp.255-261 |n\u00famero=3 |id=0004-0002 ISSN}} estudando transexuais masculinos adolescentes ap\u00f3s a cirurgia de redesigna\u00e7\u00e3o sexual, chegam \u00e0 conclus\u00e3o de que a disforia diminui consideravelmente e que o funcionamento ps\u00edquico e social s\u00e3o adequados ap\u00f3s a cirurgia. A utiliza\u00e7\u00e3o do [[teste de Rorschach]] confirma as afirma\u00e7\u00f5es de estabiliza\u00e7\u00e3o ps\u00edquica e social ap\u00f3s a cirurgia.\n\nPara os transexuais masculinos, v\u00e1rios autores,{{ref-artigo|autor=Blanchard R, Steiner BW, Clemmensen LH, Dickey R |t\u00edtulo=Prediction of regrets in postoperative transsexuals |publica\u00e7\u00e3o=Can J Psychiatry |ano= 1989 |n\u00famero=34 pp.43-45 |volume= |id= ISBN}}{{ref-artigo|autor=Snaith P, Tarsh MJ, Reid R |t\u00edtulo=Sex reassignment surgery: a study of 141 dutch transsexuals |publica\u00e7\u00e3o=Br J Psychiatry |ano= 1993 |n\u00famero=162 pp.681-685 |volume= |id= ISBN}}{{ref-artigo|autor=Tsoi WF |t\u00edtulo=Follow-up study of transsexuals after sex-reassignment surgery |publica\u00e7\u00e3o=Singapore Med J |ano= 1993 |n\u00famero=34 pp.515-517 |volume= |id= ISBN}}{{ref-artigo|autor=Rakic, Z.; Starcevic, V.; Maric, J.; Kelin, K |t\u00edtulo=The outcome of sex reassignment surgery in Belgrade: 32 patients of both sexes |ano=1996 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=25 pp.515-525 |n\u00famero=5 |id=0004-0002 ISSN}}{{ref-artigo|autor=Rehman, J.; Lazer, S.; Benet, AE.; Schaefer, L.; Melman, A |t\u00edtulo=The reported sex and surgery satisfactions of 28 postoperative male-to-female transsexual patients |ano=1999 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=28 pp.71-84 |n\u00famero=1 |id=0004-0002 ISSN}} em v\u00e1rios pa\u00edses ([[Canad\u00e1]], [[Holanda]], [[Singapura]], [[Iugosl\u00e1via]], [[Estados Unidos]]), revelam alto grau de satisfa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a cirurgia. Seja em rela\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica ou [[est\u00e9tica]], seja social, relacional, afetiva, ou mesmo na ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as. Um pequeno n\u00famero se mostra insatisfeito (cerca de 10%), mas geralmente ligado a uma m\u00e1 prepara\u00e7\u00e3o para a cirurgia, ou mesmo quest\u00f5es de erro diagn\u00f3stico.\n\nEm rela\u00e7\u00e3o aos transexuais femininos, McCauley e Ehrhardt{{ref-artigo |autor=McCauley E, Ehrhardt AA |t\u00edtulo=Follow-up of females with gender identity disorders |publica\u00e7\u00e3o=J Nerv Ment Dis |ano=1984 |n\u00famero=172 pp.353-358 |volume=6 |id= ISBN}} demonstram em um grupo acompanhado por at\u00e9 nove anos ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o inicial que, em seguida a uma triagem diagn\u00f3stica bem feita, um processo psicoterap\u00eautico efetivo e cirurgias feitas com sucesso, o \u00edndice de satisfa\u00e7\u00e3o apresentado \u00e9 alto e se materializa em relacionamento est\u00e1vel, emprego e ado\u00e7\u00e3o. Contudo, relembram sempre da necessidade de avalia\u00e7\u00e3o psicoterap\u00eautica p\u00f3s-cir\u00fargica e da precis\u00e3o diagn\u00f3stica.\n\nOutros pesquisadores,{{ref-artigo|autor=Coleman, E.; Bockting, W.O.; Gooren, L |t\u00edtulo=Homosexual and bisexual identity in sex-reassigned female-to-male transsexuals |ano=1993 |publica\u00e7\u00e3o=Archives of Sexual Behavior |volume=22 pp.37-50 |n\u00famero=1 |id=0004-0002 ISSN}} ao estudar uma popula\u00e7\u00e3o de transexuais femininos p\u00f3s-cir\u00fargica na qual nenhum membro fez faloplastia e todos eram [[bissexuais]] ou [[homossexuais]] (ou seja, tinham desejo por homens homossexuais), encontram alto grau de satisfa\u00e7\u00e3o sexual, mesmo em rela\u00e7\u00f5es com penetra\u00e7\u00e3o (sendo ativo ou passivo) e alto grau de inclus\u00e3o social e afetiva.\n\n== Ver tamb\u00e9m ==\n* [[Identidade de g\u00eanero]]\n* [[Transexualismo]]\n* [[Travestismo]]\n\n{{Refer\u00eancias|col=3}}\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n* {{link|en|2=http://www.wpath.org/Documents2/socv6.pdf|3=Standards of Care for Gender Identity Disorders: crit\u00e9rios do CID-10}}\n* {{link|en|2=http://www.transgendercare.com/guidance/resources/ictlep_soc.htm|3=Health Law Standards of Care for Transsexualism: alternativa aos crit\u00e9rios do CID-10}}\n* [http://especiais.gazetadopovo.com.br/ideologia-de-genero-estudo-do-american-college-of-pediatricians/ Ideologia de G\u00eanero: estudo do American College of Pediatricians, autor: Michelle Cretella, MD (autor principal), Gazeta do Povo, 17 nov, 2017]\n* {{link|en|2=http://www.lcd.gov.uk/constitution/transsex/policy.htm|3=Pol\u00edtica do Reino Unido a respeito dos transexuais}}\n* {{link|en|2=http://www.gires.org.uk/Web_Page_Assets/Etiology.htm|3=Gender Identity Disorder & Transsexualism - Synopsis of Etiology in Adults: classifica\u00e7\u00e3o alternativa sobre os dist\u00farbios mentais e psiqui\u00e1tricos}}\n* {{link|en|2=http://ai.eecs.umich.edu/people/conway/TSsuccesses/TSsuccesses.html|3=Conway, Lynn. Successful Transwomen}}\n* {{link|en|2=http://ai.eecs.umich.edu/people/conway/TSsuccesses/TransMen.html|3=Conway, Lynn. Successful Transmen}}\n{{transgeneridade}}\n{{Identidade sexual}}\n\n{{Portal3|Sa\u00fade}}\n\n[[Categoria:Orienta\u00e7\u00e3o sexual]]\n[[Categoria:Doen\u00e7as]]\n[[Categoria:Identidade de g\u00eanero]]"}]},"6235348":{"pageid":6235348,"ns":0,"title":"C\u00e2ndido Pacheco Bastos","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"'''C\u00e2ndido Pacheco Bastos''' ([[Guarapuava]], [[31 de julho]] de [[1939]]) \u00e9 um [[pol\u00edtico]] [[brasileiro]]. ex-[[prefeito]] de [[Guarapuava]] e ex-[[deputado estadual]] do [[Paran\u00e1]].\n\n== Biografia ==\nFilho de Manoel Romeu Loures Bastos e Laura Pacheco Bastos, foi [[vereador]] de Guarapuava durante tr\u00eas Legislaturas, vice-prefeito (1973 a 1977) e prefeito (1977 a 1983). Ocupou o cargo de Diretor-presidente da FAMEPAR (1983), da EMOPAR (1984 a 1985) e do BANESTADO S/A REFLORESTADORA.\n\nNas [[Elei\u00e7\u00f5es estaduais no Paran\u00e1 em 1986|estaduais de 1986]] foi eleito [[deputado estadual]].{{Citar web|titulo=Candido Bastos|url=http://www.assembleia.pr.leg.br/deputados/perfil/candido-bastos|obra=Assembleia Legislativa do Paran\u00e1 |acessodata=2020-04-03|lingua=pt-BR}}\n\n=== Fam\u00edlia ===\n\u00c9 sobrinho do ex-[[senador]] e ex-[[prefeito]] de Guarapuava [[Nivaldo Passos Kr\u00fcger]], e do ex-presidente da '''[[Assembleia Legislativa do Paran\u00e1]]''' [[Trajano Bastos]].{{citar web |url=https://redesuldenoticias.com.br/noticias/morre-a-empresaria-laura-tereza-bastos-de-oliveira/ |t\u00edtulo=Morre a empres\u00e1ria Laura Tereza Bastos de Oliveira | obra = |publicado=Rede Sul de Not\u00edcias|data=26/04/2014 |acessodata = 3 de abril de 2020}}\n{{Refer\u00eancias}}\n\n{{Esbo\u00e7o-pessoas}}\n[[Categoria:Naturais de Guarapuava]]\n[[Categoria:Vereadores de Guarapuava]]\n[[Categoria:Deputados estaduais do Paran\u00e1]]\n[[Categoria:Prefeitos de Guarapuava]]"}]},"4281010":{"pageid":4281010,"ns":0,"title":"Chirotica crassipes","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{T\u00edtulo em it\u00e1lico}}\n{{Info/Taxonomia\n| nome = ''Chirotica crassipes''\n| imagem = \n| imagem_legenda = \n| reino = [[Animalia]]\n| filo = [[Artr\u00f3pode|Arthropoda]]\n| classe = [[Insetos|Insecta]]\n| ordem = [[Hymenoptera]]\n| subordem = [[Apocrita]]\n| superfam\u00edlia = [[Ichneumonoidea]]\n| fam\u00edlia = [[Ichneumonidae]]\n| g\u00e9nero = ''[[Chirotica]]''\n| esp\u00e9cie = '''''C. crassipes'''''\n| binomial = ''Chirotica crassipes''\n| binomial_autoridade = Horstmann, 1983\n}}\n'''''Chirotica crassipes''''' \u00e9 uma esp\u00e9cie de [[insetos]] [[Hymenoptera|himen\u00f3pteros]], mais especificamente de [[vespa]]s pertencente \u00e0 [[fam\u00edlia (biologia)|fam\u00edlia]] [[Ichneumonidae]].\n\nA autoridade cient\u00edfica da esp\u00e9cie \u00e9 [[Horstmann]], tendo sido descrita no ano de 1983.\n\nTrata-se de uma esp\u00e9cie presente no territ\u00f3rio [[Portugal|portugu\u00eas]].\n\n== Refer\u00eancias ==\n* ''[http://www.faunaeur.org/full_results.php?id=334783 Chirotica crassipes]'' - de Jong, Y.S.D.M. (ed.) (2013) Fauna Europaea version 2.6. Web Service available online at http://www.faunaeur.org (consultado em 14 de janeiro de 2014).\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n\n\n* ''[http://www.biodiversitylibrary.org/name/Chirotica_crassipes Chirotica crassipes]'' - [[Biodiversity Heritage Library]] - Bibliografia\n* ''[http://www.ncbi.nlm.nih.gov/taxonomy/?term=Chirotica%crassipes Chirotica crassipes]'' - NCBI Taxonomy Database\n* ''[http://www.gbif.org/species/search?q=Chirotica+crassipes Chirotica crassipes]'' - [[Global Biodiversity Information Facility]]\n* ''[http://eol.org/search?q=Chirotica+crassipes&search=Go Chirotica crassipes]'' - [[Encyclopedia of Life]]\n\n{{esbo\u00e7o-himen\u00f3ptero}}\n\n{{Portal3|Zoologia|Fauna de Portugal}}\n\n\n\n[[Categoria:Himen\u00f3pteros de Portugal]]\n[[Categoria:Chirotica|crassipes]]\n[[Categoria:Animais descritos em 1983]]"}]},"2858480":{"pageid":2858480,"ns":0,"title":"Frisilia","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Taxonomia\n| cor = pink\n| nome = ''Frisilia''\n| imagem =\n| imagem_legenda=\n| estado =\n| reino = [[Animalia]]\n| filo = [[Artr\u00f3pode|Arthropoda]]\n| classe = [[Insetos|Insecta]]\n| ordem = [[Lepidoptera]]\n| fam\u00edlia = [[Agonoxenidae]]\n| g\u00e9nero = '''''Frisilia'''''\n| g\u00e9nero_autoridade=\n| subdivis\u00e3o_nome = Esp\u00e9cies\n| subdivis\u00e3o =
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\n| sin\u00f3nimos =\n}}\n'''''Frisilia''''' \u00e9 um g\u00eanero de [[Lepidoptera|tra\u00e7a]] pertencente \u00e0 fam\u00edlia [[Agonoxenidae]].{{Citar web|url = https://www.gbif.org/species/1832299 |t\u00edtulo = Frisilia |obra = [[Global Biodiversity Information Facility|Sistema Global de Informa\u00e7\u00e3o sobre Biodiversidade]] |l\u00edngua = en |acessodata = 13 de agosto de 2019}}\n\n\n\n\n{{Refer\u00eancias}}\n\n== Bibliografia ==\n* Nielsen E.S., Edwards E.D. & Rangsi T.V. (eds.) ([[1996]]), Checklist of the Lepidoptera of Australia; Monographs on Australian Lepidoptera Volume 4; CSIRO Publishing, Melbourne, [[1996]] \n* Kristensen, N.P. (ed.), [[1999]]. Handbook of Zoology: Bd. 4. Arthropoda: Insecta. Teilbd. 35, Lepidoptera, moths and butterflies. Vol. 1. Evolution, systematics, and biogeography. W.de Gruyter, Berlin.\n\n{{Esbo\u00e7o-lepid\u00f3ptero}}\n{{Taxonbar}}\n\n[[Categoria:Agonoxenidae]]"}]},"1415440":{"pageid":1415440,"ns":0,"title":"Waverly City","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Localidade dos Estados Unidos\n|nome = Waverly City\n|imagem = WaverlyOH2.JPG\n|imagem_legenda = \n|estado = Ohio\n|condado = [[Condado de Pike (Ohio)|Condado de Pike]]\n|popula\u00e7\u00e3o = 4430\n|data_pop = 2006\n|\u00e1rea = 10.1\n|\u00e1rea_\u00e1gua = 0.0\n|latG = 39\n|latM = 7\n|latS = 34\n|latP = N\n|lonG = 82\n|lonM = 58\n|lonS = 59\n|lonP = W\n|coord_t\u00edtulo = s\n|altitude = \n|c\u00f3digoFIPS = 81942\n|tipo = cidade\n|mapa_detalhado = \n|data_funda\u00e7\u00e3o = \n|incorpora\u00e7\u00e3o = \n|web = \n}}\n\n'''Waverly City''' \u00e9 uma [[cidade]] localizada no [[Estados dos Estados Unidos da Am\u00e9rica|estado]] [[Estados Unidos da Am\u00e9rica|norte-americano]] de [[Ohio]], no [[Condado de Pike (Ohio)|Condado de Pike]].\n\n== Demografia ==\nSegundo o [[Censo demogr\u00e1fico|censo]] norte-americano de 2000, a sua popula\u00e7\u00e3o era de 4433 [[habitante]]s.{{citar web |url=http://www.census.gov/Press-Release/www/2001/sumfile1.html |titulo=U.S. Census Bureau. Census 2000 Summary File 1 |acessodata=2007-10-30 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20100111104338/http://www.census.gov/Press-Release/www/2001/sumfile1.html |arquivodata=2010-01-11 |urlmorta=yes }}\nEm 2006, foi estimada uma popula\u00e7\u00e3o de 4430,{{Citar web |url=http://www.census.gov/popest/datasets.html |titulo=U.S. Census Bureau. Estimativa da popula\u00e7\u00e3o (julho de 2006) |acessodata=2007-10-30 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20070613083636/http://www.census.gov/popest/datasets.html |arquivodata=2007-06-13 |urlmorta=sim }} um decr\u00e9scimo de 3 (-0.1%).\n\n== Geografia ==\nDe acordo com o '''[[United States Census Bureau]]''' tem uma [[\u00e1rea]] de\n10,1 [[km\u00b2]], dos quais 10,1 km\u00b2 cobertos por terra e 0,0 km\u00b2 cobertos por [[\u00e1gua]].\n\n== Localidades na vizinhan\u00e7a ==\nO diagrama seguinte representa as [[localidade]]s num [[Raio (geometria)|raio]] de 28 km ao redor de Waverly City.\n
\n[[Ficheiro:Blank map.svg|400px|left|Localidades na vizinhan\u00e7a]]\n{{Image label|x=0.5|y=0.5|scale=400|text=[[Ficheiro:Map pointer black.svg|20px|Waverly City]]'''Waverly City'''}}\n{{Image label|x=0.103|y=0.320|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|10px|Localidade com 1012 habitantes (2000).]] [[Bainbridge (Ohio)|Bainbridge]] (27 km)}}\n{{Image label|x=0.721|y=0.673|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|6px|Localidade com 464 habitantes (2000).]] [[Beaver (Ohio)|Beaver]] (17 km)}}\n{{Image label|x=0.499|y=0.124|scale=400|text=[[Ficheiro:Dot-yellow.svg|20px|Localidade com 21796 habitantes (2000).]] [[Chillicothe (Ohio)|Chillicothe]] (23 km)}}\n{{Image label|x=0.485|y=0.940|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|10px|Localidade com 1588 habitantes (2000).]] [[Lucasville (Ohio)|Lucasville]] (27 km)}}\n{{Image label|x=0.438|y=0.129|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|10px|Localidade com 1726 habitantes (2000).]] [[North Fork Village (Ohio)|North Fork Village]] (23 km)}}\n{{Image label|x=0.464|y=0.604|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|10px|Localidade com 1907 habitantes (2000).]] [[Piketon (Ohio)|Piketon]] (7 km)}}\n
{{limpar|left}}\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n* {{City-data|Waverly-City|Ohio}}\n\n{{Portal3|Estados Unidos}}\n{{Controle de autoridade}}\n\n[[Categoria:Cidades do Ohio]]"}]},"428274":{"pageid":428274,"ns":0,"title":"Hemitomes","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Taxonomia\n| nome =Hemitomes\n| imagem =\n| imagem_legenda = \n| cor =lightgreen \n| reino = [[Plantae]]\n| clado1 = [[Angiosperma|angiosp\u00e9rmicas]]\n| clado2 = [[Eudicotiled\u00f4neas|eudicotiled\u00f3neas]]\n| clado3 = [[aster\u00eddeas]]\n| ordem = [[Ericales]]\n| fam\u00edlia = [[Ericaceae]]\n| g\u00e9nero = '''''Hemitomes'''''\n| subdivis\u00e3o_nome = Esp\u00e9cies\n| subdivis\u00e3o =\n
\n}}\n'''''Hemitomes''''' \u00e9 um [[g\u00e9nero (biologia)|g\u00e9nero]] [[bot\u00e2nica|bot\u00e2nico]] pertencente \u00e0 [[fam\u00edlia (biologia)|fam\u00edlia]] [[Ericaceae]].\n\n{{esbo\u00e7o-aster\u00eddea}}\n\n[[Categoria:Ericaceae]]\n[[Categoria:G\u00e9neros de plantas]]"}]},"2426298":{"pageid":2426298,"ns":0,"title":"Ge\u00f3rgios Papandr\u00e9u (1952)","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{mais fontes|sociedade=sim|data=outubro de 2009}}\n{{Info/Pol\u00edtico\n |nome = Ge\u00f3rgios Papandr\u00e9u\n |nome_alt = \u0393\u03b5\u03ce\u03c1\u03b3\u03b9\u03bf\u03c2 \u03a0\u03b1\u03c0\u03b1\u03bd\u03b4\u03c1\u03ad\u03bf\u03c5\n |nome_comp = \n |nobel = \n |imagem = Papandreou handover cropped.jpg\n |imagem-tamanho = 210px\n |legenda = 2011\n |pa\u00eds = \n |t\u00edtulo = Presidente da [[Internacional Socialista]] \n |mandato = [[30 de janeiro]] de [[2006]]
at\u00e9 ''atualidade'' \n |antecessor = [[Ant\u00f3nio Guterres]]\n |sucessor = \n |t\u00edtulo2 = [[Lista de primeiros-ministros da Gr\u00e9cia|182\u00ba]] [[Primeiro-ministro da Gr\u00e9cia]] {{GRCb}}\n |mandato2 = [[6 de outubro]] de [[2009]]
at\u00e9 [[11 de novembro]] de [[2011]]\n |vice_t\u00edtulo2 = [[Presidente da Gr\u00e9cia|Presidente]]\n |vice2 = [[Karolos Papoulias]]\n |antes2 = [[Kostas Karamanlis]]\n |depois2 = [[Lucas Papademos]]\n |nascimento_data = {{nowrap|{{dni|16|6|1952}}}}\n |nascimento_local = [[Saint Paul (Minnesota)|Saint Paul]], {{EUA}}\n |morte_data = \n |morte_local = \n |nacionalidade = {{GRCb}} [[Gregos|Grega]]\n |alma_mater = [[Amherst College]]
[[London School of Economics]]\n |premio = \n |c\u00f4njuge = [[\u00c1da Pap\u00e1panu]]\n |partido = [[Movimento Socialista Pan-hel\u00e9nico|PASOK]]\n |religi\u00e3o = [[Igreja Ortodoxa|Ortodoxo]]\n |profiss\u00e3o = [[Soci\u00f3logo]]\n |assinatura = \n |projecto = [[Wikip\u00e9dia:Projetos/Biografias|Biografias]]\n}}\n'''Ge\u00f3rgios Papandr\u00e9u''' ({{lang-el|'''\u0393\u03b5\u03ce\u03c1\u03b3\u03b9\u03bf\u03c2 \u03a0\u03b1\u03c0\u03b1\u03bd\u03b4\u03c1\u03ad\u03bf\u03c5'''}}, [[Saint Paul (Minnesota)]], [[Minnesota]], [[Estados Unidos]], [[16 de junho]] de [[1952]]) \u00e9 um [[soci\u00f3logo]] e [[pol\u00edtico]] [[Gr\u00e9cia|grego]], foi primeiro-ministro da [[Gr\u00e9cia|Rep\u00fablica Hel\u00eanica]] de 2009 at\u00e9 2011, ano de sua ren\u00fancia.\n\n\u00c9 filho e neto de dois antigos primeiro ministros da Gr\u00e9cia, respetivamente [[Andr\u00e9as Papandr\u00e9u]] e [[Ge\u00f3rgios Papandr\u00e9u (1888-1968)|Ge\u00f3rgios Papandr\u00e9u]].\n\nFoi educado em escolas de v\u00e1rios pa\u00edses. Desde Toronto, no Canad\u00e1, ao Massachusetts e at\u00e9 \u00e0s universidades de Estocolmo e de Harvard, al\u00e9m de ter frequentado a conceituada [[London School of Economics]] onde tirou um mestrado em Sociologia.\n\n\u00c9 casado, desde 1987, com a engenheira aeron\u00e1utica grega Ada Papapanou de quem tem uma filha, Margarita-Elena, tendo tamb\u00e9m outro filho de uma primeira uni\u00e3o.\n\nIrm\u00e3o de Nikos, Andreas e Sophia, Ge\u00f3rgios Papandr\u00e9u fala grego, ingl\u00eas e sueco.\n\nPapandr\u00e9u venceu as [[Elei\u00e7\u00f5es legislativas na Gr\u00e9cia em 2009|elei\u00e7\u00f5es legislativas]] em [[4 de outubro]] de [[2009]], representando o [[Movimento Socialista Pan-hel\u00e9nico]] (PASOK, na sigla em grego), substituindo assim o conservador [[Konstant\u00ednos A. Karamanl\u00eds|K\u00f3stas Karamanl\u00eds]].\n\n==Crise financeira e economia grega==\nImediatamente ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o de seu governo, Papandr\u00e9u revelou a situa\u00e7\u00e3o financeira cr\u00edtica do pa\u00eds, devido a um d\u00e9fice do [[PIB]] de 127%, quatro vezes maior do que os limites apresentados na [[zona euro]]. Tamb\u00e9m revelou que o desemprego foi de 10%. Para lidar com a crise, o governo promoveu medidas de austeridade, o que resultou numa s\u00e9rie de greves, e emitiu regras destinadas a combater a evas\u00e3o fiscal.\n\nEm abril de 2010 o seu ministro da Economia, Giorgos Papakonstantinou, disse que a Gr\u00e9cia era incapaz de pagar os t\u00edtulos p\u00fablicos com vencimento em 19 de maio pr\u00f3ximo.\n\nA declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia tem provocado p\u00e2nico nos mercados financeiros causando uma onda de vendas europeias de t\u00edtulos gregos e tamb\u00e9m uma significativa deprecia\u00e7\u00e3o do euro face ao [[D\u00f3lar dos Estados Unidos|d\u00f3lar]]. A especula\u00e7\u00e3o financeira tamb\u00e9m teve o efeito de influenciar o desempenho dos t\u00edtulos dos governos de [[Espanha]], [[Portugal]] e [[It\u00e1lia]].\n\nNo in\u00edcio de novembro de 2011 provocou s\u00e9rias convuls\u00f5es nos mercados ao anunciar que submeteria a referendo a aceita\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o do segundo plano de resgate proposto pela cimeira da [[Uni\u00e3o Europeia]], [[Banco Central Europeu|BCE]] e [[FMI]], de perd\u00e3o de 50% da d\u00edvida grega em troca de cortes de apoios sociais e privatiza\u00e7\u00f5es.\n\n==Ren\u00fancia==\nRenunciou ao cargo de primeiro-ministro em 6 de novembro de 2011, ren\u00fancia que se tornou efetiva a 11 de novembro.{{Link|de|2=http://www.spiegel.de/politik/ausland/0,1518,796193,00.html|3=Griechischer Premier verzichtet auf sein Amt}}\n\n{{Refer\u00eancias}}\n{{commonscat|George Papandreou}}\n\n{{Portal3|Gr\u00e9cia|Sociedade|Pol\u00edtica}}\n\n{{Esbo\u00e7o-pol\u00edtico}}\n{{Controle de autoridade}}\n\n{{DEFAULTSORT:Papandreu, Georgios}}\n[[Categoria:Primeiros-ministros da Gr\u00e9cia]]\n[[Categoria:Socialistas da Gr\u00e9cia]]\n[[Categoria:Gregos do s\u00e9culo XX]]\n[[Categoria:Gregos do s\u00e9culo XXI]]\n[[Categoria:Naturais de Saint Paul (Minnesota)]]"}]},"2801924":{"pageid":2801924,"ns":0,"title":"Conchita Bautista","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"'''Conchita Bautista''' ([[Sevilha]], [[27 de outubro]] de [[1936]]) \u00e9 uma [[cantora]] e [[atriz]] [[Espanha|espanhola]], conhecida internacionalmente por ter representado a [[Espanha]] por duas vezes no [[Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o]], em [[Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o 1961|1961]] e em [[Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o 1965|1965]].\n\nBautista partiu da sua nativa [[Andaluzia]] para [[Madrid]] ainda jovem e rapidamente come\u00e7ou a construir uma carreira de atriz, surgindo em numerosos filmes durante os [[d\u00e9cada de 1950|anos 1950]].[http://www.imdb.com/name/nm0062506/ Filmografia no IMDB.com] Durante esse per\u00edodo, ela ganhou reputa\u00e7\u00e3o como int\u00e9rprete de m\u00fasica [[Andaluzia|andaluz]], nomeadamente o [[flamenco]], tendo ganho um contrato com a gravadora/editora/etiqueta [[Columbia Records]].\n\nEm [[1961]], fez a sua estreia/debut [[Espanha|espanhola]] na [[Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o|Eurovis\u00e3o]] com a can\u00e7\u00e3o \"[[Estando contigo]]\" (\"Estando contigo\"), que terminou em nono lugar no [[Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o 1961]] que teve lugar em [[Cannes]], [[Fran\u00e7a]] a [[18 de mar\u00e7o]] de [[1961]].[http://natfinals.50webs.com/50s_60s/Spain1961.html Final nacional espanhola para o Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o 1961] \"Estando contigo\" foi a primeira can\u00e7\u00e3o a ser interpretada entre 16 na noite do festival.[http://www.esc-history.com/details.asp?key=62 P\u00e1gina do Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o 1961][http://www.diggiloo.net/?1961es \"Estando contigo\" no diggiloo.net]\n\nEm 1965, Bautista ganhou novamente o direito de representar a [[Espanha]] no [[Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o 1965]] realizado em [[N\u00e1poles]], em 20 de mar\u00e7o desse ano com a can\u00e7\u00e3o \"[[\u00a1Qu\u00e9 bueno, qu\u00e9 bueno!]]\" (\"Que bom! Que bom!\").[http://natfinals.50webs.com/50s_60s/Spain1965.html Final nacional espanhola para o Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o 1965] \"Qu\u00e9 bueno, qu\u00e9 bueno\" foi uma das quatro can\u00e7\u00f5es juntamente com [[Alemanha]], [[B\u00e9lgica]] e [[Finl\u00e2ndia]]) que n\u00e3o obtiveram qualquer ponto.[http://www.esc-history.com/details.asp?key=145 P\u00e1gina oficial do Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o 1965][http://www.diggiloo.net/?1965es \"Qu\u00e9 bueno, qu\u00e9 bueno\" no diggiloo.net]\n\nAnos mais tarde, Bautista fez uma bem sucedida carreira discogr\u00e1fica na [[Am\u00e9rica Latina]], [[It\u00e1lia]], [[Gr\u00e9cia]] , [[Turquia]] e claro em [[Espanha]]. \n\n== Filmografia ==\n\n\u00c8 considerada como das melhoras atrizes [[espanha|espanholas]] dos [[d\u00e9cada de 1950|anos 1950]] Est\u00e1 Participou em v\u00e1rias pel\u00edculas como: \n\n* \"A m\u00ed las mujeres ni fu ni fa\" (1971) \n* \"La boda\" (1964) \n* \"Escuela de seductoras\" (1962) \n* \"Feria en Sevilla\" (1962) \n* \"Los claveles\" (1960) \n* Compadece al delincuente (1960) \n* \"La rana verde\" (1960) \n* \"La novia de Juan Lucero\" (1959) \n* \"La Mina\" (1958) \n* \"La venganza\" (1958) .... como cantora\n* \"Thunderstorm\" (1956) ....como Margo \n* \"La reina mora\" (1955) \n* \"La belle de Cadix\" (1953) (as Concha Bautista) \n* \"Fuego en la sangre\" (1953) \n\n== Discografia ==\n\n===Singles selecionados===\n\n* [[1958]] Vienen Los Gitanos/Sombrerito/Pa Qu\u00e9 Quiero Yo Tus Ojos?/Dos Malos Amores\n* [[1958]] Una Canci\u00f3n En La Noche/A La Vera, Verita/En Un Barquito Velero/Tanguillo De La Fortuna\n* [[1958]] Con Dos Cuchillos Cruzaos/Cuando La Copla Es Espa\u00f1a/Toma Caf\u00e9!/La Ni\u00f1a Y El R\u00edo\n* [[1959]] Romance De Lora Del R\u00edo/Morenita Cubana/Y Por La Torre Del Oro/Nardo Y Luna \n* [[1959]] El Patio De Reverte/Campanitas Del Olvido/La Ni\u00f1a Del Farolero/Romance De La Utrera\n*[[1961]] Estando Contigo\n*[[1965]] \u00a1Qu\u00e9 bueno, qu\u00e9 bueno!/Tienes duende/Reina por un d\u00eda/Yenka flamenca\n*[[1967]] Acu\u00e9rdate/El sendero del amor\n*[[1973]] Por qu\u00e9 ser\u00e1, ser\u00e1/Puerta de Triana\n*[[1973]] Te di, te di/Porque tu eres\n*[[1974]] Amor de campanilleros/Con ese beso\n*[[1975]] Camino la ciudad/Mi libertad\n*[[1982]] Cara a cara\n\n===\u00c1lbuns selecionados===\n\n*[[1965]] Reina por un d\u00eda\n*[[1977]] Conchita Bautista\n*[[1988]] Conchita Bautista: Sus mejores canciones\n\n[[DVD]] selecionados:\n\n*[[2006]] \"La Copla: Conchita Bautista y Rafael Farina\"\n\n== Refer\u00eancias ==\n{{reflist}}\n \n== Liga\u00e7\u00f5es externas==\n* {{es}} [http://programatemperamento.galeon.com/amigos2147303.html Biografia de Conchita Bautista] \n{{start box}}\n{{succession box |\n before=Nenhuma |\n title=[[Espanha no Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o]] |\n years=[[1961]] |\n after=[[Victor Balaguer]]
com ''\"[[Ll\u00e1mame]]\"'' |\n}}\n{{succession box |\n before=[[Los TNT]]
com ''\"[[Caracola]]\"'' |\n title=[[Espanha no Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o]] |\n years=[[1965]] |\n after=[[Raphael (cantor)|Raphael]]
com ''\"[[Yo soy aqu\u00e9l]]\"'' |\n}}\n{{end box}}\n\n{{DEFAULTSORT:Bautista, Conchita}}\n[[Categoria:Artistas participantes no Festival Eurovis\u00e3o da Can\u00e7\u00e3o]]\n[[Categoria:Atores da Andaluzia|Bautista, Conchita]]\n[[Categoria:Cantores da Espanha|Bautista, Conchita]]\n[[Categoria:Naturais de Sevilha|Bautista, Conchita]]"}]},"2741920":{"pageid":2741920,"ns":0,"title":"Ganso (desambigua\u00e7\u00e3o)","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{desambigua\u00e7\u00e3o}}\n\n*[[Ganso]] - a ave\n\n== Pessoas ==\n* [[Paulo Henrique Ganso]], futebolista brasileiro\n\n==Localidades==\n*[[Ganso (Burkina Faso)]]\n\n==Outros==\n*[[Gustavo Ganso]]\n\n[[Categoria:Desambigua\u00e7\u00e3o]]"}]},"139957":{"pageid":139957,"ns":0,"title":"P\u00f4quer fechado","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"O '''p\u00f4quer fechado''' (''chamado de 5-card draw em sites n\u00e3o lus\u00f3fonos'') \u00e9 uma modalidade de [[p\u00f4quer]]. \u00c9 considerada a modalidade mais simples, e \u00e9 jogada principalmente por jogadores casuais, sendo mais rara \u00e0 n\u00edvel de competi\u00e7\u00e3o e em [[cassinos]].\n\n==== Jogando ====\nO p\u00f4quer fechado \u00e9 jogado com blinds, com o jogador imediatamente \u00e0 esquerda do [[dealer]] pagando o blind pequeno, e o pr\u00f3ximo jogador \u00e0 esquerda pagando o blind grande. Ent\u00e3o a m\u00e3o come\u00e7a com os jogadores recebendo cinco cartas fechadas. Ocorre ent\u00e3o a primeira rodada de apostas. Ap\u00f3s as apostas, os jogadores tem o direito de trocar at\u00e9 4 cartas de sua m\u00e3o, podendo tamb\u00e9m manter todas as cartas. Ap\u00f3s as trocas ocorre a \u00faltima rodada de apostas. Os jogadores remanescentes ent\u00e3o mostram suas cartas (se necess\u00e1rio) e a m\u00e3o mais alta leva o pote.\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n* {{Link||2=http://www.pokerstars.net/br/poker/games/draw/ |3=Jogo 5-Card Draw}} em 18 de abril de 2011\n* {{Link||2=http://lazer.hsw.uol.com.br/como-jogar-draw-poquer.htm |3=Como jogar p\u00f4quer fechado}} em 18 de abril de 2011\n\n{{esbo\u00e7o-p\u00f4quer}}\n\n\n== Ver tamb\u00e9m ==\n* [[P\u00f4quer]]\n* '''P\u00f4quer fechado'''\n* [[Razz]]\n* [[Seeagand]]\n* [[Texas hold 'em]]\n* [[Strucker]]\n* [[Truco]]\n\n{{DEFAULTSORT:Poquer Fechado}}\n[[Categoria:Variantes de p\u00f4quer]]\n\n[[cs:Draw poker]]\n[[de:Draw Poker]]\n[[en:Draw poker]]\n[[it:Draw poker]]\n[[simple:Draw poker]]"}]},"373850":{"pageid":373850,"ns":0,"title":"Nen-ami Jion","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"'''Nen-ami Jion''' \u5ff5\u963f\u5f25\u6148\u6069 (1351?-?) foi um monge budista e fundador do estilo Nen-ry\u00fb \u5ff5\u6d41, um dos primeiros estilos de [[kenjutsu]] registrados.\n\nDe acordo com os registros, ele nasceu em S\u00f4ma \u76f8\u99ac, na atual prov\u00edncia de [[Fukushima]]. Seu nome original era S\u00f4ma Shir\u00f4 Yoshimoto \u76f8\u99ac\u56db\u90ce\u7fa9\u5143, filho de S\u00f4ma Shir\u00f4zaemon-no-j\u00f4 Tadashige \u76f8\u99ac\u56db\u90ce\u5de6\u885b\u9580\u5c09\u5fe0\u91cd.\n\nAinda crian\u00e7a, seu pai \u00e9 assassinado e, para evitar ser morto, esconde-se em [[Yokohama]] \u6a2a\u6d5c e adota o nome de Nen-ami \u5ff5\u963f\u5f25 ao ingressar no [[budismo]]. Ao mesmo tempo, para vingar a morte de seu pai, decide treinar kenjutsu no Monte Kurama, em [[Kyoto]], aperfei\u00e7oando-se posteriormente na regi\u00e3o de [[Kamakura]] com o monge Eiy\u00fb \u6804\u7950.\n\nA hist\u00f3ria diz que, em 1368, aos 18 anos, desperta para a t\u00e9cnica suprema da espada. Com isso, ele larga o budismo e volta a se chamar S\u00f4ma Shir\u00f4 Yoshimoto, saindo \u00e0 ca\u00e7a dos assassinos de seu pai. Por fim, ele consegue vingar a morte do pai e volta para o budismo, adotando o nome de Jion \u6148\u6069. Em 1408, ele constr\u00f3i o templo Ch\u00f4fuku-ji \u9577\u798f\u5bfa em Shinano \u4fe1\u6fc3 (atual prov\u00edncia de [[Nagano]] \u9577\u91ce) e passa a se chamar Nen-dai-osh\u00f4 \u5ff5\u5927\u548c\u5c1a, o grande monge Nen.\n\nEle teve 14 grandes disc\u00edpulos no kenjutsu, 8 na regi\u00e3o de [[Kanto|Kant\u00f4]] e 6 na regi\u00e3o de Kyoto, dentre os quais aparecem os nomes de:\n* Ch\u00fbj\u00f4 Hangan \u4e2d\u6761\u5224\u5b98, fundador do [[Chujo Ryu|Ch\u00fbj\u00f4-ry\u00fb]] \u4e2d\u6761\u6d41;\n* Saru-no-Gozen \u733f\u5fa1\u524d, praticante de [[Kage-no-nagare]] \u9670\u306e\u6d41;\n* Higuchi Tar\u00f4 Kaneshige \u6a0b\u53e3\u592a\u90ce\u517c\u91cd, fundador do Higuchi Nen-ry\u00fb \u6a0b\u53e3\u5ff5\u6d41, conhecido posteriormente como [[Maniwa Nen Ryu|Maniwa Nen-ry\u00fb]] \u99ac\u5ead\u5ff5\u6d41.\n\n{{esbo\u00e7o}}\n{{Portal3|Biografias|Budismo}}\n\n{{DEFAULTSORT:Nen Ami Jion}}\n[[Categoria:Kenjutsu]]"}]},"3329004":{"pageid":3329004,"ns":0,"title":"Quadro de medalhas do Campeonato Mundial de Esportes Aqu\u00e1ticos de 2011","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"O quadro geral de medalhas do '''[[Campeonato Mundial de Esportes Aqu\u00e1ticos de 2011]]''' apresenta-se abaixo:{{citar web|url=http://www.shanghai-fina2011.com/en/medal/index.html|t\u00edtulo=Medal Table|autor=|data=|publicado=shanghai-fina2011.com|acessodata=30 de julho de 2011|arquivourl=https://web.archive.org/web/20110720102358/http://www.shanghai-fina2011.com/en/medal/index.html|arquivodata=2011-07-20|urlmorta=yes}}\n\n==Quadro de medalhas==\n
\n{{colorbox|#CCCCFF}} Pa\u00eds sede destacado.\n{|class=\"wikitable\" style=\"text-align:center;\"\n|-\n! Ordem \n!style=\"width:16em;\"|Pa\u00eds\n|width=40 bgcolor=F7F6A8|[[Ficheiro:Gold medal world centered-2.svg|20px|Ouro]]\n|width=40 bgcolor=DCE5E5|[[Ficheiro:Silver medal world centered-2.svg|20px|Prata]]\n|width=40 bgcolor=FFDAB9|[[Ficheiro:Bronze medal world centered-2.svg|20px|Bronze]]\n!width=40|[[Ficheiro:Medals world.svg|40px]]\n{{QDM|1|USA|17|6|9|32}}\n{{QDM|2|CHN|15|13|8|36|Anfitri\u00e3o=sim}}\n{{QDM|3|RUS|8|6|4|18}}\n{{QDM|4|BRA|4|0|0|4}}\n{{QDM|5|ITA|3|4|2|9}}\n{{QDM|6|GBR|3|3|0|6}}\n{{QDM|7|AUS|2|10|4|16}}\n{{QDM|8|FRA|2|4|5|11}}\n{{QDM|9|NED|2|1|3|6}}\n{{QDM|10|GRE|2|1|1|4}}\n{{QDM|11|DEN|2|1|0|3}}\n{{QDM|12|GER|1|3|9|13}}\n{{QDM|13|SWE|1|1|0|2}}\n{{QDM|14|HUN|1|0|4|5}}\n{{QDM|15|BLR|1|0|0|1}}\n{{QDM|15|BUL|1|0|0|1}}\n{{QDM|15|KOR|1|0|0|1}}\n{{QDM|15|NOR|1|0|0|1}}\n{{QDM|15|SUI|1|0|0|1}}\n{{QDM|20|CAN|0|4|3|7}}\n{{QDM|21|JPN|0|4|2|6}}\n{{QDM|22|ESP|0|1|5|6}}\n{{QDM|23|POL|0|1|0|1}}\n{{QDM|24|SRB|0|1|0|1}}\n{{QDM|25|RSA|0|0|3|3}}\n{{QDM|26|MEX|0|0|2|2}}\n{{QDM|27|CRO|0|0|1|1}}\n{{QDM|27|UKR|0|0|1|1}}\n{{QMOtot|68|64|66|198}}\n|}\n
\n\n{{Refer\u00eancias}}\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n*{{Link|en|2=http://www.shanghai-fina2011.com/en/|3=P\u00e1gina oficial do Campeonato Mundial de Esportes Aqu\u00e1ticos de 2011}}\n\n[[Categoria:Campeonato Mundial de Esportes Aqu\u00e1ticos de 2011|Quadro de medalhas]]"}]},"4269242":{"pageid":4269242,"ns":0,"title":"Clepsis rurinana","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{T\u00edtulo em it\u00e1lico}}\n{{Info/Taxonomia\n| nome = ''Clepsis rurinana''\n| imagem = Tortricidae - Clepsis rurinana..JPG\n| imagem_legenda = \n| reino = [[Animalia]]\n| filo = [[Artr\u00f3pode|Arthropoda]]\n| classe = [[Insetos|Insecta]]\n| ordem = [[Lepidoptera]]\n| superfam\u00edlia = \n| fam\u00edlia = [[Tortricidae]]\n| g\u00e9nero = ''[[Clepsis]]''\n| esp\u00e9cie = '''''C. rurinana'''''\n| binomial = ''Clepsis rurinana''\n| binomial_autoridade = (Linnaeus, 1758)\n}}\n'''''Clepsis rurinana''''' \u00e9 uma esp\u00e9cie de [[insetos]] [[Lepidoptera|lepid\u00f3pteros]], mais especificamente de [[Mariposa|tra\u00e7as]], pertencente \u00e0 [[fam\u00edlia (biologia)|fam\u00edlia]] [[Tortricidae]].\n\nA autoridade cient\u00edfica da esp\u00e9cie \u00e9 [[Carolus Linnaeus|Linnaeus]], tendo sido descrita no ano de 1758.\n\nTrata-se de uma esp\u00e9cie presente no territ\u00f3rio [[Portugal|portugu\u00eas]].\n\n== Refer\u00eancias ==\n* ''[http://www.faunaeur.org/full_results.php?id=439776 Clepsis rurinana] - de Jong, Y.S.D.M. (ed.) (2013) Fauna Europaea version 2.6. Web Service available online at http://www.faunaeur.org (consultado em 3 de janeiro de 2014).\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n\n\n* ''[http://www.biodiversitylibrary.org/name/Clepsis_rurinana Clepsis rurinana]'' - [[Biodiversity Heritage Library]] - Bibliografia\n* ''[http://www.ncbi.nlm.nih.gov/taxonomy/?term=Clepsis%rurinana Clepsis rurinana]'' - NCBI Taxonomy Database\n* ''[http://www.gbif.org/species/search?q=Clepsis+rurinana Clepsis rurinana]'' - [[Global Biodiversity Information Facility]]\n* ''[http://eol.org/search?q=Clepsis+rurinana&search=Go Clepsis rurinana]'' - [[Encyclopedia of Life]]\n\n{{esbo\u00e7o-lepid\u00f3ptero}}\n\n{{Portal3|Zoologia|Fauna de Portugal}}\n\n\n\n[[Categoria:Lepid\u00f3pteros de Portugal]]\n[[Categoria:Clepsis|rurinana]]\n[[Categoria:Lepid\u00f3pteros descritos em 1758]]"}]},"4051003":{"pageid":4051003,"ns":0,"title":"Hiram Mier","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Futebolista\n| nome = Hiram Mier\n| imagem = [[Ficheiro:Hiram MierMonterrey.jpg|200px]]\n| nomecompleto = Hiram Ricardo Mier Alan\u00eds\n| apelido = \n| data_nascimento = {{dni|25|08|1989|lang=br}}\n| cidadenatal = [[Monterrei]]\n| paisnatal = {{MEX}}\n| altura = 1.80m\n| peso = \n| p\u00e9 = [[Destro]]\n| actualclube = {{Futebol Monterrey|pa\u00eds=antes}}\n| clubenumero = 21\n| posi\u00e7\u00e3o = [[Zagueiro]]\n| jovemanos = [[2008]]\u2013[[2010]]\n| jovemclubes = {{Futebol Monterrey|pa\u00eds=antes}}\n| ano = [[2010]]\u2013\n| clubes = {{Futebol Monterrey|pa\u00eds=antes}}\n| jogos(golos) = 87 (0)\n| anoselecao = [[2011]]\u2013[[2012]]
[[2011]]\u2013\n| selecaonacional = {{MEXf}} Sub-23
{{MEXf}}\n| partidasselecao = 26 (1)
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Atualmente defende o {{Futebol Monterrey}}.\n\n== Carreira ==\n=== Come\u00e7o ===\nMier come\u00e7ou sua carreira no {{Futebol Monterrey}} na segunda divis\u00e3o mexicana.\n\n=== Monterrey ===\nEm 25 de agosto de 2010, Mier estreou com a equipe principal em partida contra o [[Seattle Sounders Football Club|Seattle Sounders]] pela [[Liga dos Campe\u00f5es da CONCACAF]]. Em 2 de outubro de 2010 fez sua estreia na [[Campeonato Mexicano de Futebol|na primeira divis\u00e3o mexicana]] em uma vit\u00f3ria por 2\u20131 contra o [[Club Necaxa|Necaxa]] sendo campe\u00e3o do Apertura em 2010 e tamb\u00e9m foi campe\u00e3o da [[Liga dos Campe\u00f5es da CONCACAF de 2010\u201311]].\n\n== Carreira internacional ==\nEm 23 de maio de 2011, Mier foi convocado para a sele\u00e7\u00e3o sub-22 mexicana para participar da [[Copa Am\u00e9rica de 2011]], e mais tarde foi chamado para participar dos [[Futebol nos Jogos Pan-Americanos de 2011 - Masculino|Jogos Pan-Americanos]]{{citar web|URL=http://setodo.net/convocados-de-mexico-para-los-juegos-panamericanos/|t\u00edtulo=Convocados de M\u00e9xico para los Juegos Panamericanos|autor=setodo.net|data=6 de outubro de 2011|l\u00edngua2=es}}\n\n=== Partidas pela sele\u00e7\u00e3o ===\n''Atualizado em 16 de junho de 2013.''\n\n{| class=\"wikitable collapsible collapsed\" style=\"font-size:90%\"\n|-\n!colspan=\"7\"|'''Partidas pela sele\u00e7\u00e3o'''\n|-\n! # !! Data !! Est\u00e1dio !! Oponente !! Resultado !! Competi\u00e7\u00e3o\n|-\n| 1.|| 11 de junho de 2011 || [[Sam Boyd Stadium]], [[Las Vegas]], {{USA}} || {{VENf}} || '''0'''\u20133 || [[Jogo amistoso|Amistoso]]\n|-\n| 2.|| 4 de julho de 2011 || [[Est\u00e1dio del Bicentenario]], [[San Juan (Argentina)|San Juan]], {{ARG}} || {{CHIf}} || '''1'''\u20132 || [[Copa Am\u00e9rica de 2011]]\n|-\n| 3.|| 8 de julho de 2011 || [[Est\u00e1dio Malvinas Argentinas]], [[Mendoza (Argentina)|Mendoza]], {{ARG}} || {{PERf}} || '''0'''\u20131 || [[Copa Am\u00e9rica de 2011]]\n|-\n| 4.|| 12 de julho de 2011 || [[Est\u00e1dio Ciudad de La Plata]] [[La Plata]], {{ARG}} || {{URUf}} || '''0'''\u20131 || [[Copa Am\u00e9rica de 2011]]\n|-\n| 5.|| 31 de maio de 2013 || [[Reliant Stadium]], [[Houston]], {{USA}} || {{NGAf}} || '''2'''\u20132 || [[Jogo amistoso|Amistoso]]\n|-\n| 6. || 16 de junho de 2013 || [[Maracan\u00e3]], [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]], {{BRA}} || {{ITAf}} || '''1'''\u20132 || [[Copa das Confedera\u00e7\u00f5es FIFA de 2013]]\n|}\n\n== T\u00edtulos ==\n=== Clube ===\n; Monterrey\n* '''[[Campeonato Mexicano de Futebol]]''': Apertura 2010\n* '''[[Liga dos Campe\u00f5es da CONCACAF]]''': [[Liga dos Campe\u00f5es da CONCACAF de 2010\u201311|2010\u201311]], [[Liga dos Campe\u00f5es da CONCACAF de 2011\u201312|2011\u201312]], [[Liga dos Campe\u00f5es da CONCACAF de 2012\u201313|2012\u201313]]\n\n=== Sele\u00e7\u00e3o ===\n; M\u00e9xico\n* '''[[Copa Ouro da CONCACAF]]''': [[Copa Ouro da CONCACAF de 2011|2011]]\n\n; M\u00e9xico sub-23\n* '''[[Jogos Pan-Americanos]]''': [[Jogos Pan-Americanos de 2011|2011]]\n* '''Pr\u00e9 Ol\u00edmpico da CONCACAF''': [[Torneio Pr\u00e9-Ol\u00edmpico Masculino da CONCACAF de 2012|2012]]\n* '''[[Torneio Internacional de Toulon]]: 2012\n* '''[[Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2012|Jogos Ol\u00edmpicos]]''': [[Futebol nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2012 - Masculino|2012]]\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n* [http://www.transfermarkt.co.uk/en/hiram-mier/profil/spieler_107136.html Perfil em transfermarkt]\n\n{{Club de F\u00fatbol Monterrey}}\n{{Sele\u00e7\u00e3o Mexicana de Futebol de 2011}}\n{{Sele\u00e7\u00e3o Mexicana de Futebol de 2011 - Copa Am\u00e9rica}}\n{{Sele\u00e7\u00e3o Mexicana de Futebol de 2012 - Olimp\u00edadas}}\n{{Sele\u00e7\u00e3o Mexicana de Futebol de 2013}}\n\n{{DEFAULTSORT:Mier, Hiram}}\n[[Categoria:Naturais de Nuevo Le\u00f3n]]\n[[Categoria:Naturais de Monterrei]]\n[[Categoria:Futebolistas do M\u00e9xico]]\n[[Categoria:Futebolistas do Club de F\u00fatbol Monterrey]]\n[[Categoria:Jogadores da Sele\u00e7\u00e3o Mexicana de Futebol]]\n[[Categoria:Jogadores da Copa Ouro da CONCACAF de 2011]]\n[[Categoria:Jogadores da Copa Am\u00e9rica de 2011]]\n[[Categoria:Futebolistas da Copa das Confedera\u00e7\u00f5es FIFA de 2013]]\n[[Categoria:Futebolistas nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2012]]\n[[Categoria:Campe\u00f5es ol\u00edmpicos do M\u00e9xico]]\n[[Categoria:Medalhistas nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2012]]"}]}}}}